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Domingo, 14 de agosto de 2022

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caminhoneiros parados

Taques vê manifestação virar “baderna” e chama defensores de intervenção militar de “malucos”

Foto: Rogério Florentino Pereira/ OD

Taques vê manifestação virar “baderna” e chama defensores de intervenção militar de “malucos”
O governador Pedro Taques (PSDB) cedeu toda a força de segurança estadual necessária às autoridades federais que tem atuado na garantia de abastecimento dos municípios de MT e na desobstrução das rodovias federais em Mato Grosso. Em entrevista concedida logo após o término de mais uma reunião Comitê de Crise, Taques criticou a mudança de perfil das manifestações dos caminhoneiros, que segundo ele tem se transmutado em “baderna”, e classificou como “malucos” aqueles que tem defendido uma intervenção militar no país.

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“Nós chegamos à conclusão, com o serviço de inteligência, que as manifestações já descambam para a falta de interesses de manifestação e à junção com baderna, com movimentos políticos e nós não vamos permitir. A força de segurança vai ter que cumprir o seu papel”, afirmou Taques.
 
A declaração do governador aconteceu instantes após o primeiro confronto registrado em Cuiabá, na BR-364, na região do Distrito Industrial, em que homens do Exército utilizaram bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar manifestantes que estavam impedindo caminhoneiros de voltar ao trabalho, inclusive dando pedradas nos veículos que começavam das a paralisação por encerrada.   
 
“Nós estamos trabalhando com as forças de segurança para que nós possamos separar o que é manifestação, o que é absolutamente legítimo, de obstaculizar as vias, para que o cidadão não possa fazer o transporte de sua carga. A Constituição garante a manifestação, mas direitos fundamentais do cidadão não podem ser violados e nós não permitiremos isso. Estamos em contato todas as horas com o Comando Militar do Oeste, com outros governadores, para que nós possamos resolver de uma vez por todas essa crise”, afirmou o tucano.
 
Desde que o governo Michel Temer (PMDB) começou a acatar as pautas impostas pelos caminhoneiros, a lista de reivindicação tem crescido com pleitos difusos e abrangentes. Uma parcela dos manifestantes mobilizados tem começado e pedir intervenção militar no Governo Federal. Para Taques, a tese é “maluquice”.
 
“Eu penso que são malucos, não há nenhum regime melhor que a democracia. Os males da democracia nós combatemos com mais democracia. Precisamos de mais democracia. Não aceitamos essa conversa de intervenção militar. Vivemos em um regime democrático e é bom que assim seja”, finalizou
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