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Terça-feira, 22 de setembro de 2020

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​Estado de saúde de menina indígena estabiliza, mas quadro ainda é considerado grave

Da Redação - Vinicius Mendes

09 Jun 2018 - 15:35

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

​Estado de saúde de menina indígena estabiliza, mas quadro ainda é considerado grave
O estado de saúde da menina indígena que foi resgatada após ser enterrada viva pela bisavó deu uma estabilizada, garantiu o diretor da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, Antônio Preza. A alimentação da criança é intravenosa e ela ainda respira com auxílio de aparelhos.
 
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Nesta sexta-feira (8) a Santa Casa havia divulgado que a menina apresentou uma piora em seu estado de saúde. Porém, o diretor do hospital garantiu que o quadro da criança se estabilizou.

“Ela continua em estado grave, está entubada, respirando por ventilação assistida, Foi feita uma cirurgia nela para colocar o cateter. Ela parou de piorar, deu uma estabilizada. Agora vamos aguardar para ver como ela responde”.

Além da respiração por aparelhos, toda a alimentação da menina é feita de maneira intravenosa. O estado, apesar de não piorar, ainda é grave. Preza já havia dito que, por causa da falta de oxigênio no cérebro, a menina deve sofrer sequelas.
 
O caso
 
Uma criança indígena recém-nascida foi enterrada viva, na última terça-feira (05), e resgata por equipes das polícias Civil e Militar. O fato foi registrado na cidade de Caranana (879 quilômetros de Cuiabá).
 
A Polícia Civil descobriu que a bisavó da criança foi quem cortou o cordão umbilical e a enterrou. Segundo a família, todos acreditaram que ela estava morta.
 
Conduzidas à delegacia para esclarecimentos, a mãe da criança (adolescente de 15 anos) e a avó do bebê contaram que a jovem sentiu fortes dores (contrações) e foi ao banheiro sozinha, momento em que deu a luz a menina. Ao nascer, a criança teria batido a cabeça no vaso sanitário, ocasionando sangramento.
 
Depois, a bisavó da criança cortou o cordão umbilical do bebê e também foi a responsável por enterrar a recém-nascida, conforme as investigações. Kutz Amin, de 57 anos alegou que a criança não chorou e por isso acreditou que estivesse morta e segundo costume de sua comunidade enterrou o corpo no quintal, sem acionar os órgãos oficiais. A mulher deve responder por tentativa de homicídio.

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