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​sem aproximação

Procurador Mauro diz que “ajuda” de Leitão é fake news e avisa: “ataques vão aumentar”

Da Redação - Lucas Bólico

05 Set 2018 - 17:05

Foto: Rogério Florentino Pereira/ OD

Procurador Mauro diz que “ajuda” de Leitão é fake news e avisa: “ataques vão aumentar”
Procurador Mauro, candidato ao Senado pelo Psol em Mato Grosso, negou qualquer tipo de contato com o adversário Nilson Leitão (PSDB), candidato à mesma vaga pela chapa governista. A hipótese de uma suposta “ajuda” por debaixo dos panos oferecida por Leitão a Mauro foi levantada há algumas semanas como sendo parte de uma “estratégia” do tucano para minar a candidatura de Selma Arruda (PSL) e chegou a ser citada pela juíza aposentada no momento em que ela anunciou rompimento com os tucanos.

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Em entrevista concedida ao Olhar Direto na manhã desta quarta-feira, o socialista negou que tenha sequer sido procurado por Leitão ou por emissários do tucano. De acordo com o candidato do Psol, esta informação foi plantada para prejudicar sua candidatura. “Onde que, na nossa prática política, nós íamos fazer alianças, conversações com pessoas que estão sendo delatadas por crimes? Nunca foi nossa prática, nunca foi nossa história política. Trata-se de uma notícia inteiramente falsa”, rebateu.
 
Mauro ainda evitou entrar em polêmica com a juíza aposentada Selma Arruda, que usou esse argumento quando anunciou rompimento com os tucanos. Dias antes de fazer essa afirmação, Selma chegou a dizer em entrevista ao site O Livre que ela e o Procurador Mauro têm uma “linha parecida”, ao sustentar que o eleitor poderia dar o primeiro voto para o candidato do Psol e o segundo para ela. Ainda com relação ao Procurador, Selma produziu vídeo de campanha com críticas ao adversário, em que um humorista vestido de mulher afirma que o candidato do Psol só aparece em época de campanha.  
 
O socialista afirma que deixará o julgamento sobre a conduta de Selma nas mãos do eleitor, mas já antecipa que está preparado para uma intensificação no número de ataques que deverá sofrer até o dia da eleição. “A tendência é que os ataques aumentem ainda mais agora. O que a gente sente nas ruas por onde a gente tem percorrido é que a gente tem grandes chances de vencer essas eleições. Então eu acho que os ataques vão aumentar, não só dela [Selma], mas de outras candidaturas também. É uma coisa que é comum em candidaturas. Nós estamos fazendo uma campanha eminentemente propositiva”, sustenta.
 
Derrotas e coerência
 
Procurador Mauro lembrou que a coerência do Psol em não fazer coligações já renderem como conseqüência derrotas em eleições passadas e, segundo ele, não seria dessa vez que o candidato faria qualquer tipo de aproximação, ainda que escondida, com outros partidos.
 
“Você pode acompanhar, na eleição de 2016, na eleição para prefeito, nós tivemos apenas 15 segundos porque nós não fizemos coligações. Em 2014, perdemos uma eleição para deputado federal porque nós não fizemos coligações, porque não é da nossa prática política. Na verdade, essa informação é fake news que circulou pela imprensa, de pessoas de má fé que estão tentando manchar a nossa candidatura”.
 
A decisão do Psol em marchar sozinho está consolidada há muito tempo, garante o candidato. “Nós fizemos o congresso do nosso partido em outubro de 2017. Naquele congresso já tínhamos uma decisão de que não faríamos coligações e nem alianças, né? A nossa pratica política mostra que não fazemos esse tipo de conversa, não fazemos esse tipo de negociata, nunca fizemos nada disso porque nós não fazemos essa prática política, nunca teve-se notícia disso porque nós não fazemos essa prática política”.

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