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Sábado, 18 de setembro de 2021

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Fagundes vê Taques abandonado por companheiros e trocando acusação com aliados

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Fagundes vê Taques abandonado por companheiros e trocando acusação com aliados
O senador Wellingon Fagundes (PR), pré-candidato ao governo de Mato Grosso, apesar de liderar a oposição, é sempre comedido nas críticas ao governador Pedro Taques (PSDB). “Não trabalhei contra o governo, trabalhei a favor de Mato Grosso. Fazer oposição não é esse negócio de ficar falando mal. Vamos ver o que a gente pode construir, essa é a minha linha”, afirmou, em entrevista ao Olhar Direto. Apesar disso, enxerga que o governador não passa um bom momento político. Para ele, Taques está isolado.

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“O Pedro Taques procurou se isolar, inclusive está sendo abandonado por todos os companheiros e agora ainda [está] acusando os companheiros”, avalia Fagundes. Para o senador, falta à atual gestão maior interlocução com os segmentos da sociedade. “Por exemplo, o Pedro Taques afirmou que não tinha compromisso com hospitais filantrópicos. Como pode? se os [hospitais] filantrópicos é que exercem um papel fundamental na saúde”, argumenta. Para o senador, por mais que os hospitais possam ter problemas administrativos, isso não justifica o posicionamento do governador.
 
Wellington, que articula chapa para disputar o governo contra Taques em outubro, afirma que se estivesse no lugar de Taques, ouviria mais. “Tem que conversar, dialogar. Eu acho que isso é fundamental, porque ninguém da conta de fazer nada sozinho”. O senador avalia que cabe ao chefe do Executivo o papel de buscar o desenvolvimento em chamamento à sociedade. “Quando um presidente da República fica de cabeça baixa, ele transmite o que? Negativismo. [O mesmo com] um governador que fica falando em crise, falando mal dos adversários”.
 
Aliança contra Taques
 
A pré-candidatura de Wellington já conta com o apoio consolidado de PR, MDB, PP e PTB. Há uma ala do PSB que defende adesão ao bloco oposicionista, mas o comando do partido está sendo disputado por grupos antagonistas. Agora Fagundes se aproxima de Carlos Fávaro (PSD) para atrair o partido do ex-vice-governador.

“Uma candidatura não pode ser imposta, ela tem que ser conquistada. A minha candidatura nasceu dentro de vários partidos: MDB. PR, PTB, PP e PSB, que agora está com essa questão do imbróglio jurídico. E agora somando já com uma sinalização muito forte com o PSD. Tivemos reunião essa semana e já estamos com grande possibilidade de ampliação”, comemorou.
 
“Tem ainda outros partidos que a gente está conversando. Então dentro dessa aliança inicial, nunca teve discussão de outro nome a não ser lá inicialmente a questão do Antonio Joaquim. Eu tanto respeitei o Antonio Joaquim, esperando o momento certo, como ele também a mim. Nós tínhamos, inclusive, definido que a gente ia trabalhar junto e assim a candidatura está consolidada”, afirmou o republicano, afastando qualquer hipótese de recuo.
 
Fator Fávaro
 
Carlos Fávaro renunciou ao cargo de vice-governador para dedicar-se exclusivamente à sua pré-candidatura ao Senado Federal. Poucos dias antes de deixar o posto, anunciou que seu partido não faria mais parte da base do governo Pedro Taques e entregou os cargos. Foram mantidos no staff somente as indicações pessoais de parlamentares do PSD, mas não as do partido. Esse foi o start para começar a articular com grupos de oposição e ex-aliados de Taques.
 
Antes de entregar a carta de renúncia na Assembleia Lagislativa, Fávaro até chegou a ensaiar nos bastidores junto com deputados estaduais a aprovação de uma lei que obrigasse o governador a comunicar com antecedência de 48h qualquer viagem que culminasse na posse do vice. Isso porque caso Fávaro assumisse o governo nos próximos meses, iria se tornar inelegível ao Senado.
 
Fávaro alegou oficialmente que renunciou ao cargo porque não achava coerente continuar recebendo salário de vice-governador, mantendo equipe no governo, enquanto trabalha por seu projeto eleitoral.
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