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"Devemos dar mais valor aos pontos que nos unem”, sugere Brito para que Taques e Campos continuem juntos

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

19 Mar 2018 - 08:21

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Carlos Brito (d) ao lado de Jayme Camposo e Eduardo Botelho, durante evento da UFMT

Carlos Brito (d) ao lado de Jayme Camposo e Eduardo Botelho, durante evento da UFMT

A existência de respeito mútuo, a indispensável leitura estratégica de momento e necessidade de evitar que Mato Grosso caia no retrocesso, estão entre os itens citados pelo secretário Carlos Brito, adjunto da Casa Civil, para defender que o governador José Pedro Taques (PSDB) e o ex-senador Jayme Campos (DEM), atual secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, se esforcem para construir um palanque unificado, nas eleições de outubro de 2018.
 
“Sem dúvida, caminhar lado a lado não é fácil, requer paciência, tranquilidade e ética. Certamente requer uma efetiva relação de diálogo maduro entre todos os atores que fazem parte da aliança,  deixando a vaidade de lado”, observou Carlos Brito, ao lado de Jayme Campos, após participar do evento de retomada das obras do Campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no Chapéu do Sol, em Várzea Grande, na semana passada.
 
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Carlos Brito reconhece que atualmente a relação é conturbada, mas passível de reversão e citou como exemplo o bom desempenho do presidente regional do DEM, deputado Dilmar Dal Bosco, no período em que exerceu a liderança do governo Taques, na Assembleia Legislativa.
 
“Se existe uma lição que a história recente tem nos ensinado é a de não duvidar da transformação do improvável em provável, em política”, ponderou o adjunto da Casa Civil, considerando possível reviver a coligação Coragem e Atitude para Mudar, liderada então por PDT, DEM e PSDB, vitoriosa em 2014.
 
“Os avanços conseguidos a duras penas correm o risco de serem perdidos. Não é bom para eles [Taques e Jayme], nem para Mato Grosso, nem efetivamente para os municípios e eleitores. Este curto-circuito [entre os principais líderes] não leva a bom porto”, avaliou Brito, com a experiência de quem já foi três vezes vereador, presidente da Câmara Municipal,  prefeito de Cuiabá e deputado estadual por três mandatos.
 
O entendimento de Carlos Brito é de que os mesmos ideais pelos quais lutaram, em 2014, ainda permanecem vivos, diante de que a seriedade da gestão pública não pode ser confundida com 'generosidade' do Estado. “Hoje não ousamos esquecer que somos os herdeiros daquela primeira vitória e enfrentamos inúmeras dificuldades, para o equilíbrio do Estado”, citou ele, para a reportagem do Olhar Direto.
 
Carlos Brito entende que antigos aliados, como Pedro Taques e Jayme Campos, têm muito que contribuir para melhorar a via dos mato-grossenses. “Divididos, há pouco que possamos fazer, diante dos grandes desafios que estão por vir. Desde então [2014], prometemos nossos melhores esforços para ajudar a população menos favorecida, porque é direito”, sintetizou Brito, ao alertar que o governo existe é ajudar os muitos que são pobres.
 
Ele lembrou que somente após inúmeros enfrentamentos é que o governo Pedro Taques está conseguindo “transformar as boas palavras em boas ações, em uma nova aliança para o progresso”.

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