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Sábado, 27 de novembro de 2021

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'Pão e Circo'

Alvo do Gaeco, Casa Guimarães receberia quase R$ 1 milhão para projeto na Salgadeira

Foto: Secid

Alvo do Gaeco, Casa Guimarães receberia quase R$ 1 milhão para projeto na Salgadeira
A Associação Casa de Guimarães, alvo da ‘Operação Pão e Circo’, deflagrada na manhã desta terça-feira (22), pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), firmou um termo de colaboração com o Governo do Estado e receberia R$ 946 para um projeto no Complexo Turístico da Salgadeira, localizado na Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães.

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Segundo o extrato do termo de colaboração, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), no dia 16 de maio, o objeto do termo é o Complexo Turístico Social e Lazer da Salgadeira. Ao todo, o valor recebido seria de R$ 946 mil. O montante vem de emendas parlamentares dos deputados Wilson Santos, Adalto de Freitas (Daltinho), Zeca Viana, Guilherme Maluf e Dilmar Dal’Bosco.
 
A missão da Casa Guimarães, conforme Sistema de Gerenciamento de Convênio (SIGCon), é “orientar o uso sustentável do Complexo da Salgadeira, com ações de sensibilização ambiental e educação patrimonial, visando a preservação do patrimônio público e dos recursos naturais, e ainda proporcionando atividades lúdicas, culturais e contemplativas aos visitantes”.
 
O Plano de trabalho contempla ações que atendem as necessidades para que esse novo formato seja efetivado de forma sustentável tais como:
•             Ações de conscientização ambiental
•             Produção de vídeos educativos
•             Controle de acesso ao local
•             Divulgação em mídias sociais
•             Oficinas recreativas
•             Pessoal capacitado e uniformizado para atendimento ao publico e turistas
•             Manutenção do local
•             Estruturação e ambientalização dos espaços.

 
‘Pão e Circo’
 
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), composto por membros do Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar, deflagrou na manhã desta terça-feira (22) a 'Operação Pão e Circo'. São cumpridos mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Chapada dos Guimarães, nas sedes da Associação Casa de Guimarães.
 
Todas as ordens foram expedidas pela Vara Especializada do Crime Organizado da Capital. A realização de buscas e apreensão de documentos tem por finalidade a obtenção de provas para subsidiar as investigações em curso, e notadamente para desarticular suposta organização criminosa instalada para desviar recursos públicos em contratos firmados entre referida associação e Governo do Estado de Mato Grosso, entre os anos de 2011 a 2018.
 
Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato, falsidade ideológica, fraude em licitações e lavagem de capitais.
 
A Associação Casa de Guimarães recebeu R$ 40 milhões do governo em apenas nove anos de atuação. A empresa é a responsável por realizar várias edições do ‘Vem Pra Arena’ e também a ‘Fan Fest’, durante a Copa do Mundo de 2014.
 
Segundo o Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado de Mato Grosso (Fiplan), em apenas nove anos (2009 a 2018), um grande montante - de R$ 17,1 milhões – foi recebido no ano de 2014, quando a empresa realizou a ‘Fan Fest’ e outras várias ações do Executivo, que era comandado pelo governador Silval Barbosa.
 
Há praticamente um ano, o Ministério Público Estadual (MP) instaurou inquérito civil para apurar eventuais atos de improbidade administrativa ou de danos ao erário que estão sendo causados por meio do “Vem pra Arena”.
 
A denúncia chegou ao MP por meio da Central de Assessoria e Treinamento Instituto Metropolitano de Estudos Sociais, que relatou que a secretaria realizou chamamentos públicos em desconformidade com a realização dos procedimentos licitatórios.
 
Vale lembrar que o 'Vem Pra Arena' é uma ação do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), produzido em regime de mútua cooperação pela Associação Casa de Guimarães.
 
Outro lado
 
A reportagem tentou contato com a presidente da Casa Guimarães, Erika Abdlla, mas o celular estava desligado.
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