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Segunda-feira, 21 de setembro de 2020

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​Selma Arruda nega caixa 2 de campanha e aceita “desafio” de quebra de sigilo

Da Reportagem Local - Carlos Gustavo Dorileo

01 Out 2018 - 18:36

Foto: Rogério Florentino Pereira/ OD

​Selma Arruda nega caixa 2 de campanha e aceita “desafio” de quebra de sigilo
A juíza aposentada Selma Arruda (PSL) convocou entrevista coletiva nesta segunda-feira (1) para tentar afastar de vez as nuvens que pairam sobre sua candidatura desde que foi denunciada por suposto caixa 2 em sua campanha para o Senado. Selma sustenta que na verdade está sendo vítima de extorsão, disparou acusações contra adversários e aceitou desafio proposto por Sebastião Carlos (Rede) para quebrar seu sigilo bancário.

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Chamado de candidato “laranja” por Selma, Sebastião Carlos concedeu entrevista coletiva mais cedo e disse que seu sigilo bancário está à disposição e pediu que sua adversária faça o mesmo. A juíza aposentada afirmou que todas as informações necessárias serão prestadas à Justiça Eleitoral e garantiu que podem quebrar seu sigilo desde a data em que entrou na magistratura que não encontraram nenhuma irregularidade. Selma ainda alfinetou o candidato que voltou a chamar de laranja, dizendo que se não foi por dinheiro Sebastião Carlos assumiu a postura de ataque contra ela, talvez tenha sido por mau-caratismo.
 
Selma foi denunciada ao Ministério Público Eleitoral por caixa 2 com base em ação monitória proposta por Júnior Brasa, com cópias de cheques pessoais utilizados por Selma, além do contrato firmado entre ela e a Genius e e-mails trocados com o publicitário, que comprovam a relação entre a juíza aposentada e a agência fora do período eleitoral. A juíza aposentada realizou pagamentos desde abril deste ano, que totalizam R$ 700 mil, utilizando cheques de sua conta pessoal. Durante entrevista concedida hoje, Selma afirmou que não existe a hipótese de caixa 2 ser pago com cheque nominal do candidato.
 
“Tenho os cheques e esse cheques não dizem nada. Foram emitidos antes do período de campanha, o contrato de campanha foi celebrado em 15 de agosto, e eu tenho a minuta do contrato. O que ele tem é um contrato fantasioso que ele mandou por email pra mim e eu nunca concordei, tanto que ele não tem minha assinatura”, sustentou a candidata.
 
De acordo com Selma, os pagamentos foram feitos para serviços pessoais e não de campanha, que incluíram media training, preparação para palestras e serviço de redes sociais. “O contrato que foi assinado é o de 15 do 8. Não há caixa 2 antes da campanha. Caixa 2 se faz durante a campanha. Não se faz caixa 2 com cheque nominal assinado pela pessoa. Se eu fosse fazer coisa errada teria feito lá atrás, não ia fazer isso na campanha, muito menos agora”, argumentou.
 
Selma ainda se diz vítima de chantagem e voltou a acusar o seu colega Nilson Leitão (PSDB) de agir nos bastidores para prejudicá-la. De acordo com ela, Brasa teria se reunido com Leitão, o advogado e o marqueteiro do tucano. “Fica fácil a gente juntar esses elementos e saber porque isso, embora tenha sido protocolado ação de cobrança do Brasa no Fórum às 17h, no outro dia às 8h tinha uma investigação promovida por um candidato laranja no TRE, é óbvio que foi armação, óbvio que foi comitê da maldade”, argumenta, envolvendo Sebastião Carlos na trama.

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