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Sexta-feira, 17 de setembro de 2021

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GASTANDO SALIVA

Oposição articula chapa com Mauro na cabeça; Jayme Campos e Zeca Viana para o Senado

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Oposição articula chapa com Mauro na cabeça; Jayme Campos e Zeca Viana para o Senado
Enquanto não se confirmam as especulações sobre a possível saída do cenário eleitoral do ministro da Agricultura e Pecuária, senador mato-grossense Blairo Maggi (PP), as conversações de bastidores caminham a todo vapor. Como a candidatura do governador José Pedro Taques (PSDB) à reeleição é dada como certa, a oposição busca uma alternativa e já empunha a bandeira do senador Wellington Fagundes (PR), mas outros defendem que o ex-prefeito Mauro Mendes (sem partido), de Cuiabá, seja o candidato ao Palácio Paiaguás.
 
E não são poucos os que até desenham uma chapa com Mendes ao governo, tendo o ex-governador Jayme Campos (DEM) e o deputado estadual Zeca Viana (PDT) para o Senado. Até o momento, a vaga de vice-governador está em aberto, mas teria como nome mais forte para ocupá-la o ex-deputado Otaviano Pivetta, ex-prefeito de Lucas do Rio Verde. Como Mendes, ele também deixou o PSB.

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Numa hipotética ausência de Maggi, o grupo teria Mauro Mendes para governador e Pivetta de vice. Jayme e Zeca ficam com a briga para o Senado.
 
Jayme Campos confirmou que existem conversações com Mauro Mendes e o deputado federal Fábio Garcia (DEM), mas negou a existência de nomes pré-estabelecidos. “Escuto cada coisa que me dá arrepios. Gente! Vamos raciocinar. As convenções [partidárias] acontecem em agosto. A troco de quê, em sã consciência, que vamos fechar uma chapa faltando seis meses?”, questionou o ex-governador de Mato Grosso.
 
Na última eleição em que disputou, em 2006, Jayme era pré-candidato ao governo de Mato Grosso pelo extinto PFL, atual Democratas, até duas semanas antes das convenções. Uma costura do saudoso senador Jonas Pinheiro, então presidente do PFL, padrinho político de Blairo Maggi, assegurou a composição que resultou na chapa da época.
 
Após a entrada de Jonas em cena, na negociação política, em 2006, firmou-se uma chapa fortíssima: Maggi foi reeleito governador de Mato Grosso e Jayme se elegeu ao Senado. Coisas que pareciam fáceis, sob execução de Jonas Pinheiro, mas que se tornam improváveis, na condução de outros líderes.
 
Jonas era tio e padrinho político do atual prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), de Cuiabá. Ele teve influência decisiva nas primeiras eleições de Emanuel, como vereador por Cuiabá e deputado estadual.
 
Quem conduz o diálogo hoje em dia é Jayme Campos. Certamente não possui a mesma habilidade de Jonas, mas possui o dobro de malícia e o estilo “vendedor de livros” capaz de convencer até mesmo os mais incrédulos. Campos tem conversado com Pedro Taques, Mauro Mendes, Otaviano Pivetta, Zeca Viana e com quem mais se dispuser a não atrapalhar a sua sagrada soneca, obrigatória depois do almoço.
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