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Botelho deseja ser investigado para “verdade vir à tona” e diz que cada deputado responde por seu gabinete

Da Redação - Ronaldo Pacheco

14 Set 2017 - 10:44

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Eduardo Botelho afirma que deputados são responsáveis pelos gabinetes e Mesa Diretora sequer  possui chaves

Eduardo Botelho afirma que deputados são responsáveis pelos gabinetes e Mesa Diretora sequer possui chaves


O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), considerou “plenamente normal para que a verdade venha à tona” a abertura de investigação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) contra ele e a Construtora Nhambiquaras.
 
Sobre os mandados de busca e apreensão da Operação Malebolge (12ª fase da Ararath), executados na manhã desta quinta-feira (14), em vários gabinetes do Edifício Dante Martins de Oliveira, ele observou que a Mesa Diretora da Assembleia não pode tomar qualquer providência,  porque cada deputado estadual é responsável pelo próprio gabinete. “A Mesa Diretora sequer possui chaves dos gabinetes. Cada deputado responde pelo seu espaço de trabalho”, ponderou ele, para a reportagem do Olhar Direto.

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Citado na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Botelho afirmou que não teme qualquer investigação. “É natural que, em sendo citado, seja investigado. Não existe nada de errado nisso. Isso é muito bom para que se investigue e se busque a verdade”, ponderou o chefe do Poder Legislativo.
 
A investigação de Botelho foi determinada pelo STF, a pedido do Ministério Público Federal. Serão apurados supostos esquemas da gestão de Silval Barbosa com a Constutora Nhambiquaras, dirigida pelo empresário Rômulo Botelho, irmão do presidente da Assembleia Legislativa, e do ex-deputado Luiz Marinho Botelho, hoje aposentado.
 
Em entrevista anterior para o Olhar Direto, Botelho questionou a sanidade mental de Barbosa. “Eu não sei se fez citação por confusão mental pelo tempo em que ficou preso ou por maldade. Houve várias citações indevidas a meu respeito”, observou Botelho.
 
Na Operação Malebolge (12ª fase da Ararath), as ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). Vários gabinetes, residências e escritórios de deputados estaduais e ex-deputados passaram por mandado de busca e apreensão. 

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