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Terça-feira, 21 de maio de 2019

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Mato Grosso perde mais de 130 médicos após Bolsonaro questionar capacidade de cubanos

Da Redação - Fabiana Mendes

14 Nov 2018 - 17:09

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Mato Grosso perde mais de 130 médicos após Bolsonaro questionar capacidade de cubanos
Depois que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) questionou a capacidade dos médicos cubanos que atuam no programa ‘Mais Médicos’ no país, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) informou que o governo cubano deixará de participar do programa. Com isso, 132 profissionais deixarão de atuar em 55 municípios mato-grossenses. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que ainda não sabe como será a estratégia de substituição desses médicos.

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Segundo a Agência Brasil, a justificativa do Ministério da Saúde cubano é que as exigências feitas pelo governo eleito são “inaceitáveis” e “violam” acordos anteriores. Em sua conta no Twitter, Bolsonaro disse que a permanência está condicionada ao Revalida pelos profissionais, que é o exame aplicado aos médicos que se formam no exterior e querem atuar no Brasil. Em entrevista concedida hoje, Bolsonaro afirmou não existe comprovação de que os profissionais enviados ao Brasil sejam de fato médicos.



“Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, disse o presidente eleito. 



A Secretaria Estadual de Saúde (Ses) informou que existem atualmente 258 vagas para médicos, entre brasileiros e estrangeiros, que atuam em Mato Grosso pelo programa do Ministério da Saúde, desenvolvido em parceria com os estados e municípios. Sendo que, desse total, existem 19 vagas descobertas (sem médicos).
 
Dos 258 médicos do programa, 132 são cubanos e estão distribuídos entre 55 municípios. Essas cidades deverão sofrer com a diminuição da cobertura da atenção primária à saúde. A pasta esclareceu que a substituição desses profissionais é de exclusiva responsabilidade e atribuição do Ministério da Saúde.
 
A secretaria também ponderou que ainda não tem informação de como se dará a retirada desses profissionais do programa e nem como será a estratégia de substituição desses médicos.
 
Após anúncio da retirada do programa, o Conselho Federal de Medicina (CFM) asseverou que conta com médicos brasileiros em número suficiente para atender às demandas da população.

“Para estimular a fixação dos médicos brasileiros em áreas distantes e de difícil provimento, o Governo deve prever a criação de uma carreira de Estado para o médico, com a obrigação dos gestores de oferecerem o suporte para sua atuação, assim como remuneração adequada. Esses pontos constam do Manifesto dos Médicos em Defesa da Saúde, encaminhado a todos os candidatos nas Eleições Gerais de 2018, ainda no primeiro turno”, diz trecho da nota enviada à imprensa. 

45 comentários

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  • eduardo baroni
    17 Nov 2018 às 20:00

    Muito correta a atitude do Presidente Bolsonaro. Se os nossos filhos formados em medicina fora do brasil precisam de exames para mostrar competencia ( Revalida ) , mas que justo que esses cubanos tb façam esse exame.

  • José Inocêncio
    16 Nov 2018 às 13:55

    Mídia tendenciosa com essa manchete, todavia o anuncio de medidas pelo novo Presidente que nem assumiu já fez o governo ditador de Cuba retirar seus "médicos" do programa mais médicos. Corretíssimo o Governo Bolsonaro em sua posição ... agora a mídia esquerdista sempre usando os fatos em desfavor do Presidente Bolsonaro.

  • ESCRAVOS DA DITADURA
    16 Nov 2018 às 10:12

    O REVALIDA é necessário pra reconhecimento de TODO profissional médico formado fora do Brasil, não haveria pq ser diferente com cubanos!! Não vejo onde está o desrespeito qdo Bolsonaro propõe legalizar a situação profissional destes médicos no Brasil, pagar seus salários de forma igualitária com demais médicos. Onde está a desrespeito nisso??!! Penso que DESRESPEITO fica com o governo de Cuba que tornou seus profissionais OBJETO DE MOEDA DE TROCA, em outras palavras, tornou o povo escravo e exporta seus médicos para outros países em troca de dinheiro. Parabéns pela atitude do novo presidente, o Brasil não deve mesmo financiar ditaduras!! Contrate individualmente de acordo com as leis brasileiras, trate-os como cidadãos livres e dignos!!

  • AVANÇA LOGO MT
    16 Nov 2018 às 09:21

    O QUE ACONTECE É QUE OS MÉDICOS ESTUDAM DE GRAÇA NAS UNIVERSIDADES E QUANDO SE FORMAM ,NÃO RETRIBUEM EM NADA A SOCIEDADE ,MUITOS BATEM PONTO NAS POLICLÍNICAS E VÃO TRABALHAR NA INICIATIVA PRIVADA É POR ISSO QUE NÃO TEMOS ATENDIMENTO ,TUDO ERRADO O RICO TEM QUE PAGAR PELOS ESTUDOS !!

  • Clézio Freire
    16 Nov 2018 às 06:52

    Não sei em outros municípios, mas aqui em Vila Bela temos 03 cubanos e por sinal bons médicos, de início vamos ter dificuldades, porque não é fácil termos médicos no interior, mas acredito que novos médicos que estão se formando farão essa substituição.

  • Mayara
    15 Nov 2018 às 20:27

    A medida do Bolsonaro está corretíssima. Por que só os cubanos não precisam do revalida? Por que os coitados tem que deixar sua família, receber uma miséria enquanto a ditadura cubana nada de braçada? Parabéns Presidente!! Orgulho dos brasileiros de bem!!!

  • JORNALISTA MARRON
    15 Nov 2018 às 16:59

    A VERDADE é que esta matéria está distorcida! 1º - É fato que este programa NADA TEM DE HUMANITÁRIO, esta foi uma forma dos governos petistas financiarem mensalmente a ditadura cubana pois o governo ficava com 70% do salários do médicos, caracterizando trabalho análogo a ESCRAVIDÃO! Aos trabalhadores cabia apenas 30% de seus proventos! 2º - Não foi Bolsonaro quem extinguiu o programa e sim o próprio governo cubano, se antecipou e ordenou o encerramento dos serviços alegando desrespeito e hostilidade por parte do futuro governo brasileiro. Sendo assim, acho CORRETÍSSIMO a proposta de JMB de legalizar a situação dos médicos através do Revalida e contratá-los individualmente, PAGANDO aos contratados seus proventos INTEGRALMENTE!!! É falacia esquerdista tratar o assunto como desrespeito ou irresponsabilidade, no meu ver, o que se propõe é reconhecimento e respeito aos profissionais, dando-lhes a oportunidade de se tornarem cidadãos livres. Menos viés ideológico, isenção e reponsabilidade ao divulgar conteúdos como este ajudaria mto inclusive na preservação do caráter, fica a dica à "jornalista"!

  • Marcos
    15 Nov 2018 às 14:12

    Eu vejo que deveria haver agenda positiva, como maior investimentos para que tenhamos mais médicos formados nos cursos de medicina das universidades federais, mas parece que eles buscam dificultam o acesso, eu penso que seria muito viável, teríamos brasileiros mais qualificados e contribuindo para a saúde pública.

  • Luiz
    15 Nov 2018 às 14:08

    Engraçado a maioria aqui comentando a favor da saída dia médicos cubanos. Provavelmente a maioria mora num centro regional ou na capital e não sabe a realidade do interiorzao. Não irão encontrar médico brasileiro que aceite ir pras cidades mais afastadas. Todos querem ficar na capital.

  • 15 Nov 2018 às 13:21

    Esse eleito ai deixou bem claro que não ia governar pra minorias e ta cumprindo até antes do mandato começar. Tbm disse que ou vc trabalha ou tem direitos acho que vai cumprir essa promessa de campanha tbm

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