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Sábado, 18 de setembro de 2021

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Gestão tucana

Mauro afirma que Estado devia R$ 25 milhões à Prefeitura de Cuiabá quando deixou mandato

Foto: Rogerio Florentino/Olhar Direto

Mauro afirma que Estado devia R$ 25 milhões à Prefeitura de Cuiabá quando deixou mandato
O ex-prefeito de Cuiabá e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), afirmou que em 2016, quando deixou o comando da Prefeitura, o Executivo Estadual devia cerca de R$ 25 milhões de repasses na área de Saúde. Mendes deve ser o principal adversário do governador Pedro Taques (PSDB) nestas eleições, caso este dispute a reeleição, e justificou que sua decisão em se candidatar teria partido justamente dessa “percepção” de que a gestão tucana não foi tão eficiente quanto deveria.

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“Quando eu deixei a Prefeitura, em 2016, o Estado ficou devendo R$ 25 milhões para a saúde de Cuiabá. Foi a única Secretaria que não conseguimos entregar com 100% das contas em dias. Neste momento, devem ter muitos fornecedores nos ouvindo e sabem que isso é verdade”, afirmou o ex-prefeito.

Mendes deixou a Prefeitura de Cuiabá, segundo afirmou o ex-contador-geral de Cuiabá, Basílio Bezerra, com cerca de R$ 100 milhões em caixa. Como haviam aproximadamente R$ 80 milhões de restos a pagar, o valor deixado por Mendes para que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) pudesses fazer investimentos era de R$ 16 milhões, aproximadamente.

Vale destacar que em 2016, durante a campanha, Mauro Mendes foi disputado por Emanuel Pinheiro e pelo grupo de Pedro Taques, que tinha como representante o deputado Wilson Santos (PSDB). Na época, tanto o grupo de Pinheiro quanto o grupo de Taques apostavam na popularidade de Mendes para atrair votos.

Agora, opositor declarado a Taques, Mendes tem se ancorado em pontos nevrálgicos da gestão tucana, como os recorrentes atrasos de pagamentos. “O Estado de Mato Grosso está pagando hoje fornecedores em atraso. Tem gente lá com dez meses sem receber, seis meses sem receber. Não foi uma nem duas vezes que as viaturas foram bloqueadas por falta de pagamento. Os postos de gasolina que não fornecem mais combustível, falta remédio na farmácia de alto custo, os salários atrasados, os hospitais que não recebem, as Prefeituras...” destacou, em entrevista à Rádio Capital FM, na última sexta-feira (20).
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