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Terça-feira, 22 de setembro de 2020

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CPI dos Maus-Tratos vai investigar caso de bebê indígena enterrada viva em Mato Grosso

Da Redação - Vinicius Mendes

12 Jun 2018 - 14:43

Foto: Reprodução

CPI dos Maus-Tratos vai investigar caso de bebê indígena enterrada viva em Mato Grosso
O senador José Medeiros (Pode-MT) afirmou que a CPI dos Maus-Tratos vai realizar diligência nos próximos dias em Cuiabá, para investigar o caso de bebê indígena enterrada viva. Os trabalhos da comissão foram prorrogados até 18 de agosto de 2018.
 
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“Estamos diante de um tremendo absurdo! Um fato lamentável e que não ficará impune por esta CPI. Essa e outras denúncias serão investigadas por mim e pelo senador Magno Malta, na diligência que faremos em Mato Grosso”, afirmou.
 
A menina foi resgatada e sobreviveu após ficar enterrada mais de seis horas, mas ainda vive um estado grave de saúde, internada na UTI da Santa Casa de Cuiabá. Segundo a polícia, bisavó e avó, que estão presas, premeditaram e planejaram enterrar a criança. Elas não aceitavam a bebê por ser filha de mãe solteira e pai de outra etnia. O Ministério Público Estadual(MPE) já denunciou elas por tentativa de homicídio.
 
Medeiros é relator da CPI dos Maus-Tratos de adolescentes e crianças em todo o país, Magno Malta é o presidente. “Todos os dias chegam as mais diversas denúncias aos canais de comunicação e redes sociais do Senado Federal. Estamos num intenso trabalho de punir todos os culpados por maus-tratos. A nossa máxima é criança nasceu para ser amada, e não para ser abusada. Essa é a nossa luta!”, enfatizouJosé Medeiros.
 
Os trabalhos da comissão foram prorrogados até 18 de agosto de 2018, onde deverá ser lido o relatório do senador de Mato Grosso. O caso da menina aconteceu em Canarana, município mato-grossense a 838 quilômetros da capital.

O caso
 
Uma criança indígena recém-nascida foi enterrada viva, na última terça-feira (05), e resgata por equipes das polícias Civil e Militar. O fato foi registrado na cidade de Caranana (879 quilômetros de Cuiabá).
 
A Polícia Civil descobriu que a bisavó da criança foi quem cortou o cordão umbilical e a enterrou. Segundo a família, todos acreditaram que ela estava morta.
 
Conduzidas à delegacia para esclarecimentos, a mãe da criança (adolescente de 15 anos) e a avó do bebê contaram que a jovem sentiu fortes dores (contrações) e foi ao banheiro sozinha, momento em que deu a luz a menina. Ao nascer, a criança teria batido a cabeça no vaso sanitário, ocasionando sangramento.
 
Depois, a bisavó da criança cortou o cordão umbilical do bebê e também foi a responsável por enterrar a recém-nascida, conforme as investigações. Kutz Amin, de 57 anos alegou que a criança não chorou e por isso acreditou que estivesse morta e segundo costume de sua comunidade enterrou o corpo no quintal, sem acionar os órgãos oficiais.

A mulher foi denunciada por tentativa de homicídio duplamente qualificado. A vó da bebê foi acusada de dar bebidas abortivas á filha, para que a criança não nascesse.

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