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Segunda-feira, 25 de maio de 2020

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Delegada aguarda documentos sobre esteticista morta após cirurgia plástica e laudos de perícia

Da Redação - Vinicius Mendes

10 Jun 2018 - 11:03

Foto: Reprodução

Delegada aguarda documentos sobre esteticista morta após cirurgia plástica e laudos de perícia
A delegada Alana Cardoso, da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) ainda aguarda documentos no inquérito instaurado para apurar a morte da esteticista Edléia Daniele Ferreira Lira, falecida  após uma cirurgia plástica no dia 13 de maio, além da conclusão do laudo da perícia para dar prosseguimento às investigações. Os prontuários médicos já foram solicitados pela perícia.

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A Polícia Judiciária Civil (PJC) afirmou que já foi instaurado um inquérito para apurar a morte de Daniele, após ser submetida a duas cirurgias plásticas no Hospital Militar, através da empresa Plástica para Todos. A esposa da vítima, Simone Bueno, registrou um boletim de ocorrência logo após a morte da esteticista.

De acordo com a PJC, a delegada Alana ainda aguarda os laudos periciais e também os documentos que a advogada de Simone ficou de protocolar na DHPP. Segundo a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) o laudo ainda não foi concluído, sem prazo determinado para sua finalização, mas os prontuários dos hospitais por onde Daniele passou já foram solicitados.

O caso
 
A cuiabana Edléia Daniele Ferreira Lira, de 33 anos, Daniele Bueno nas redes sociais, faleceu no dia 13 de maio, após ser submetida a um procedimento de cirurgia plástica no Hospital Militar em Cuiabá. Ela foi encaminhada ao Hospital Sotrauma após passar mal e não resistiu. Ela era casada e tinha uma filha pequena.
 
No dia 11 de maio, Daniele havia feito uma postagem em um grupo de mamoplastia no Facebook dizendo que iria operar pelo Programa Plástica para Todos. O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), afirmou que os médicos que operaram a vítima não possuíam registro de especialidade no Estado.

A esposa de Daniele, Simone, a acompanhou no dia do incidente. Ela contou depois, no boletim de ocorrências, que, já no quarto, sua esposa apresentou sangramento nas costas e dedos esbranquiçados. Ela ainda disse que teve que esperar por uma hora até que um médico chegasse e teve que deixar um cheque caução no valor de R$ 17,5 mil para que Daniele fosse transferida.
 
O Programa Plástica para Todos é recente em Cuiabá e sua divulgação acontece em um grupo fechado do Facebook, com mais de 7 mil mulheres. 

1 comentário

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  • Augusto
    11 Jun 2018 às 05:33

    Este caso de picaretagem médica não pode ficar impune. Agora tem até cirurgião plástico gaúcho do Big Brother Brasil querendo se candidatar a deputado federal em Sorriso. Pensam que o Mato Grosso é a casa deles? Que as autoridades façam sua parte.

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