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Sexta-feira, 24 de setembro de 2021

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Leitão não vê prejuízo em aliança com Selma, mas cobra lealdade na hora de pedir voto

Foto: Reprodução

Leitão não vê prejuízo em aliança com Selma, mas cobra lealdade na hora de pedir voto
Ao que tudo indica chegou ao fim, neste final de semana, o mistério sobre quem irá ocupar a segunda vaga ao Senado pelo grupo do governador Pedro Taques (PSDB). Com a decisão de Adilton Sachetti (PRB) em manter o apoio à pré-candidatura de Mauro Mendes (DEM), a ex-juíza Selma Arruda (PSL) deve concretizar o acordo com o bloco tucano nos próximos dias. Para alguns analistas, a formação da chapa pode trazer prejuízos ao deputado Nilson Leitão, detentor da outra vaga à senatoria. Leitão, por sua vez, avalia que poderá se beneficiar da aliança, caso seja lhe seja leal.

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“Nas minhas pesquisas eu estou na frente dela. Mas mesmo que estivesse atrás eu não teria essa leitura. Disputa eleitoral você não escolhe adversário, você planta as suas árvores, não derruba a dos outros. Eu estou muito tranquilo, acho que se ela é uma candidata forte. Quem têm que se preocupar são os outros, porque ela vai pedir voto para mim. A partir do momento que a gente fecha uma chapa, a minha historia é de lealdade, e eu não tenho duvida de que ela tem grandes chances de ganhar a eleição e ocupar a outra vaga, porque uma eu quero para mim”, disse o deputado, em entrevista ao Olhar Direto, nesta segunda-feira (23).

De acordo com Leitão, embora o anúncio oficial da aliança ainda não tenha sido feito, a formação da majoritária pelo grupo de Taques, com exceção da vice-governadoria, já está montada.

Na última semana, a indefinição sobre a ida de Selma ou de Sachetti para o grupo de Taques foi um dos assuntos mais comentados no Estado. Primeiro porque, caso o deputado federal fechasse com o tucano, a ex-juíza teria dificuldades para encontrar espaço no bloco. E, além disso, a Executiva Nacional do PSL divulgou uma resolução vetando nove legendas, incluindo o PSDB, tanto nas eleições majoritárias, quanto nas proporcionais em todos os estados.

Ao Olhar Direto, Selma garantiu que o veto foi apenas uma "recomendação" da Executiva Nacional e que a questão das coligações já estava resolvida antes mesmo da resolução chegar à imprensa.

“Já fechamos. A partir de hoje começa uma conversa mais de encaminhamento do assunto. O Adilton estava em conversação comigo há meses, acenou que estaria conosco. Mas o Pedro, na verdade, sempre teve uma preferência pela Selma. E, claro, eu nunca tive nenhum veto com relação a ela, porém estava tentando trazer mais partidos. Mas aí o Adilton preferiu continuar lutando pela vaga de Senado lá com o Mauro e, imediatamente, com essa posição, nós já decidimos que fecharíamos a vaga de Senado e deixaríamos para discutir essa semana a questão da vice e dos suplentes”, pontuou Nilson Leitão.
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