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Após mais de 2 anos de licença, tenente Ledur volta a trabalhar no Corpo de Bombeiros

Da Redação - Vinicius Mendes

14 Jan 2019 - 15:50

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Após mais de 2 anos de licença, tenente Ledur volta a trabalhar no Corpo de Bombeiros
A tenente do Corpo de Bombeiros Isadora Ledur Souza Dechamps, que é acusada de torturar e causar a morte de Rodrigo Claro em novembro de 2016, em um dos treinamentos aplicados por ela no curso dos Bombeiros, voltou a exercer funções administrativas no Corpo de Bombeiros.  Ela permaneceu mais de dois anos sem trabalhar e já estava agregada (quando ultrapassa um ano de licença).
 
Leia mais:
Tenente ​Ledur ultrapassa 2 anos sem trabalhar desde morte de aluno em curso dos bombeiros
 
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros a tenente voltou ao trabalho na última semana, exercendo apenas funções administrativas. Ledur já estava há mais de dois anos sem trabalhar, desde a morte Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, em novembro de 2016. Ela foi agregada em junho de 2017.
 
Segundo o Estatuto dos Militares, um bombeiro ou policial será agregado quando permanecer afastado por mais de um ano contínuo, em licença para tratamento de saúde.

Agregação é a situação na qual o militar da ativa deixa de ocupar vaga na escala hierárquica de seu Corpo, Quadro, Arma ou Serviço, nela permanecendo sem número. Na prática isto quer dizer que a contagem do tempo de serviço para que o militar suba de patente é paralisado.
 
O Estatuto também determina que se forem completados mais de dois anos de agregação será iniciado o processo de reforma por invalidez (aposentadoria) do militar, o que aconteceria em junho deste ano, caso Ledur permanecesse sem trabalhar. A tenente foi agregada após consecutivas licenças médicas, indicando um quadro de depressão profunda.
 
O caso
 
Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e faleceu por volta de 1h40 do dia 16 de novembro de 2016. Ele teria sido dispensado no final do treinamento do curso dos bombeiros, após reclamar de dores na cabeça e exaustão. O Corpo de Bombeiros informou que já no Batalhão ele teria se queixado das dores e foi levado para a policlínica em frente à instituição.
 
Ali, sofreu duas convulsões e foi encaminhado em estado crítico ao Jardim Cuiabá, onde permaneceu internado em coma, mas acabou falecendo. O corpo de Rodrigo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, mas análise preliminares não apontaram a real causa da morte e por isso exames complementares foram realizados, de acordo com a perícia criminal.

13 comentários

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  • GABRI
    15 Jan 2019 às 10:09

    Isso acontece porque ela esta viva, estava na cara que esse show ia acabar, porem a morte do rapaz a familia vai carregar pra vida inteira , assim é no brasil Assassinos continuam vivendo e familia em luto

  • Gladston
    15 Jan 2019 às 09:13

    Após dois anos da morte do "menino" Claro a família continua chorando e ela continua impune! E assim continua o Brasil...

  • Chico Bento
    15 Jan 2019 às 09:11

    Toda corporação tem seus estatutos e regimentos. Logo temerário comentar o que deve-se fazer. O nome justiça, vem de justo, e por isso ela deve ser aplicada justamente isenta de todos os sentimentos e não pela comoção, pelo desespero, ódio ou ressentimento.

  • Areal
    15 Jan 2019 às 08:55

    Como deve ser sua apresentação , a apresentação de uma assassina.

  • Raquel Alves Santos
    15 Jan 2019 às 07:02

    Governador Mauro Mendes não seja complacente com essa tenente, a corporação não merece Ter esse ser que não é ser como vergonha. Nosso Estado tem que dar o exemplo. Esse "ser " estará condenada pela consciênciadela, isso é, se tiver. Jamais ela conseguirá dormir em paz, a lei do retorno é implacável, ainda quero assistir de camarote essa pagar muito alto pelas crueldades cometidas, daí quero ver se a patente da prepotente irá livra-la.

  • Mato Grosso MAIS
    15 Jan 2019 às 06:30

    Onde está a justiça nesta hora, por permitir tanto tempo de afastamento assim. Pois que sabemos o pai e militar perdeu o filho e continua trabalhando.

  • Celso Amorim
    15 Jan 2019 às 02:00

    Num país onde se falsificam atestados médicos para aposentadoria por invalidez (globo apurou que um aposentado por cegueira era caminhoneiro - esperar o que? Paulo Francis dizia que o problema do Brasil é o brasileiro Todos - pobre ou rico - buscam aferir vantagens pessoais.

  • Militar
    14 Jan 2019 às 20:53

    Se fosse um praça já estava excluído faz horas, mas não só no bombeiro que acontece essas situações na PM também de oficiais perseguindo, humilhando, ameaçando tortura psicológica e outras são constantes nos batalhões. Mas como há o corporativismo dos oficiais enquanto não a punição para que pratica esse ato vai acontecer de que um dia um policial ou bombeiro venha a sair de suas faculdades mentais e agredir ou até mesmo tira a vida de um oficial, não vai demora!

  • Mariana
    14 Jan 2019 às 20:06

    Vergonha uma pessoa desse nível psicopata, voltar para trabalhar, devia está era presa.

  • José
    14 Jan 2019 às 18:12

    Governador Mauro Mendes, é imperioso EXPULSAR da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros os denunciados pelas mortes do Soldado Abinoão Oliveira, que ocorreu em 2010, e do Jovem Rodrigo Claro, que ocorreu em 2016 após participar de aula prática do Curso de Formação de Bombeiro Militar. Espero, ainda, que a Justiça Militar condene os denunciados pelas referidas mortes. Chega de impunidade neste Estado!

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