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Segunda-feira, 21 de setembro de 2020

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Ciro ressalta agro, defende infraestrutura para MT, ação na fronteira e critica Taques

Da Reportagem Local - Érika Oliveira

24 Ago 2018 - 16:33

Foto: Rogério Florentino Pereira/ OD

Ciro ressalta agro, defende infraestrutura para MT, ação na fronteira e critica Taques
O presidenciável Ciro Gomes (PDT) concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (24), em Cuiabá, e defendeu uma agenda de desenvolvimento para Mato Grosso, com reconhecimento da importância do agronegócio para o Brasil e combate à pobreza, desigualdade e violência. Ao lado de lideranças locais como Mauro Mendes (DEM), Otaviano Pivetta (PDT) e Zeca Viana (PDT), o candidato também criticou o governador Pedro Taques (PSDB), que se elegeu pelo PDT e depois migrou para o PSDB.

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“Nós do PDT temos a pior impressão de uma pessoa que não cumpre compromisso, que promete e não faz, uma pessoa que envolveu-se com coisas que não soube explicar de maneira que agora não é hora tanto de atacar quanto de pensar no futuro”, afirmou Ciro, ao ser questionado sobre o tucano.
 
Ciro afirmou que o PDT, com Pivetta e Viana, irá concentrar esforços para que Mato Grosso encontre um caminho de progresso, de paz e de decência. “O Brasil deve muito a esse estado, temos que devolver isso apoiando Mato Grosso na sua agenda de infraestrutura de valor, de uma agricultura poderosa e na qualificação”, argumentou, lembrando que MT é uma unidade da federação que ainda sofre com pobreza, violência, deseducação social e falta de oportunidade.
 
Agronegócio e modernidade
 
Ciro, que escolheu como vice a líder ruralista e ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu (PDT), destacou a importância do agronegócio para, nas palavras dele, “substituir esse momento de tristeza de depressão” pelo qual o país passa. O pedetista sustenta o Brasil tem condições de ensinar conceitos moderno de desenvolvimento sustentável para o mundo.
 
“O Brasil é talvez o único país no mundo que pode achar o caminho do equilíbrio vendo a necessidade grave de alimentar os nossos 207 milhões de bocas no Brasil”, sustenta Ciro. “Não podemos ‘satanizar’ quem se dedica a produzir comida para o mundo”, completa, ao defender que uma agende desenvolvimentista não suplente uma preocupação com o meio ambiente e com gerações futuras.
 
Valor agregado ao produto brasileiro

“A grande tarefa do Brasil hoje é interromper o processo absolutamente criminoso de destruição de industrias e agregar valor. Para se ter uma ideia, quando vamos comprar milho para o Brasil, compramos um saco de sementes nacional por R$ 700 e a unidade é caroço, quando acaba de produzira, se não houve política agrícola, como não há, ele pode receber até R$ 18 por uma saca de 60kg, na melhor hora R$ 41, R$ 42 por saca de 60kg. Qual é a diferença? É que um é tecnologia e outro é produção bruta e o Brasil precisa avançar pra agregar valor a produção rural brasileira”.

Logística
 
“Eu já comandei o grupo de trabalho da BR-163 que liga Cuiabá a Santarém, eu conheço a necessidade de atravessar a Ilha do Bananal pra conectar o eixo leste-oeste tanto rodoviário quanto ferroviário pela Bahia, porque parte importante do escoamento daqui é desperdiçada, porque é obrigado a descer por estrada muito cara para o Paranaguá e Santos. Nós precisamos dar ao Cento-Oeste como uma infraestrutura mais ágil e o grande caminho é projetar esses troncos hidroviários e ferroviários para não ficarmos com ovos todos numa cesta só, porque a greve dos caminhoneiros recentemente nos mostrou o erro estratégico que isso representa”.
 
Violência fronteira
 
Ciro foi questionado sobre o problema de violência, que no caso de Mato Grosso se agrava por ser um estado de fronteira, o que o torna corredor de tráfico de droga e veículos roubados. Para o presidenciável, o Ideal é uma política de integração com países vizinhos.
 
“Essa faixa de fronteira ela não deve ser um muro como foi no passado, ao contrário, ela deve ser uma ‘fraterna’, como eu posso usar aqui no pleonasmo com os nossos vizinhos, para que isso flua, sem gravíssimos problemas”, sustentou. “É necessário que nós estabeleçamos uma política severa de patrulhamento de fronteira, mas isso será feito em articulação com os vizinhos, tecnificando essa lógica”.  O monitoramento, de acordo com Ciro, precisa ser feito com tecnologia, com drones e satélite, em confluência com trabalho humano, com pelotão de fronteira.
 
“Eu tenho uma ideia de criar uma polícia de fronteira e essa policia de fronteira será extremamente tecnológica pra drones e satélites e a Polícia Federal e a Receita Federal terão papel muito mais de subsidiar de apoiar a investigação do crime organizado e das facções criminosas”, explica.

Atualizada às 16h47.

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