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Terça-feira, 16 de julho de 2019

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Calúnia, difamação e estelionato são os crimes mais cometidos através da internet, diz delegado

Da Redação - Fabiana Mendes

27 Jan 2019 - 08:29

Foto: Reprodução

Calúnia, difamação e estelionato são os crimes mais cometidos através da internet, diz delegado
O delegado titular da Gerência de Combate aos Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), Eduardo Botelho, responsável por investigar crimes praticados por intermédio da rede mundial de computadores, disse em entrevista ao Olhar Direto que somente no ano de 2018 foram mais de 400 procedimentos instaurados para investigar crimes virtuais. Segundo ele, calúnia, difamação e estelionato são os delitos mais cometidos no Estado.

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Botelho explicou que existem dois tipos de crimes virtuais. “Eles se dividem em crimes cibernéticos próprios, quais só podem ser cometidos através da rede mundial de computadores, por exemplo, os crimes previstos na lei Carolina Dieckmann. Crime de invadir dispositivo alheio para obtenção de dados. Temos também os crimes de informática impróprios. Os quais podem ou não ser cometidos mediante a internet, por exemplo, os crimes de estelionato, crimes contra a honra, que podem ser praticados pela internet e outros modus operantes”.
 
Na Gecat, os crimes mais registrados são aqueles previstos na Lei Carolina Dieckmann e também estelionato. “Os crimes que mais possuem incidência são os crimes contra a honra praticados mediante as redes sociais digitais. Por exemplo, crimes de calúnia, injuria e difamação, perpetrado mediante WhatsApp, mediante Instagram e Facebook são os crimes mais comuns”, afirmou.
 
O delegado pontuou que a rede mundial de computadores é uma ferramenta importante para ocultação de crimes como um todo. Uma das maneiras usadas para ocultar a real localização do criminoso seria a utilização de um Proxy.
 
“As pessoas realmente utilizam a internet como meio de impunidade. Elas praticam crimes na internet visando garantir a impunidade da sua conduta. Por ser um meio delituoso ainda recente, possuímos algumas limitações para identificar a autoria delitiva. Mas por outro lado houve vários avanços. Já possuímos varias ferramentas, e a legislação vêm buscando se aperfeiçoar para que impunidade não fique muito grande, ou seja, realmente está tendo um avanço por parte do estado no combate aos crimes informáticos”, contou.
 
O titular da Gecat também disse que o Proxy é utilizado para crimes de resgate de dados, que são pagos através de Bitcoins, uma criptomoeda decentralizada, que funciona como dinheiro eletrônico. “Em relação a esse crime no qual se exige o pagamento em Bitcoins, realmente não houve um grande avanço nos mecanismos investigativos, porque a pessoa se utiliza de um Proxy para pratica o delito. Ela começa a ocultar a localização”, esclareceu. “Esta questão deste tipo de crime, o que se pode fazer é a prevenção. As pessoas tem que fazer o backup diário com HD externo. Esse HD não pode estar ligado à rede para evitar que haja essa ocultação de dados”.
 
Por fim, Botelho pontuou que a Gecat já possui um número de produtividade bem maior que muitas delegacias no interior do estado. “Esse ano de 2018 nós fechando aproximadamente 400 procedimentos operacionais instaurados. Eu não fiz um estudo especifico para saber quais tipos de crimes ocorrem especificamente, mas eu imagino que mais da metade da incidência daria a respeito de crimes contra a honra”, finalizou.

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