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Fábio Garcia organizou esquema de venda de combustíveis que desviou R$ 2,7 milhões

Da Redação - Wesley Santiago

26 Ago 2017 - 15:20

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Fábio Garcia organizou esquema de venda de combustíveis que desviou R$ 2,7 milhões
O deputado federal Fábio Garcia (PSB) foi quem organizou um esquema de venda de óleo diesel, que desviou aproximadamente R$ 2,7 milhões. A afirmação consta na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que teve o sigilo retirado nesta sexta-feira (25), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. O ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf e o ex-chefe do Executivo também receberam uma parte do dinheiro. Em nota, o parlamentar argumenta que as acusações são levianas e diz que o peemedebista não apresentou nenhuma prova.

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Silval Barbosa cita em sua delação que se recorda que no ano de 2012 ou 2013, ano em que foi assinado o convênio com a Petrobras de arrendamento da termoelétrica Pantanal energia, tal empresa fez uma doação de óleo diesel para o Estrado de Mato Grosso e que ela teria sido feita de forma simulada pelo deputado Fábio Garcia.
 
Segundo Silval, a doação simulada para o Estado foi feita para dar baixa do óleo diesel, pois a empresa iria voltar a funcionar a gás, mas sabe que Pedro Nadaf e Fábio Garcia venderam o óleo diesel, sendo que com o valor da venda dividiram em três partes, uma ao colaborador, uma para Fabio Garcia e outra para Pedro Nadaf.
 
Na época, Fábio Garcia trabalhava na termoelétrica pantanal como diretor. O convênio com o Estado para a doação de diesel não foi entregue. Foram aproximadamente R$ 2,7 milhões divididos entre os três. Ainda conforme a delação, Fábio – que é deputado federal - foi quem organizou o esquema.
 
As revelações trazidas pelo Jornal Nacional nesta quinta-feira (24) são apenas a ponta do iceberg. Isto porque a delação do ex-governador do Estado Silval da Cunha Barbosa firmada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) por intermédio da Procuradoria-Geral da República contém 94 depoimentos. Outros três parentes do ex-governador firmaram acordos semelhantes, prestando 49 depoimentos para robustecer as confissões/denúncias. Junta, a família Barbosa devolverá mais de R$ 76 milhões aos cofres públicos.
 
Em decisão tomada nesta quinta-feira (24), o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou o sigilo dos autos da Petição (PET) 7085, que trata da colaboração premiada do ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa, entre outros, e deferiu o pedido de instauração de inquérito.
 
De acordo com o ministro, as colaborações constantes dos autos foram firmadas no curso de operações que já são de conhecimento público, “inexistindo motivo de ordem pública que determine a manutenção do sigilo do presente feito”.

Outro lado

Em nota, o deputado disse que "são mentirosas e levianas as afirmações do delator Silval Barbosa no que diz respeito a Pantanal Energia e seu diretor a época Fabio Garcia. A Pantanal Energia ou seu diretor à época, não realizaram qualquer operação simulada, irregular ou ilegítima junto ao governo do Estado de Mato Grosso; tampouco houve recebimento de qualquer vantagem pela empresa ou seu ex-diretor".

Fábio Garcia acrescenta ainda que "a Pantanal Energia cumpriu integralmente o contrato pactuado com o Estado. É lamentável que Silval Barbosa recorra a calúnia e acuse sem provas para obter benefícios do Ministério Publico Federal (MPF)".

A assessoria ainda frisou que, á época, o Fábio Garcia não ocupava nenhum cargo público e não tinha nenhuma influência junto ao governo. Por fim, destaca também que o ex-governador não apresentou nenhum prova com relação a esta acusação.

Atualizada e corrigida às 16h07.

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