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​máquina inchada

Mendes prevê 'colapso' financeiro e critica gastos de Taques com viagens de jato

Da Redação - Lucas Bólico

18 Set 2018 - 11:58

Foto: Rogério Florentino Pereira/ OD

Mendes prevê 'colapso' financeiro e critica gastos de Taques com viagens de jato
O candidato ao Governo de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM) criticou excesso de gastos que, segundo ele, o governador Pedro Taques (PSDB) mantém com viagens feitas com jatinho e alegou que se não houver uma redução de gastos da máquina pública, Mato Grosso entrará em colapso financeiro nos próximos anos.

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“Precisamos cortar estas despesas. A folha de pagamento é algo que consome bastante. Temos que reduzir, quando fui prefeito fiz isto. Vamos reduzir o numero de secretarias, contratados e comissionados. Isso podemos fazer expressivamente. Além disto, temos receitas que precisam ser cortadas. O atual governador usa um jato para ir a Brasília (DF), isso custa R$ 60 mil. Uma passagem normal, é infinitamente menor. Precisamos agir para evitar o colapso daqui alguns anos”, declarou, durante sabatina realizada na manhã desta terça-feira (18) no auditório da Fecomércio.
 
Esta não é a primeira vez que Mendes critica gastos de Taques com jatinho. Quando confirmou sua candidatura, Mendes criticou o adversário. Na ocasião, o tucano respondeu que o democrata “desconhece” Mato Grosso e que os vôos de jatinho, em sua maioria, são realizados para salvar vidas de pessoas que precisam ser transferidas para UTIs.
 
Ainda sobre corte de gastos, Mendes prometeu manter os ganhos salariais dos servidores e disse que irá enxugar a máquina pública cortando cargos comissionados e estruturas que não funcionam ou que estão inchadas demais.
 
“Governador não tem autonomia de mexer em salário de ninguém. Se aconteceram aumentos de salário nos últimos anos, não caberá a mim fazer alterações, não é da competência do cargo. Dentro da margem de manobra que temos, vamos cortar cargos comissionados, extinguir órgãos que não prestam serviços importantes ou relevantes para cidadão. O Detran de Santa Catarina tem 200 servidores, uma frota muito maior que a nossa e uma inadimplência muito menor. Isso demonstra a ineficiência do Estado”, sustentou.
 
“Este ano, a Previdência dará um déficit de mais de R$ 1 bilhão. Em quatro anos, o estudo mostrou que subirá para a casa de R$ 3 bilhões. É como se, neste ano, precisássemos de R$ 2 bilhões para pagar os aposentados. Isso irá bater na nossa cara, nas nossas empresas, na realidade dos servidores nos próximos anos. O único caminho é crescer nos próximos anos, mais que a inflação e a despesa”, completou.

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