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Ex-gerente de cooperativa suspeito de desviar R$ 23 milhões é preso pela segunda vez em operação

Da Redação - Fabiana Mendes

12 Jun 2018 - 11:47

Foto: Divulgação - PJC

Ex-gerente de cooperativa suspeito de desviar R$ 23 milhões é preso pela segunda vez em operação
A Polícia Judiciária Civil de Campo Novo dos Parecis (396 quilômetros de Cuiabá) deflagrou na manhã desta terça-feira (12) a segunda fase da operação que investiga desvios milionários em uma cooperativa de produtores de álcool e cana-de-açúcar do município. O ex-diretor financeiro da entidade, Nivaldo Francisco Rodrigues, foi preso  novamente em cumprimento a mandado de prisão preventiva.

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Entre o final de 2017 e o começo de 2018, as investigações apontaram que Nivaldo movimentou cerca de R$ 1 milhão. Ato que estava expressamente proibido por determinação judicial e motivou novamente a prisão do acusado, que foi cumprida em sua residência pela manhã.

A primeira fase da operação que apurou desvio de R$ 23 milhões da cooperativa foi deflagrada em julho de 2017. Na ocasião, a Polícia Civil conseguiu autorização judicial (2ª Vara da Comarca de Campo Novo do Parecis), com parecer positivo do Ministério Público para bloqueio dos bens de Nivaldo, apontado como líder do esquema criminoso. Á época dos fatos, o suspeito passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
 
De acordo com o delegado da Polícia Civi, que conduz as investigações, Adil Pinheiro de Paula, os desvios na cooperativa podem ser bem maiores aos R$ 23 milhões orçados inicialmente.

Foto: Divulgação - PJC

“Além do acréscimo de valores, a investigação avança com a identificação de outros integrantes da organização criminosa que usava notas fiscais de empresas de fachada em Mato Grosso (originadas na região de fronteira, Tangará, Sinop, etc) e outros Estados como Goiás, São Paulo e Minas Gerais para realizar os desvios como se o serviço tivesse sido prestado. São empresas que forneciam notas fiscais 'frias' e auxiliavam na lavagem de dinheiro”, explica.

Em curto período de tempo, são esperadas novas prisões vinculadas ao grupo criminoso liderado pelo ex-diretor financeiro da cooperativa.

Um mês após o desligamento de Nivaldo, ocorrido maio de 2017, ainda houve uma tentativa de desvio da cooperativa, quando o suspeito ligou para empresa solicitando que fosse realizado um pagamento de R$ 467 mil em favor de terceiro.

A cooperativa vítima tem 46 cooperados, divididos em 19 famílias, sendo quase a totalidade dessas famílias residentes Campo Novo do Parecis e constituem parte importante dos geradores de renda e emprego da cidade. 

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