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Sexta-feira, 07 de maio de 2021

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Debate na TV

Sem Mendes, Taques acusa adversários de desconhecerem MT e protagoniza embates com Nogueira

Foto: Rogerio Florentino/Olhar Direto

Sem Mendes, Taques acusa adversários de desconhecerem MT e protagoniza embates com Nogueira
O segundo debate na televisão, proposto pela TV Cuiabá, entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, revelou uma nova postura do governador Pedro Taques (PSDB), taxativo e até mais agressivo com seus adversários, o que lhe custou durante praticamente todo o programa uma série de embates com Arthur Nogueira (Rede), que chegou a lhe chamar o tucano de “indelicado”.

Defendendo a "reaproximação" do Governo com o povo e sem entrar em embates, Wellington Fagundes (PR) acabou ofuscado pelos dois opositores. Mauro Mendes (DEM), que antecipou sua ausência no programa, foi bastante lembrado justamente por não ter ido ao encontro. Moisés Franz, do Psol, era esperado, mas não apareceu.

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Assista aqui ao debate entre candidatos ao Governo de Mato Grosso

Dividido em cinco blocos, o debate da TV Cuiabá foi mediado pelo jornalista Maksues Leite. Olhar Direto participou da segunda rodada de perguntas, quando se abriu espaço para participação de jornalistas dos principais veículos de comunicação de Mato Grosso. O terceiro e o quarto bloco foram destinados a perguntas entre os candidatos. O último foi reservado para as considerações finais. Relembre os principais momentos:



A “minha história”

No primeiro bloco cada candidato teve três minutos para responder uma pergunta em comum: “por que merece ser o próximo governador de Mato Grosso?”. Todos focaram em sua trajetória. Fagundes, o primeiro a falar, lembrou que exerceu seis mandatos na Câmara dos Deputados, que é de família humilde e exaltou, também, os candidatos ao Senado por sua coligação. Pedro Taques, que falou em seguida, apresentou números de sua gestão no Executivo, reconheceu que não foi capaz de realizar todas as obras propostas, mas garantiu que irá “fazer muito mais” caso permaneça à frente do Paiaguás. Arthur Nogueira, último a falar, criticou a ausência dos outros dois candidatos e explicou o que lhe fez tomar a decisão de disputar o Governo do Estado.
Taques não é “bem-vindo”

Ao comentar uma resposta de Pedro Taques, que havia sido questionado sobre investimentos na área de Cultura, Wellington Fagundes afirmou que esteve em Vila Bela da Santíssima Trindade recentemente e ouviu de moradores locais que o tucano não era bem quisto na região por conta do “abandono” da atual gestão. Taques utilizou o tempo que lhe foi destinado em outro momento para rebater o republicano e o acusou de desconhecer Mato Grosso.

O “peso” dos palanques

A reportagem do Olhar Direto questionou Wellington Fagundes quanto a presença do ex-presidente Lula, preso em Curitiba acusado de corrupção, em seu arco de aliança – o PT faz parte da coligação de Fagundes em Mato Grosso. O candidato se esquivou de falar sobre Lula, mas garantiu que sente orgulho da chapa que conseguiu formar. Pedro Taques foi escolhido para comentar a reposta do adversário, mas preferiu utilizar seu tempo para rebater acusações feitas anteriormente no que tange a investimentos na área da cultura. Taques, no entanto, terminou sua fala dizendo que não faz aliança nem com o PT nem com “aqueles que estão com o Wellington”.


O “peso” dos palanques de todos os candidatos, inclusive de Mauro Mendes que não participou do confronto, foi um tema bastante lembrando durante o debate. Mesmo quando o assunto não era o foco da discussão, a presença do MDB na chapa do candidato democrata e o fato do partido ter abrigado o ex-governador Silval Barbosa no passado foi mencionada. A prisão de secretários da atual gestão e dos primos de Pedro Taques também foi citada por Arthur Nogueira.

Corrupção no Governo Taques

A prisão de secretários do atual Governo, comandado por Pedro Taques, foi debatida reiteradas vezes. O tucano admitiu que houve corrupção em sua gestão, mas ponderou que a forma como ele tratou o assunto lhe diferencia de outros políticos como o ex-governador Silval Barbosa.


“Eu tomei todas as providências. Na Secretaria de Educação, por exemplo, nós exoneramos o secretário imediatamente, determinamos a Controladoria que fizesse a fiscalização e os valores são totalmente diferentes desses aí que são falados”, disse Pedro Taques, referindo-se à delação de Permínio Pinto, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que confessou ter desviado R$ 56 milhões da Seduc para pagar ‘caixa 2’ da campanha de Taques em 2014.

Taques x Nogueira

O penúltimo bloco do debate, em que os candidatos podiam perguntar livremente uns aos outros, acabou se tornando um “ringue” para Pedro Taques e Arthur Nogueira. Wellington Fagundes chegou a ser confrontado, mas focou suas respostas, na maioria das vezes, em seu programa de Governo, e acabou ofuscado pelos outros dois adversários.

Taques utilizou grande parte do tempo que foi destinado às suas falas para apresentar dados de sua gestão. E sempre que pôde, o governador destacou que seus adversários desconhecem a realidade do Estado. “Não caiam nas mentiras de quem não conhece Mato Grosso”.


Incomodado com a repetição das acusações de Taques, Arthur Nogueira afirmou que o tucano “vive em outra realidade, ou em outro Mato Grosso”. Conforme o candidato da Rede, os números negativos que estavam sendo apresentados ali eram oficiais.

“A deselegância do candidato em querer diminuir seus adversários é surpreendente. Tudo o que foi dito aqui com relação a educação está em documentos oficiais. Então o seu Estado, que você prega e fala, deve ser diferente do meu”, rebateu Nogueira, que seguiu até o final do bloco discutindo Educação com Pedro Taques, mesmo quando o debate não era entre eles e ainda que o tema abordado fosse outro.

Clique AQUI para rever o debate na íntegra.
 

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