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Romoaldo Júnior não vai recorrer por bens apreendidos, pede para ser investigado e enfatiza educação de policiais

Da Redação - Ronaldo Pacheco

15 Set 2017 - 08:22

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Romoaldo Júnior afirma que sua história é conhecida por todos

Romoaldo Júnior afirma que sua história é conhecida por todos

Um dos poucos remanescentes da legislatura de 1991-95, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, no exercício do quinto mandato, o deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB), classificou como “normal e sem abusos” a execução do mandato de busca e apreensão em seu gabinete, no Edifício Dante Martins de Oliveira, por agentes da Polícia Federal.
 
Num primeiro momento, via assessoria, ele tinha manifestado a suposta intenção de recuperar o que foi retirado do seu gabinete, judicialmente. Depois, em contato com a reportagem do Olhar Direto, ele assegurou ser favorável à investigação e não vai recorrer na busca do que foi levado de seu gabinete.

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“Foram levados o computador da minha chefe de gabinete, uma CPU [memória de computador] e alguns papéis da minha mesa. Que façam bom uso”, observou ele. “Registre-se: os policiais federais foram bastante educados no cumprimento da decisão judicial; não vou sonegar informação”, ponderou ele, sobre o mandado de busca e apreensão, expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Romoaldo Júnior afiançou que não deve nada e que deseja ser mesmo investigado, por entender que há até mesmo interpretações equivocadas sobre suas citações, na colaboração premiada do ex-governador, seu filho Rodrigo Barbosa e seu irmão Antônio da Cunha Barbosa. Ele lembrou que, com 35 anos de vida pública, deseja ver sua história passada a limpo, porque se considera íntegro e em condições de andar de cabeça erguida.
 
“Eu não devo. Tenho uma trajetória conhecida por todos. Então quero mesmo ser investigado”, complementou Romoaldo. No quinto mandato de deputado estadual, ele já foi presidente, vice-presidente e primeiro secretário da Assembleia Legislativa, além de duas vezes prefeito de Alta Floresta.
 
Sob sedação  
 
Citado em diferentes situações na delação de Silval, Rodrigo e Toninho, a reportagem do Olhar Direto apurou que o deputado Wagner Ramos (PSD) teria sofrido um breve mal-estar, nesta quinta-feira (14), após o mandado de busca e apreensão. Obeso e sedentário, ele estaria sob efeito de ansiolíticos e psicotrópicos. Desde a divulgação das imagens da delação, Wagner Ramos estuda pedido de licença médica de 121 dias para tratamento de saúde, sendo ‘impelido’ por colegas de infortúnio a continuar no Edifício Dante Martins de Oliveira
 
   

1 comentário

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  • Fabiana
    15 Set 2017 às 13:38

    Bom moço o Sr ,não é mesmo ?