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Segunda-feira, 17 de junho de 2019

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Wilson afirma que reforma de Mauro não foi eficiente e critica falta de humildade do governador

Da Redação - Wesley Santiago/Da Reportagem Local - Carlos Gustavo Dorilêo

21 Mai 2019 - 11:20

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Wilson afirma que reforma de Mauro não foi eficiente e critica falta de humildade do governador
O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) criticou a reforma administrativa feita pelo governador Mauro Mendes (DEM) e afirmou que ela não foi suficiente para frear os gastos do Executivo. Em apresentação nesta terça-feira (21), o secretário de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo, revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso reduziu 2%. Por fim, o tucano pontua que falta humildade ao democrata: “Eu avisei que não ia dar certo”.

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“Eu disse ao governador quando ele esteve aqui: ‘O senhor está no caminho certo, porém, na intensidade errada. Sua reforma é tímida’. Aqui está o resultado. Depois de quatro meses, faz uma redução de apenas 0,5% nas despesas. Gastava-se R$ 5,8 bilhões e agora R$ 4,9 bilhões”, disse o parlamentar.
 
Wilson Santos ainda lembra que propôs uma emenda à Lei Orçamentária Anual (LOA), onde projetava redução de pelo menos R$ 400 milhões no custeio do Estado. “No quadrimestre, seria uma redução de R$ 133 milhões. Mas com o que foi feito, só tivemos R$ 15 milhões. É muito pouco. O Estado está gastando muito com custeio, tem que puxar o freio de mão neste começo”.
 
“O governo não te humildade de ouvir, acha que sabe tudo e toca para frente. A questão das demissões de três mil comissionados e contratados ficou só na conversa. Gastaram mais com pessoal, foram R$ 47 milhões a mais se comparar o mesmo período do ano passado. Não fizeram reduções de DGA, aumentaram 45 em relação ao governo anterior. Foram oito DGAs-1 reduzidos, com extinção de oito secretarias e aumentaram 53 DGAs-6. O discurso é um, mas a pratica do governo Mauro Mendes é outra. Hoje há mais do que havia antes. Como querem fazer economia? Este é o caminho?”, completou o tucano.
 
O governo de Mato Grosso teve arrecadação menor do que a prevista para o primeiro quadrimestre do ano de 2019. Isso foi ocasionado pela frustração da receita tributária do Estado e das transferências correntes, ou seja, recursos oriundos do Governo Federal. Com isto, não está descartada a demissão de 20% dos servidores comissionados e também de efetivos.
 
Em consequência da frustração, o limite permitido para o gasto com pessoal, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal ficou acima do permitido na legislação, atingindo o patamar de 61,72%.
 
Mesmo com os cortes no número de servidores comissionados, funções gratificadas e contratadas, com uma redução de R$ 413 milhões, que representou uma economia de 11,9%, comparado ao previsto para ser gasto em 2019 na Lei Orçamentária Anual (LOA) - previsão era de R$ 3,9 bilhões e foi gasto R$ 3.487,70 bilhões-, o Estado estourou não só o limite previsto em Lei para o gasto com pessoal do Executivo, mas para o pagamento de salário de todos os funcionários públicos dos Poderes de Mato Grosso.
 
Caso o governo não retorne aos limites previstos em Lei (60% da Receita Corrente Líquida), poderão ser tomadas medidas como demissão de 20% dos servidores comissionados e, se mesmo assim não houver surtido efeito, poderão ocorrer demissões de servidores efetivos.
 
De acordo com os dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), estava previsto na LOA que o Estado teria uma arrecadação de R$ 7.225,5 bilhões, nos primeiros quatro meses do ano, contudo esse valor foi de R$ 7.194,2 bilhões.

14 comentários

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  • João da Silva
    22 Mai 2019 às 08:53

    Esse aí deve 4 milhões de reais da campanha ainda, agora sai atirando pra todo lado fazendo "campanha". Um câncer pra política de mato grosso.

  • O ATALAIA
    21 Mai 2019 às 23:27

    Posso ter dúvidas sobre a reoutação do deputado que acusa, mas, convenhamos, a arrogância faz parte da conduta típiica do governador...

  • Edinalva
    21 Mai 2019 às 22:54

    Claro que não vai ter receitas com o montante de empresas ricas e poderosas que são isentas de impostos como icms e outros que movimenta o Estado, aí quer tirar do salário sustento dos servidores públicos para conceder vantagens e isenções.

  • Simplicio
    21 Mai 2019 às 19:03

    O Wilson pode até ser cheio de falhas e sujeito a muitas críticas , mas quando fala em falta de humildade do governador , ele está coberto de razões ...

  • Selva
    21 Mai 2019 às 16:19

    esse e meu candidato a Governador de MT.......Sai que sua taffarel.

  • Claudio José Sônego
    21 Mai 2019 às 14:38

    AONDE ESTAVA ESSE DEPUTADO DEMAGOGO QUANDO O SEU PARTIDO ESTAVA NO GOVERNO E ARREBENTOU COM AS FINANÇAS DO ESTADO? ATÉ AGORA TAMBÉM NÃO EXPLICOU A SUA DESASTRADA ADMINISTRAÇÃO COMO PREFEITO E NEM ONDE FORAM PARAR OS MILHÕES DO RODOANEL.

  • cidadão
    21 Mai 2019 às 14:18

    Realmente não houve corte de comissionados nenhum, na AGER o presidente aproveitou os seus poderes dados pelo Governo passado e encheu o gabinete e outros setores de AMIGOS "assessores" para ajudar na campanha adiantada que anda fazendo por aí.

  • Marcos Samaro
    21 Mai 2019 às 14:16

    Esse cara deve ir para o Adauto Botelho. Governou com o PTax e nunca falou nada. Cara, que sujeito sem caráter

  • Fernanda Arruda
    21 Mai 2019 às 13:23

    Wilson Santos não tem moral pra críticas à Mauro Mendes Quando Pedro Taques era governador, votou contra os funcionários públicos.

  • Zilda
    21 Mai 2019 às 13:20

    Leitores que são contra funcionários prestem atenção e raciocinem os funcionários não não tiveram um centavo de aumento e o governo diz que estourou a lei de responsabilidade fiscal não é por causa de funcionário mas sim por conta dos comissionados que ele contratou aluguel de mansão para segurança dele e agora fala em demitir até os efetivos. Quando candidato dizia que o problema era falta de gestão.Acordemmmmm

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