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Com 17 sob investigação do MPF, Assembleia sofre paralisia e projetos correm risco de perder prazo

Da Redação - Ronaldo Pacheco

15 Set 2017 - 08:01

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Com 17 sob investigação do MPF, Assembleia sofre paralisia e projetos correm risco de perder prazo

Praticamente três semanas após a divulgação das primeiras imagens da colaboração premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), em que parlamentares aparecem recebendo dinheiro do ex-secretário Sílvio Cesar Correa, de Gabinete, a Assembleia Legislativa de Mato grosso ainda não se recuperou do torpor nem dá sinais de volta à normalidade.  A reportagem do Olhar Direto apurou que nem mesmo os tradicionais cumprimentos cordiais no grupo de whatsapp dos parlamentares registrou movimento normal e passou o dia quase mudo.
 
Tendo 17 dos atuais 24 deputados sob investigação da Procuradoria Geral da República, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Poder Legislativo aparenta insensibilidade à extensa pauta de suma importância para Mato Grosso. Desde 27 de agosto, o quorum qualificado, nas sessões ordinárias do plenário das deliberações Renê Barbour, ralearam drasticamente, sem previsão de volta à normalidade.

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O presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (PSB), insiste que está tudo em ordem e que a investigação é salutar. Porém, desistiu de fazer uma defesa unificada do Legislativo e já avisou que cada parlamentar reponde pelo próprio gabinete e por seus atos. Em bom português: cada qual se vira, nos 30!
 
Entre as principais, estão a Emenda Constitucional (PEC) do Teto dos Gatos e a reforma tributária, além da Lei Orçamentária Anual (LOA), entre outras. Todas têm de serem votadas até novembro para vigência efetiva.
 
Há apreensão com a qualidade e a quantidade das sessões necessárias ao pleno funcionamento do Poder Legislativo. Mesmo que não houvesse crise, a tramitação até se chegar à votação plenária da PEC do Teto dos Gastos, por exemplo, já demoraria no mínimo dois meses. Com a ausência de deputados, nas sessões, a tendência é de que o prazo seja dilatado e Mato Grosso tem urgência em apresentar a nova lei, perante à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), para congelar o pagamento das dívidas do Estado com a União, entre outras medidas.
 
Estão sob investigação na delação da família Barbosa, por determinação do STF, os deputados estaduais Wagner Ramos (PSD), Silvano Amaral (PMDB), Joaquim Baiano Filho (PSDB), Eduardo Botelho (PSD), José Domingos Fraga Filho (PSD), Gilmar Fabris (PSD), Romoaldo Júnior (PMDB), Mauro Savi (PSB), Guilherme Maluf (PSDB), Dilmar Dal’Bosco (DEM), Nininho Ondanir Bortolini (PSD), Oscar Bezerra (PSB); Daltinho Adalto Freitas (SD), Pedro Satélite (PSD), Sebastião Rezende (PSC), Zeca Viana (PDT) e Wancley Carvalho (PV).
 
Na prática forense, a simples denúncia não significa que os parlamentares sejam culpados. Todavia, a delação somente é homologada pelo Poder Judiciário com provas, provas circunstanciais ou fortes indícios dos ilícitos elencados pelo denunciando.
 
Todos os deputados estaduais negam qualquer crime. Via de regra, cada denunciado dá origem a um novo inquérito para investigação minuciosa do caso. Até o momento, o STF não permitiu, contudo, o desmembramento dos processos de investigação delatados por Silval Barbosa e seus familiares.
 
Outros investigados
 
Também são investigados o ministro Blairo Maggi (PP), da Agricultura; os senadores mato-grossenses Wellington Fagundes (PR) e José Aparecido Cidinho Santos (PR); os deputados federais Carlos Bezerra (PMDB) e Ezequiel Ângelo Fonseca (PP); os prefeitos Emanuel Pinheiro (PMDB), de Cuiabá; e Luciane Bezerra (PSB), de Juara; e os deputados estaduais  Airton Português (PSD), Luiz Marinho Botelho (PTB),  Alexandre Luiz César (PT), Antônio Azambuja (PP) e Hermínio Jota Barreto Barreto (PR).
 
Todos negam qualquer participação em maracutaias na gestão do ex-governador Silval Barbosa – 2010-2014, suspeita de desviar mais de R$ 1 bilhão do Tesouro do Estado. A Procuradoria-Geral da República convocou a Polícia Federal para executar as investigações.  (Colaborou Érika Oliveira)
 
 

13 comentários

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  • por justiça
    15 Set 2017 às 21:35

    lugar de bandido e cadeia .......

  • alexandre
    15 Set 2017 às 14:17

    Verba indenizatória de 65 mil , vai descontar ?

  • Alencar
    15 Set 2017 às 13:03

    Essa Assembleia Legislativa é uma vergonha.

  • JOSÉ
    15 Set 2017 às 12:20

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Fábio
    15 Set 2017 às 11:48

    Funcionando ou não, é a mesma coisa. Sem funcionar é bom que economiza luz...café....etc.

  • Nilza
    15 Set 2017 às 11:28

    A REALIDADE É UMA SÓ SENHORES DEPUTADOS A ROUBALHEIRA FOI MONSTRUOSA QUE NÃO SEI A LEGITIMIDADE DESSA COMISSÃO PARA VOTAR ESSA PEC, MAIS MATO-GROSSO É UM ESTADO PUJANTE TEM DE REALIZAR A CONTENÇÃO DOS GASTOS PÚBLICOS PARA FAZEREM OS AJUSTES NECESSÁRIOS PARA RESOLVER O FLUXO DE CAIXA, MAIS NÃO VENHA PREJUDICAR OS APOSENTADOS E SERVIDORES DO EXECUTIVO COM CONGELAMENTOS DE SALÁRIOS E AUMENTO DA PREVIDÊNCIA EM 14% POR CAUSA DOS ROMBOS DOS GOVERNOS E DEPUTADOS CORRUPTOS E AINDA MAIS AS LEIS DE CARREIRAS E A RGA NÃO TEM NADA A VER COM ATUAL CRISE NAS CONTAS DO ESTADO E SIM OS ESCÂNDALOS COMO DOS MAQUINÁRIOS DA COPA DO MUNDO E A MAIS RECENTE A DA SEDUC E TANTOS OUTROS ESCÂNDALOS.

  • Adelmo Barros
    15 Set 2017 às 11:21

    Se cortassem o salário dessa cambada ficava melhor ainda, MT sem deputados teria grandes avanços. Infelizmente os deputados - que deveriam ser essenciais - se tornaram desprezíveis e desprezáveis.

  • Maxuel
    15 Set 2017 às 10:14

    Parece que nada funciona nesse MT, Policia Civil, TCE, MP e até o TJ, sem contar a PM envolvida em grampos, são tantas e tantas acusações com videos e áudios, fora as números envolvendo dinheiro que não deveriam bater na ao tocarem as obras. Esse é o funcionalismo público de MT, são bons em fazer greve e cobrar RGA.

  • JUSTO
    15 Set 2017 às 10:14

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Carlos
    15 Set 2017 às 10:13

    Sem dúvida um belo momento para as pessoas de bem, já estava ficando péssimo ser honesto neste país, pois não tínhamos mais espaço nem pra respirar. A ONU deveria intervir neste país e ajudar a colocar os curruptos na cadeia!

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