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Segunda-feira, 22 de abril de 2019

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Alunos da UFMT 'trancam' guaritas em protesto contra política do Restaurante Universitário

Da Redação - Fabiana Mendes

20 Abr 2018 - 14:21

Foto: Ivan de Jesus/ CAFM

Alunos da UFMT 'trancam' guaritas em protesto contra política do Restaurante Universitário
Alunos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizaram manifestações nesta sexta-feira (20), contra as mudanças na política de alimentação do Restaurante Universitário. Os manifestantes usaram faixas, cartazes, empilharam pneus na portaria,  e atearam fogo em folhas seca, para que ninguém pudesse acessar o campi Araguaia, em Barra do Garças ( a 503 quilômetros de Cuiabá).
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Segundo o grupo, eles receberam uma informação de que a reitoria da UFMT não estaria cumprindo com um acordo feito em uma reunião que aconteceu no dia 29 de março, onde estavam presentes os representantes do DCE de todos os campis. O acordo foi que os DCE's teriam até o dia 20 para enviar uma contra proposta para a reitoria e no dia 24 haveria uma nova reunião, dessa vez contando com presença da Reitora, para discutir sobre o documento elaborado pela representação estudantil, e pensar conjuntamente na política de alimentação.
 
Ao contrário do que foi firmado, durante a reunião, a reitora Myrian Serra, teria notificado que que hoje, seria decidido e assinado os papéis para implementar a nova política de alimentação. Com isso, os alunos não poderão mais almoçar pagando R$1. 

As unidades do Restaurante Universitário da UFMT, nos cinco Câmpus, funcionam, com os valores de R$ 0,25 para café da manhã e R$ 1,00 para almoço e jantar, porque os valores são subsidiados pela instituição em mais de 90% para estudantes.

Entre as medidas adotadas na manifestação, estão o fechamento das portas da universidade partir das 6h.  O portão deve ser reaberto entre 15h e 16h. Dessa forma professor, servidor, técnico, aluno e outros não poderão ter acesso. As exceções são para alunos que precisam cuidar de seus experimentos em laboratórios (os mesmos serão acompanhados ida e volta até a guarita) e pessoal terceirizado (limpeza e manutenção).
 
Audiências públicas 
 
A administração da UFMT irá realizar de 23 a 26 de abril, em todos os Câmpus, audiências públicas para tratar da nova política de Alimentação Estudantil que será implantada na instituição. Na segunda-feira (23), das 14h às 16h, será realizada audiência nos Câmpus de Cuiabá e Várzea Grande; na terça (24), das 9h às 11h, no Câmpus do Araguaia; na quarta (25), das 8h30 às 11h30, no Câmpus de Rondonópolis e na quinta-feira (26) , das 15h às 17h, no Câmpus de Sinop. A nova política de Alimentação Estudantil será implantada a partir de maio.
 
Cortes de recursos

Os recursos das universidades públicas destinados a despesas de custeio vêm caindo seguidamente nos últimos anos. O Orçamento de 2017 para custeio, por exemplo, caiu 4,5% em relação ao exercício anterior. Esses contingenciamentos do Governo Federal, principalmente de custeio e de investimentos, têm impactado significativamente na situação financeira das Instituições de Ensino Superior Federais (IFES). Essa situação tem levado a Administração Superior da UFMT a alertar a sociedade mato-grossense sobre as consequências desses cortes orçamentários, que podem vir a comprometer, no futuro, a missão da instituição de produzir ensino, pesquisa e extensão com qualidade.

Há uma mobilização das instituições federais de educação superior na tentativa de recuperar o fôlego financeiro para que possam cumprir com seu papel social. Ao mesmo tempo, as instituições têm feito gestão administrativa para ajustar os seus gastos de forma a minimizar os impactos desta realidade orçamentária. 

Estudos da Pró-reitoria de Planejamento da UFMT apontam uma redução de 20,13% no orçamento nominal de custeio em 2017 com relação a 2014. Nas despesas de custeio estão inclusos os gastos que a universidade tem com manutenção, contratos, prestação de serviços, aquisição de material de consumo, diárias, passagens, bolsas e benefícios aos estudantes. No mesmo período, a participação do gasto com Alimentação Estudantil na verba de custeio, que em 2014 representava 6,7%, em 2017 passou para 15,12%.

10 comentários

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  • Maristela
    23 Abr 2018 às 11:14

    Nao irei criticar quem esta certo ou errado, ate porque nao sou aluna da UFMT, mas relato o que ja vivenciei em outra universidade federal do Brasik, fiz uma pos graduacao na universidade de Lavras MG, e lembro muito bem que pagava o alimento por quilo, e bem longe de ser 1,00. Acredito que tem muitas cousa sim para ser revisto, Aqui no Mato Grosso, existe muitas regalias , que em outros estados nao tem!

  • Terrorista
    20 Abr 2018 às 23:05

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Felipe
    20 Abr 2018 às 22:12

    Que triste os comentarios abaixo... Os estudantes estao com toda a razao. O RU ajuda e muito quem nao tem condicoes de poder pagar todos os dias uma almoço ou janta em um lugar mais caro. Se esqueceram que muitas pessoas sao do interior e ja estao pagando aluguel e etc e necessitam dessa refeição. Tão falando ai que é coisa de petista mas nao se esqueçam que foram eles que faliram o pais, a universidade é FEDERAL e cade o dinheiro dela?????

  • Jonas
    20 Abr 2018 às 21:33

    Grande parte dos estudantes têm dinheiro pra fumar beber cerveja tênis da moda e reclama de pagar 1 real de almoço... somos otarios de bancar essa turma com dinheiro nosso

  • Estudante
    20 Abr 2018 às 19:35

    Não estou aqui para falar sobre as particularidades de cada um dos que estavam presentes nas manifestações contra o aumento do RU, que por sinal ocorreram em outros campi da UFMT também. Muitas das pessoas que estão de fora do dia a dia das universidades públicas, da qual tenho direito apenas de falar sobre a UFMT de Cuiabá, por estudar nela, não fazem ideia de quantas pessoas dependem única e exclusivamente da alimentação ofertada pelo restaurante universitário para sobreviver. Não têm ideia de quantas pessoas usam como um dos grandes critérios para sair de suas cidades, as vezes até mesmo do estado para estudar, o valor do RU. Segundo a proposta da reitoria, em menos de um mês a alimentação terá um reajuste de mais de 200%, além do corte do auxílio alimentação, que é destinado para pessoas com baixa renda financeira e que estão longe de casa. Com toda a certeza a política pública de preços baixos do RU é um dos maiores garantidores da continuidade de muitos estudantes em uma universidade pública. Mesmo sendo contra o aumento, entendendo as dificuldades financeiras pelas quais o Estado Brasileiro está no momento, e que dessa forma é muito delicado a manutenção de serviços públicos, dentre eles a educação superior, e que dessa forma o aumento do valor seria inevitável, sendo assi

  • Estudante de direita
    20 Abr 2018 às 17:27

    Esse bando de desocupados..... nem estudam nada, querem só moleza.

  • alexandre
    20 Abr 2018 às 17:19

    petebas...

  • Keops
    20 Abr 2018 às 16:39

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Zeca
    20 Abr 2018 às 16:37

    Essa cambada está motivada pelo PT e seus asselas a aprontar, para dar impressão de que o país está fora de controle. FFAA, está na hora de usar os tanques. Afinal de contas há 54 anos etão parados. Precisam ser utilizados para melhor conservação dos canhões!

  • arts
    20 Abr 2018 às 15:13

    TUDO MOTIVADO PELA TURMINHA DO "górpi", nada que mortadela com pao e 30 "reaus" não resolva...

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