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Quinta-feira, 13 de maio de 2021

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grampo e rêmora

Após delação, Fagundes pede cautela a deputados e diz que toda CPI tem viés político

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Após delação, Fagundes pede cautela a deputados e diz que toda CPI tem viés político
O senador Wellington Fagundes (PR), candidato ao Governo do Estado, não é a favor de que a Assembleia Legislativa instaure uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a questão dos grampos e do suposto envolvimento do governador Pedro Taques (PSDB) no escandalo da Seduc durante o período eleitoral.

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De acordo com o parlamentar, toda CPI tem um viés político e os deputados devem dialogar mais sobre o assunto, para que o Estado não entre em uma crise ainda maior por conta de uma decisão precipitada.

“A CPI é um instrumento, mas todas elas tem o viés político.  Então em um momento de uma crise eleitoral, nós temos que tomar muito cuidado. Sempre digo que uma lei feita na pressão normalmente não é uma boa lei. Como já estamos próximos das eleições, o parlamento estadual dentro das suas decisões próprias, que eu não vou aqui opinar, tem seu direito de tomar decisões, mas como agente político peço a todos, inclusive, aos candidatos que tenhamos prudência neste momento para não levar o estado para mais crise”, disse o republicano em visita a Assembleia Legislativa nesta terça-feira (28).

Questionado sobre as delações do ex-secretário de Educação, Perínio Pinto e do empresário Alan Malouf, homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), atribuindo a Taques o envolvimento em desvios na Seduc, Fagundes avaliou que cabe à população do Estado julgar o que vem sendo divulgado e avaliou que um homem público não deve ter medo de ser investigado.

“Acho que quem tem que julgar isso é a população. Eu quero ser analisado por quem eu sou, e não quero denegrir imagem dos outros. Temos em Mato Grosso órgãos de controle, o Ministério Público, temos a justiça para analisar. Cada um responde pelos seus atos. O homem público não pode ter medo de ser investigado. Ele tem que estar aberto, pronto para ser investigado. Uma investigação não pode servir para denegrir ou execrar as pessoas, mas pode vir até para fortalecer”, finalizou.

A deputada estadual Janaina Riva atualmente conta com dez assinaturas e trabalha para que uma CPI para investigar o caso dos grampos seja aberta imediatamente, independente de estar no período eleitoral.

Como já existem três CPIs em andamento na casa de leis, o regimento interno não permite a instauração de outro processo. 

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