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Sexta-feira, 30 de julho de 2021

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RECORDANDO 2009

Passada a euforia, conquistadores da Copa para Cuiabá apontam avanços de décadas e lucro bilionário

Foto: Jardel Arruda / Arquivo Olhar Direto

Da direta para a esquerda: Silval Barbosa, José Riva, Blairo Maggi, Valtenir Pereira, Wilson Santos e Eliene Lima

Da direta para a esquerda: Silval Barbosa, José Riva, Blairo Maggi, Valtenir Pereira, Wilson Santos e Eliene Lima

O abraço efusivo trocado por Blairo Maggi, José Geraldo Riva e Wilson Santos, entre outros, no palanque improvisado na Praça Oito de Abril, ao lado do Chopão, sob a pirotecnia do foguetório em 30 de maio de 2009 ecoa forte até os dias de hoje. A intensa comemoração da vitória de Cuiabá sobre Goiânia (GO) e, principalmente, a rival cidade de Campo Grande (MS) para receber a Copa do Pantanal Fifa 2014, passada euforia, impôs grande responsabilidade às autoridades de Mato Grosso.  

Às vésperas do início da Copa da Rússia 2018, o trio de conquistadores imagina que Cuiabá tem muito mais motivos a comemorar do que a lamentar, pela realização da Copa 2014. Contudo, há nove anos, o clima de festa dominou em Cuiabá.
 
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Independente de algumas obras não concluídas, principalmente o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o pensamento majoritário é de que a luta valeu a pena. Existe até uma tese variante de que 30 de maio tornou-se uma data para rivalizar com o 11 de outubro (de 1977), data da divisão do Estado, com a criação de Mato Grosso do Sul, comemorada em Campo Grande com desfile cívico-militar. Em Cuiabá, 11 de outubro é ignorada olimpicamente e significa apenas a véspera dia 12 de Outubro – Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida.
 
O ministro da Agricultura e Pecuária, senador licenciado Blairo Maggi (PP), era governador de Mato Grosso e participou de forte articulação política, em defesa de Cuiabá. Ele avaliou que a Copa do Pantanal Fifa 2014 provocou consultas, projetos e atração de capital da China e da Rússia, entre outros. E, nos próximos 10 anos, com a melhora da economia nacional, Maggi crê que a tendência é em resultar em mais R$ 10 bilhões em investimentos diversificados, em território mato-grossense.
 
“O importante é que a Copa do Pantanal, o evento em si, aconteceu com enorme sucesso em todos os sentidos, superando as expectativas dos mais otimistas. Isso trouxe uma melhora na auto-estima da população cuiabana. Para aqueles que apostavam que a cidade seria o “patinho feio” da Copa no Brasil, Cuiabá acabou se mostrando como se faz”, citou o ministro da Agricultura, para a reportagem do Olhar Direto.
 
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O deputado estadual Wilson Santos (PSDB), prefeito de Cuiabá na época da conquista da Copa do Pantanal, entende que eventuais falhas de governos não tiram a importância da conquista. “As transformações urbanísticas são visíveis na Capital, com viadutos, trincheiras e uma Arena [Patanal José Fragelli] de qualidade respeitável, admirada mundialmente”, pontuou ele.
 
Wilson Santos lembrou das obras nas trincheiras, viadutos, Salgadeira, Aeroporto Marechal Rondon e o próprio VLT, que não seriam realizadas em menos de 30 anos, se não fosse a Copa do Pantanal. “Concluímos varias obras que impactam positivamente na vida dos habitantes de Cuiabá. Basta percorrer a cidade para perceber”, sintetizou o deputado tucano.  
 
Wilson Santos  citou o Complexo Viário do Tijucal, Trincheira Verdão, Aeroporto Marechal Rondon, Avenida Parque do Barbado, COT da UFMT, Trincheira Santa Rosa, muro limítrofe da Vila Militar, restauração de ruas no entorno da Arena Pantanal e implantação de iluminação de LED em trechos de Cuiabá e Várzea Grande.


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Defensor intransigente do VLT, o ex-deputado estadual José Geraldo Riva, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso na época da conquista, avalia que a Copa do Pantanal deixou um legado de qualidade de vida. Ele é o terceiro personagem que aparece na fotografia de 30 de maio de 2009, comemorando a conquista.
 
José Riva afirmou que a Copa do Pantanal projetou Cuiabá e Mato Grosso, para o mundo, num contexto fora do habitual – sempre ligado ao agronegócio. Ele recordou que o trabalho não envolveu apenas as autoridades, mas a sociedade mato-grossense, como um todo, em defesa de Cuiabá como sede da Copa de 2014.
 
“Fiz um trabalho como parlamentar. Dizer que a Copa [do Pantanal] não trouxe benefícios é uma leviandade. E a paralisação da construção do VLT não foi culpa de quem conquistou a Copa. Dizer isso é tapar o sol com a peneira”, observou ele.

Riva entende que, com o VLT,  Cuiabá apareceria no mapa mundial da qualidade de vida. “É um meio de transporte eficiente, sem poluição ambiental, sem poluição sonora, eficiente, seguro, acessível e ainda contribuiria para estabelecer um mudança paisagística diferenciada para a Cuiabá e Várzea Grande”, argumentou ele, para a reportagem do Olhar Direto.
 
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As obras da Copa do Pantanal Fifa 2014 resultaram em obras em diferentes áreas e no obrigou o governo de Mato Grosso a captar cerca de R$ 3,4 bilhões, para investimentos. Desde 2015 a dívida é paga pelo Tesouro do Estado, em cerca de R$ 300 milhões por ano.
 
Entre as obras ainda não concluídas, além do VLT, estão a reforma e ampliação do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande; a Avenida Oito de Abril e os Centros de Treinamentos (COTs) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá; e da Guarita, em Várzea Grande.

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