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Quinta-feira, 23 de maio de 2019

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Servidores ganham um dia, mas governo mantém votação da RGA em urgência nesta quarta

Da Reportagem Local - Érika Oliveira

22 Jan 2019 - 20:46

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Servidores ganham um dia, mas governo mantém votação da RGA em urgência nesta quarta
A mobilização dos servidores públicos de Mato Grosso que desde a manhã desta terça-feira (22) ocupam o prédio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso foi suficiente para evitar que entrassem em pauta os projetos enviados pelo Poder Executivo que alteram, por exemplo, as regras para pagamento da RGA. Na prática, no entanto, os funcionários públicos têm pouco o que comemorar, pois a votação está marcada para acontecer nesta quarta-feira (23).
 
Leia atmbém:
Procuradoria da AL consegue reintegração de posse de plenário; multa diária é de R$ 100 mil

A Procuradoria da Assembleia Legislativa conseguiu liminar na Justiça de reintegração de posse do plenário da Casa, que segue ocupado. Os servidores já foram notificados da decisão, que estipula multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. A Mesa Diretora, no entanto, optou por não acionar forças policiais para fazer cumprir a decisão. caso os servidores públicos não deixem o local, a votação desta quarta acontecerá em outro lugar conforme previsto no artigo 2 do Regimento Interno da AL.

Os servidores públicos decidiram não deixar o local e devem dormir esta noite no prédio da Assembleia Legislativa. As categorias agora devem puxar as discussões para deliberar sobre possíveis paralisações. 



“As sessões devem acontecer a partir de amanhã, ainda não tem horário e não tem data exata, mas o que foi passado pelo presidente e o que passou no colegiado de líderes é que as votações vão acontecer da forma que as propostas se encontram hoje na casa”, informou a deputada Janaína Riva (MDB), que tem atuado em defesa dos direitos dos servidores. “Não foi possível [acordo] uma vez que o governo não tem interesse em fazer o acordo e a maioria do Colégio de Líderes optou por votar as mensagens da forma que estão”, lamentou a parlamentar.
 
O deputado estadual Valdir Barranco (PT) conta que o dia todo foi de intensa negociação, entre servidores, deputados e interlocutores do Governo do Estado. Como Mauro Mendes (DEM) está viajando as conversas foram travadas com o chefe da Casa Civil, Mauro Camargo.

“Nós passamos o dia tentando mediar o conflito entre os servidores representados pelo Fórum Sindical, o presidente da casa, os deputados e lá no Governo do Estado na tentativa de buscar um acordo. Os servidores depois de se reunirem apresentaram a proposta que se retirasse da pauta de votação a lei de responsabilidade fiscal, a RGA e a lei que trata do MT Prev e que poderia votar o restante da pauta que é o Fethab e a reestruturação do Estado de Mato Grosso. Os deputados em sua maioria da base do governo não aceitaram”, conta Barranco.
  
O petista afirma que os deputados que defendem os interesses dos servidores tentaram argumentar junto ao Executivo que o regime de urgência das pautas caiu depois que o governo decretou estado de calamidade financeira, mas não houve acordo.
 
O texto que trata da RGA já foi aprovado em primeira votação, junto com o do Fethab, e os dois devem votar à pauta amanhã, mas o do Fethab com um substitutivo integral que mantém o índice de arrecadação.

16 comentários

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  • Justica
    24 Jan 2019 às 14:51

    Engraçado é jogar toda culpa do rombo das contas públicas nos servidores do executivo. E como ficará as isenções E imunidades tributárias concedidas aos grandes empresários que quando tem que pagar alguma coisa ainda sonegam. Aos que depreciam os servidores ao menos sabem o pq deste rombo nas contas públicas? É fácil jogar a a culpa neles

  • Walter
    23 Jan 2019 às 11:17

    Daqui uns dias o orçamento do estrado vai ser 100 por cento para pagar esses altos salários! Acho que além do Rga tinha que diinur um pouco esses salários!!!

  • SÓ QUEM LUTA PELOS SEUS DIREITOS. TEM DIRETO DE TELOS!!! VAMOS A LUTA
    23 Jan 2019 às 08:54

    SEM CONGELAMENTO DE SALÁRIO!!!!! SEM CONGELAMENTO DE MUDANÇA DE CARREIRA!!!!! VAMOS A LUTA PARA MANTER NOSSOS SALÁRIOS EM DIA!!!! E POR NOSSOS EMPREGOS!!!! VOS COMPARECER NA ASSEMBLEIA. A POPULAÇÃO TEM QUE MOSTRAR A SUA CARA E NÃO DEVE SE CONTENTAR COM ISSO RETIRADA DE DIRETOS NÃO SALÁRIO SIM. INCENTIVOS FISCAIS NÃO, POIS QUEM PAGA A CONTA É A POPULAÇÃO E O SERVIDOR DO EXECUTIVO!!! VAMOS A LUTA!!!

  • Renata
    23 Jan 2019 às 07:42

    Muita força a esses guerreiros. Não desanimem galera.

  • ILDO PEREIRA
    23 Jan 2019 às 07:41

    O Governo que ai esta precisa ter mais pulso, pois o outro que saiu nao fez o dever de casa, e simples, congela o RGa e a Progressao de Carreira por 4 anos, ate as Contas do Governo estar em Condiçoes de voltar a normalidade, nao se pode criar dividas sem previsao de receitas.

  • Jorge Henrique
    23 Jan 2019 às 07:37

    Minha avó morreu de câncer. Sem atendimento. Sem remédio da farmácia de alto custo devido aos enormes salários de servidores públicos. São demais. Ganham demais. Mauro Mendes e Eduardo Botelho. Esses não são servidores. São comunistas baderneiros. Acabem com a RGA e demitam noventa por cento dos servidores. Terceirizem. Dinheiro do nosso imposto é para Saúde e segurança não para comprar caminhonete importada para servidores públicos.

  • Seu jurandir REVOLTADO
    23 Jan 2019 às 07:31

    Isso é uma VERGONHA!!!!!! os líderes dos sindicatos estão querendo ibope para se candidatarem nas próximas eleições. O estado se compadece e os servidores sem um pingo de responsabilidade fazem todo esse circo por um RGA? vem com o argumento de que é Lei, mas ok, não reclama do auxilio reclusão pois também está previsto em lei. Não reclama dos super salários dos vereadores, deputados estaduais, federais, senadores, pois todos recebem embasados em lei. Na verdade brasileiro só se importa com o seu, o resto que se exploda!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Augusto Fonseca
    23 Jan 2019 às 07:31

    O governador encaminha os projetos mais importantes de seu Governo, projetos que atacam mais de 100 mil famílias, que retiram direitos dos policiais, médicos, socorristas, de todos os servidores públicos, e vai viajar? É sério?

  • Indignado
    23 Jan 2019 às 07:11

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  • Luiz Guilherme
    23 Jan 2019 às 06:31

    O governo ou os deputados?

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