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De volta ao mesmo palanque, Mendes minimiza briga com Valtenir: “Não tolero é que ataquem nossa família”

24 Jul 2018 - 11:36

Da Redação - Wesley Santiago/Da Reportagem Local - Carlos Gustavo Dorileo/Érika Oliveira

Foto: Rogério Florentino Pereira/ OD

De volta ao mesmo palanque, Mendes minimiza briga com Valtenir: “Não tolero é que ataquem nossa família”
As divergências entre Mauro Mendes (DEM) e Valtenir Pereira (MDB) parecem ter ficado no passado. Pelo menos é o que garante o próprio democrata, durante entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (24), para oficializar a sua pré-candidatura ao governo de Mato Grosso. O ex-prefeito de Cuiabá foi firme ao comentar que a ‘briga’ ficou apenas no âmbito político e não partiu para o campo pessoal. “Não tolero é que ataquem nossa família”.

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“As minhas divergências com o Valtenir foram partidárias e políticas. Não é da minha característica fazer ataques pessoais. Não tenho problema nenhum de estar ao lado dele ou de muitos outros da política. Mesmo que a gente tivesse pensamentos diferentes antes, nunca houve ataques pessoais”, disse Mauro Mendes.
 
Mauro ainda acrescentou que não aceita que a disputa eleitoral descambe para o lado pessoal. “O que não tolero é quando atacam nossa família, usam de mentiras e passam o limite moral da ética. Críticas, divergências, não são fatores impeditivos para que se possam fazer alianças. Terei prazer de caminhar ao lado dele [Valtenir] e tantos outros que um dia possam ter sido nossos adversários políticos”.
 
A declaração de Mauro Mendes parece fazer referência a uma mágoa do passado. Vale lembrar que ele e o candidato Wilson Santos (PSDB), que é apoiador ferrenho de Pedro Taques à reeleição, carregam uma rixa há mais de uma década com o hoje democrata. Tudo começou quando os ex-prefeitos por Cuiabá se enfrentaram consecutivamente em 2008 e 2010.
 
Desde lá, Mauro e Wilson protagonizaram debates acalorados. O democrata chegou a “colar” em Wilson o apelido de “Pinóquio”. Em 2008, disputaram um segundo turno com ataques viscerais e denúncias de lado a lado de “compras” de ex-candidatos a vereador e aliados. A briga se refletiu nas eleições de 2016, quando Mauro Mendes se recusou a pedir votos e a dividir palanque com Wilson Santos, candidato governista pela Prefeitura de Cuiabá. 
 
Na ocasião da eleição passada para prefeito, Mendes comnetou o assunto. “Houve esse pedido da minha esposa [Virgínia Mendes]. A gente tem sempre que falar a verdade. Tinham muitas pessoas na mesa. Ela tem uma mágoa, por conta da campanha de 2008, quando foi utilizado de artifícios pouco republicanos na campanha. E as mulheres têm uma natureza diferente da dos homens e ela tem razão. Ela não consegue superar isso porque a ofendeu, atingiu a nossa família”, disse Mauro em uma entrevista concedida em agosto de 2016.
 
Briga com Valtenir
 
Para quem não se lembra, tudo começou em 2013, quando Valtenir decidiu deixar o PSB e levou consigo 130 vereadores, 13 prefeitos e 10 vice-prefeitos para o PROS. Deste total, 11 prefeitos eram do PSB, o que fez com que Mauro Mendes ficasse sozinho na sigla socialista. 
 
De lá para cá, além do PROS, Valtenir passou pelo PMB, PT e PMDB. Ao voltar para o PSB, em junho do ano passado, o deputado causou alvoroço e provocou a saída em massa de todo o grupo reunido por Mauro Mendes, Fábio Garcia, Eduardo Botelho, Oscar Bezerra, Max Russi e Mauro Savi, entre outros.
 
Em mais uma reviravolta, em março deste ano, Valtenir decidiu voltar para o MDB, após fechar um acordo com a presidência nacional do partido, completando sua sétima troca partidária.
 
O anúncio de que o MDB iria apoiar a candidatura de Mauro Mendes gerou questionamentos por conta da relação conflituosa entre o ex-prefeito de Cuiabá e o deputado. Conforme a nota, Valtenir irá “respeitar” a aliança.
 
“O deputado federal Valtenir Pereira, democrático como é, respeita e irá respeitar, como sempre fez, as decisões das instâncias partidárias. Aí, seguirá tudo aquilo que for definido, como estratégia política, na convenção do MDB”, afirmou o emedebista.
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