Olhar Direto

Terça-feira, 22 de setembro de 2020

Notícias / Cidades

Estado de saúde de bebê indígena enterrada viva piora e menina passará por cirurgia

Da Redação - Vinicius Mendes

08 Jun 2018 - 11:55

Foto: Rogério Florentino / OD / Reprodução

Estado de saúde de bebê indígena enterrada viva piora e menina passará por cirurgia
A menina indígena recém-nascida, que foi resgatada na última terça-feira (5) após ser enterrada viva pela bisavó em Canarana (a 879 km de Cuiabá), apresentou uma piora em seu estado de saúde na noite desta quinta-feira (7). Ela está sendo tratada na UTI da Santa Casa de Misericórdia e teve que ser entubada. A criança deve ser submetida a uma cirurgia.
 
Leia mais:
Por falta de oxigênio no cérebro, menina indígena enterrada viva pode ficar com sequelas
 
A menina indígena chegou na noite desta quarta-feira (6) a Cuiabá por transporte aéreo. Ela veio acompanhada apenas pela equipe médica, nenhum familiar está com ela. A princípio seu estado de saúde era estável, no entanto, por meio de nota a Santa Casa afirmou que a bebê apresentou piora clínica na noite de ontem (7).
 
O hospital ainda disse que a criança apresentou sangramentos digestivos e piora nas escórias renais. Ela ainda deve ser submetida a uma cirurgia para a passagem de cateter.
 
O caso
 
Uma criança indígena recém-nascida foi enterrada viva, na última terça-feira (05), e resgata por equipes das polícias Civil e Militar. O fato foi registrado na cidade de Caranana (879 quilômetros de Cuiabá).
 
A Polícia Civil descobriu que a bisavó da criança foi quem cortou o cordão umbilical e a enterrou. Segundo a família, todos acreditaram que ela estava morta.
 
Conduzidas à delegacia para esclarecimentos, a mãe da criança (adolescente de 15 anos) e a avó do bebê contaram que a jovem sentiu fortes dores (contrações) e foi ao banheiro sozinha, momento em que deu a luz a menina. Ao nascer, a criança teria batido a cabeça no vaso sanitário, ocasionando sangramento.
 
Depois, a bisavó da criança cortou o cordão umbilical do bebê e também foi a responsável por enterrar a recém-nascida, conforme as investigações. Kutz Amin, de 57 anos alegou que a criança não chorou e por isso acreditou que estivesse morta e segundo costume de sua comunidade enterrou o corpo no quintal, sem acionar os órgãos oficiais. A mulher deve responder por tentativa de homicídio.
 
Leia a nota na íntegra:
 
A recém nascida indígena apresentou piora clínica ontem a noite com insuficiência respiratória sendo entubada e colocada sob ventilação assistida. Apresentou recorrência dos sangramentos digestivos e também piora das escórias renais devido ao quadro de  sepses que apresenta. Passará por uma intervenção cirúrgica para passagem de cateter de tencokff  para realizar diálise peritonial.
 
À Direção
 
Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá

Comentários no Facebook

Sitevip Internet