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Recém-inaugurada, ‘Estrada da Chapada’ carece de iluminação, redutores de velocidade e acessibilidade; fotos e vídeos

Da Redação - Fabiana Mendes

30 Out 2018 - 09:33

Foto: Rogério Florentino / OD

Gilson e seu Peixoto se arriscam na travessia da rodovia.

Gilson e seu Peixoto se arriscam na travessia da rodovia.

A duplicação da Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-215), parcialmente inaugurada há menos de seis meses, ainda carece de atenção tanto por parte dos motoristas, quanto de pedestres. Após a morte de José de Jesus e Rosângela Almeida, ambos com idades entre 40 e 50 anos, no último dia 6, o Governo do Estado implantou um quebra-molas, mas segundo moradores, no entanto, ainda é necessário outros redutores de velocidade, faixa de pedestre elevada, iluminação, acessibilidade e placas que sinalizem que o trecho compreendido entre o Atacadão e a Escola Fundação Bradesco se trata de perímetro urbano.

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A vice-presidente do Residencial Milton Figueiredo, Karla Rubia da Guia, conhecia há 10 anos o casal que morreu atropelado. Segundo ela, ambos voltavam de um dia de lazer, quando foram atropelados. Ela lembra que eles eram trabalhadores e cobra redutores de velocidade na rodovia para que mais pessoas não se tornem vítimas de acidentes parecidos no local.
 
“Nós temos que ter uma faixa elevada, porque aquele quebra-molas que foi feito não está resultando em nada. Agora, duas vítimas e fazem um quebra-molas.  Vai ter que ter mais duas vítimas para surgir outro quebra-molas?”, questionou a moradora ao Olhar Direto.



A reportagem esteve no local e constatou que o trecho onde o casal morreu atropelado ainda não recebeu iluminação. A ‘Estrada da Chapada’ possui duas pistas com três faixas de rolamento com 3,5 metros de largura, ciclovia localizada no canteiro central, e cinco metros de calçada em cada lado da via.
 
A movimentação de motoristas e de pessoas que vão praticar esportes é intensa. A vice-presidente contou que alguns trabalhadores que chegam por volta das 18 horas do trabalho e vão fazer caminhada, acabam andando no escuro. “Ainda falta iluminação, colocaram no começo e é uma coisa que tem que colocar geral. A iluminação tem que ser geral. Tem pessoas que fazem caminhada até às 20 horas da noite, as pessoas que chegam do serviço às 18 horas vem fazer sua caminhada no escuro. Isso é perigoso”, alertou.
 
Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), a instalação completa de postes com luminárias em LED deve acontecer em até 60 dias. O primeiro dos 3,6 quilômetros já recebeu a iluminação especial. A empresa responsável pelo serviço já fez o cabeamento subterrâneo e agora está na fase final de implantação dos postes de energia elétrica.
 
“Você pode andar essa rodovia inteirinha que você não vê uma placa escrita 'perímetro urbano'. Isso é um erro grave. Do Atacadão até a Fundação Bradesco é perímetro urbano. Tem moradores. São mais de quatro residenciais. Ao lado tem o Jardim Florianópolis, Jardim Vitória, Jardim União”, lembrou.
 
Com crianças que atravessam a rodovia diariamente para pegar o transporte público até a escola, os moradores pedem com urgência medidas que façam com que os motoristas reduzam a velocidade no perímetro. A faixa de pedestre elevada seria uma solução, conforme os moradores.
 
O engenheiro fiscal da obra e membro do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-MT), Zenildo Pinto de Castro Filho, porém, alega que o Código Brasileiro de Trânsito (CTB) não permite a implantação desse recurso em rodovia com mais de duas vias. “Implantaremos a solução adequada dentro do que é previsto na norma de trânsito”.
 
A vice-presidente também pontuou que diante da implantação do quebra-molas e a redução de velocidade dos motoristas, criminosos estariam se aproveitando da situação para praticar assaltos. “Agora estão reclamando que fizeram o quebra-molas e está tendo assaltos. Então melhore a segurança. Você melhora de um lado, tem que melhorar do outro. Se você melhora uma coisa, ela puxa outra”, diz.
 
“Tem uma base aqui perto, mas precisa melhorar, como tudo na vida. A gente não esta livre dessas invasões de bandidos. Todo lugar tem, não podemos frisar só aqui. Mas a segurança tem que ser melhorada”, ressaltou.


 
Acessibilidade
 
Enquanto a reportagem permanecia na rodovia, constatou-se também a dificuldade de um cadeirante morador do Residencial Milton Figueiredo para atravessar a rodovia. Identificado apenas como Gilson, ele precisa ir até o contorno para conseguir atravessar, já que não possui acessibilidade no local.
 
Duas vezes na semana ele costuma fazer fisioterapia em uma universidade particular da capital e retorna para casa por volta das 23 horas. Sem iluminação e acessibilidade ele corre perigo na travessia.

Confira o vídeo: 

  

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