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Sábado, 18 de setembro de 2021

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Em reunião com Mauro Mendes, Bezerra garante MDB na chapa do DEM

Foto: Rogério Florentino Pereira/ OD

Em reunião com Mauro Mendes, Bezerra garante MDB na chapa do DEM
O MDB abandonou o projeto de Wellington Fagundes (PR) e irá compor a chapa encabeçada pelo empresário Mauro Mendes (DEM), nas eleições de outubro deste ano. Isso é o que ficou acordado em reunião realizada no último final de semana entre o próprio Mauro Mendes, o presidente regional do DEM, Fábio Garcia, e o deputado federal Carlos Bezerra, presidente do MDB.

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O deputado estadual Zeca Viana (PDT), um dos articuladores de Mauro Mendes, confirmou a reunião e o compromisso assinalado por Bezerra. Atualmente, a chapa democrata tem como vice o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta (PDT) e Jayme Campos (DEM) em uma vaga pelo Senado. A outra está sendo disputada pelo ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) e o deputado federal Adilton Sachetti (PRB).
 
Zeca garante que o MDB não entra para a chapa exigindo nenhum espaço na majoritária, o que, em tese, não mexe as peças do tabuleiro. “Foi discutida a chapa proporcional, que será muito forte”, explica. “O MDB não fez exigência nenhuma, não iríamos lotear o Estado, mas é óbvio que quem ajudar na eleição ajudará a governar”, completa.
 
Apesar de Bezerra ter sido claro durante a reunião, interlocutores da chapa encabeçada por Wellington Fagundes garantem que ainda não houve um comunicado oficial do MDB sobre mudança de postura. O partido de Bezerra é aliado de Fagundes desde a etapa mais embrionária da pré-candidatura republicana.

Ao Olhar Direto, o presidente do MDB em Cuiabá, Francisco Faiad, confirmou as tratativas e disse que até o final dessa semana o partido irá se pronunciar oficialmente. Faiad evitou bater o martelo sobre o apoio da sigla a Mendes, mas afirmou que a tendência é de que a aliança se confirme. 
 
A chapa de Mauro Mendes tinha, até o momento, consolidado apenas o apoio do PDT. Caso o PSD ocupe mesmo a vaga ao Senado, com Carlos Fávaro, a tendência é que o PRB, de Sachetti, migre para outro arco de aliança. A adesão do MDB é tida como crucial para o Democratas pela força política, com grande peso legislativo estadual, federal e o maior tempo de televisão entre todas as agremiações.
 
“Essa campanha será muito curta e o tempo de TV terá muita importância, serão muitas inserções”, avalia Zeca Viana.
 
Dentro do próprio MDB não há um consenso sobre que rumo seguir nestas eleições. O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, por exemplo, já se manifestou pela manutenção do apoio ao nome de Wellington Fagundes. O chefe do Executivo deixa claro que não tem nenhum veto a Mendes ou ao Democratas e diz que aceita uma aliança, mas desde que seja para dar suporte ao projeto republicano.
 
Wellington Fagundes conta com o apoio do PP, PTB, e PCdoB, além do próprio PR e tinha como certa a aliança com o MDB. O republicano chegou a se aproximar do PSD, mas viu o ex-vice-governador Carlos Fávaro se afastar novamente na tentativa de compor com Mauro Mendes.
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