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Estado em crise

“Eu fui mecânico, agora posso ser governador”, diz Pedro Taques sobre desempenho nos últimos anos

Da Redação - Érika Oliveira / Da Reportagem Local - Carlos Dorileo

19 Set 2018 - 11:50

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

“Eu fui mecânico, agora posso ser governador”, diz Pedro Taques sobre desempenho nos últimos anos
O discurso do “fiz pouco, mas posso fazer muito mais” deverá ser o norte da campanha tucana ao Governo de Mato Grosso este ano. Nos últimos dois dias, o governador Pedro Taques (PSDB), que busca a reeleição, participou de dois debates com os setores da indústria e do comércio e focou na defesa da “arrumação da casa”. “Esta é uma chaga nacional. Nossa função nestes três anos, eu fui mecânico, trocando o pneu deste avião”, justificou o governador, ao explicar as mudanças na legislação do Prodeic elaboradas por sua gestão.

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“A nova legislação do Prodeic não vende incentivos fiscais para os amiguinhos do rei. Ela resolve o passado, trazendo segurança jurídica. Esta é uma chaga nacional. Nossa função nestes três anos, eu fui mecânico, trocando o pneu deste avião. Agora posso ser governador, porque ajeitamos a máquina pública”, defendeu Pedro Taques, durante sabatina realizada na manhã desta terça-feira (18), no auditório da Fecomércio.

Em março deste ano, Taques assinou um decreto que estabelece a convalidação dos incentivos fiscais dados às empresas que atuam em Mato Grosso e do ICMS cobrado atualmente pelo sistema carga média. O decreto era uma das determinações previstas na Emenda Constitucional do Teto de Gastos, aprovada no ano passado.

Representantes da indústria afirmaram que o decreto é fundamental para a economia do Estado não apenas por convalidar, mas também por ampliar o leque de incentivos para atrair investimentos para Mato Grosso.

“A quadrilha que administrou Mato Grosso no passado estabelecia determinados incentivos por outros fatores. Com isto, se cria a guerra fiscal. Nós vamos resolver a questão do passado. O próprio setor atacadista está nos auxiliando na chamada ‘cola’. De acordo com a lei, você pode colar a alíquota de outros estados. Isto que estamos fazendo”, explicou o governador.

“Não fizemos tudo nos últimos três anos e oito meses. Eu tinha uma expectativa muito grande, mas pegamos um Estado roubado. Precisei construir caminhos. Veja várias Secretarias onde se vendiam decretos. Podem falar o que quiserem de mim, mas não podem dizer que sou ladrão. Quero ser governador para terminar de fazer as mudanças necessárias”, pontuou o governador.

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