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Sábado, 18 de setembro de 2021

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PALANQUE LOTADO

Fagundes possui sete pré-candidatos ao Senado em sua chapa; quatro podem ‘rodar’ até convenções

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Fagundes possui sete pré-candidatos ao Senado em sua chapa; quatro podem ‘rodar’ até convenções
A projeção otimista de “mais de 10 partidos” até numa macro coligação a ser consolidada em agosto gera, nos bastidores, um incômodo extra para o senador Wellington Fagundes (PR), pré-candidato ao governo de Mato Grosso: o excesso de pré-candidatos ao Senado. A adesão do ex-vice-governador Carlos Fávaro, presidente regional do PSD, aumentou para sete o total de pré-candidatos ao Senado da República na chapa a ser encabeçada por Fagundes.
 
O pré-candidato ao governador pelo PR observou que Fávaro firmou a aliança “no fio do bigode” sem exigir ser candidato ao Senado. “Ele veio para a nossa coligação sem impor nada. Vai trabalhar para construir uma candidatura. Isso é legitimo”, ponderou o presidente regional do PR.

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Pelo menos até o momento, são sete pré-candidatos ao Senado pela chapa de oposição, a ser liderada por Wellington. Por enquanto, pleiteiam a senatória: Carlos Fávaro (PSD), Oswaldo Sobrinho (PTB), Margareth Buzetti (PP), Maria Lúcia Nader (PCdoB), Hiram Melo (PTB) e um nome a ser indicado pelo MDB (antigo PMDB), provavelmente oriundo das hostes do empresariado.
 
Em várias oportunidades, o presidente do MDB, deputado federal Carlos Bezerra, advertiu que a agremiação só vai fazer parte da coligação em que estiver representada na chapa majoritária. “Por sua grandenza e sua história, por tudo que tem condições de contribuir, o MDB não pode ficar de fora”, afiançou Bezerra, para a reportagem do Olhar Direto.
 
Durante algum tempo, o MDB tentou filiar o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), empresário Jandir Milan, supostamente para a disputa do Senado, mas não obteve êxito. Milan não teria se sentido atraído pela proposta peemedebista.
 
Wellington aproveitou para ironizar o governador José Pedro Taques (PSDB), que sempre citava o fato de contar com “excesso de aliados” desde 2014, quando firmou a coligação Coragem e Atitude para Mudar – PDT, DEM, PSDB, PSB, PPS, PP, PV, PTB, PSDC, PSC, PRP, e PRB.
 
Ninguém tem vaga garantida, para o Senado, segundo o pré-candidato a governador. “Vamos conversando com muita humildade. No momento certo [as convenções partidárias de agosto], aqueles que estiverem em melhor situação vão passar pela crivo do colegiado”, ponderou Wellington, para o Olhar Direto.
 
Wellington Fagundes negou que esteja criticando Taques somente agora, por se tratar de período pré-eleitoral, e avisou que fará uma campanha construtiva, com base em propostas. “Nós desejamos firmar uma aliança capaz de proporcionar o desenvolvimento de Mato Grosso. Não podemos continuar sendo um Estado rico, campeão em produção de commodities, mas com problemas cruciais na saúde, por exemplo”, complementou Fagundes.
 
A construção da aliança de Wellington conta com PR, PSD, MDB, PTB, PP, PCdoB e PMN, com expectativa de passar de 10 partidos.
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