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Bebê indígena ainda passa por exames e estado de saúde é estável; hospital recebe doações

Da Redação - Vinicius Mendes

07 Jun 2018 - 11:11

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Bebê indígena ainda passa por exames e estado de saúde é estável; hospital recebe doações
A menina indígena recém-nascida, que foi resgatada na última terça-feira (5) após ser enterrada viva pela bisavó em Canarana (a 879 km de Cuiabá), já está em Cuiabá sendo tratada na UTI da Santa Casa de Misericórdia. A criança ainda passa por exames e no momento seu estado de saúde é estável. O hospital afirmou que dá suporte à bebê, mas também recebe doações, caso alguém se sinta sensibilizado.
 
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De acordo com a Santa Casa de Misericórdia, a menina indígena chegou na noite de ontem (6) por transporte aéreo. Ela veio acompanhada apenas pela equipe médica, nenhum familiar está com ela.

Segundo o hospital o estado de saúde da criança, no momento, é estável. Os médicos ainda realizam exames para ver a situação clínica completa dela e a princípio não corre risco de morte, porém não deixa de ser um quadro grave por estar dentro de uma UTI.

O serviço social da Santa Casa já foi acionado para verificar a situação da criança. Um levantamento sobre a história dela ainda está sendo feito, para verificar quem vai ser responsável pela menina.

A Santa Casa afirmou que tem dado todo o suporte à menina, mas disse que recebe as doações de quem se sentir sensibilizado com a história. Para doar é necessário procurar o setor de doações do hospital e identificar que é para a menina indígena, já que ela ainda não foi registrada e não possui nome.

O caso

Uma criança indígena recém-nascida foi enterrada viva, na última terça-feira (05), e resgata por equipes das polícias Civil e Militar. O fato foi registrado na cidade de Caranana (879 quilômetros de Cuiabá).

A Polícia Civil descobriu que a bisavó da criança foi quem cortou o cordão umbilical e a enterrou. Segundo a família, todos acreditaram que ela estava morta.

Conduzidas à delegacia para esclarecimentos, a mãe da criança (adolescente de 15 anos) e a avó do bebê contaram que a jovem sentiu fortes dores (contrações) e foi ao banheiro sozinha, momento em que deu a luz a menina. Ao nascer, a criança teria batido a cabeça no vaso sanitário, ocasionando sangramento.
 
Depois, a bisavó da criança cortou o cordão umbilical do bebê e também foi a responsável por enterrar a recém-nascida, conforme as investigações. Kutz Amin, de 57 anos alegou que a criança não chorou e por isso acreditou que estivesse morta e segundo costume de sua comunidade enterrou o corpo no quintal, sem acionar os órgãos oficiais. A mulher deve responder por tentativa de homicídio.

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