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Sábado, 14 de dezembro de 2019

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Professores estaduais ganham mais que o dobro dos educadores da rede particular, aponta governo

Da Redação - Thaís Fávaro

29 Mai 2019 - 11:20

Foto: ilustração internet

Professores estaduais ganham mais que o dobro dos educadores da rede particular, aponta governo
A remuneração média paga pelo Governo de Mato Grosso aos professores da rede estadual é mais que o dobro da paga aos professores da rede particular de ensino, é o que aponta o governo do Estado. Um professor em Mato Grosso ganha em média R$ 5,8 mil para uma carga horária de 30 horas semanais, enquanto na rede particular o salário médio é de R$ 2,2. Ainda de acordo com as informações esse é o 3º melhor salário do segmento no país.
 
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O salário médio é formado pela soma de toda a folha dos professores dividida pelo número de profissionais. Na rede particular de ensino o salário médio de um professor no 1º e 2º ano do Ensino Médio é de R$ 2.277,45. Neste caso, o professor estadual ganha R$ 3.523 a mais que o da rede particular, ou seja, 155% a maior.

No 3º ano de Ensino Médio, a diferença também é grande: os professores da rede particular recebem média salarial de R$ 2.849,18, que representa R$ 2.951 a menos que os da rede pública.  Nesta modalidade, os professores estaduais recebem mais do que o dobro dos particulares (103%).
 
3º melhor salário

Em comparação com a rede pública dos demais Estados, a remuneração paga por Mato Grosso aos professores também se destaca, sendo a 3ª melhor do Brasil. Já no início da carreira, os profissionais da educação no Estado ganham até R$ 4.350 para jornada de 30h semanais. Na frente de Mato Grosso estão apenas Maranhão com salario de R$ 5.751 e Mato Grosso do Sul  com R$ 5.553, ambos possuem regime de 40h semanais.

Proporcionalmente, se em Mato Grosso os profissionais trabalhasse em regime de 40h semanais, o salário saltaria para R$ 5.799. Vale lembrar que o piso nacional estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) para este ano é de R$ 2.557.74. Desta forma, Mato Grosso tem pago 70,1% a mais que o piso nacional de 40h, mesmo os professores tendo uma jornada de 30h.

Em recente entrevista, o governador Mauro Mendes (DEM), falou sobre o valor pago aos profissionais de educação no Estado e ressaltou que no ranking nacional que avalia o desempenho entre as demais unidades federativas, o Estado está na 21ª colocação. Segundo o governador, os dados são incompatíveis.
 

21 comentários

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  • DESEMPREGADO
    06 Jun 2019 às 15:02

    30 MILHOES DE DESEMPREGADOS A MAIS DE 5 ANOS E ELES QUEREM AUMENTOS, SÓ DE DIMINUIR DOS DEPUTADOS, SENADORES, JUÍZES QUE ESTÁ FALTANDO MUITOS EM V.G OS PROCESSOS NÃO ANDAM NÃO !!

  • Olebe Júnior
    01 Jun 2019 às 20:43

    Thaís Fávaro, faça-me o favor, vai ser assessora de imprensa do governador que você ganha mais. Materiazinha tendenciosa que não coleta as duas partes do problema. Aproveita e volta pra escola de jornalismo...

  • Cassio
    30 Mai 2019 às 07:22

    Acho que ainda o salário dos professores está baixo, em relação em que os mesmo estão submetidos, alunos mal educado, violência contra os professores, para termos presidente, governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores que nem é profissão passaram pela mãos dos professores! Sem contar que para existir as demais profissões passou pela mão do professor! Analisa os salários dos profissionais da Educação dos países de 1° e 2° mundo! Acham que os professores ganham muito bem! Vai se graduar e dar aula!!!!!

  • Vera
    29 Mai 2019 às 22:56

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  • Rubinaldo Gomes
    29 Mai 2019 às 19:19

    Afinal o que ele quer com essa informação?Jogar a sociedade contra os trabalhadores da educação? Quer dizer que por isso não quer cumprir a lei? Qual a real intenção com isso? Senhor governador vc e todos os outros que passaram por esta função sempre usam o mesmo argumento. Vai trabalhar. Corta os melhores incentivos fiscais que sangram os cofres públicos. Só com essa medida resolveria o tão dita lenga lenga da falta de dinheiro. Mas com os empresários não passa de um tchutchuca mansinho.

  • João Guilherm
    29 Mai 2019 às 16:10

    A valorização salarial é recente, teve inicio em 2013. No ano de 2017 houve um concurso que chamou atenção de inúmeros profissionais da educação de todo Brasil, vários com mestrado e doutorado, formados nas melhores universidades do país, esperem para ver o resultado da valorização nos próximos anos, ao menos que o governo atual consiga acabar com o que foi construído até o momento.

  • Zé do Povo
    29 Mai 2019 às 14:44

    Corrigindo . . . Infelizmente esse é o contexto!!!

  • Mulher ma
    29 Mai 2019 às 14:38

    Nao acho uma afronta A verdade tem que ser dita. Ganham bem e reclamam de barriga cheia. Esta ai a reportagem.

  • Zé do Povo
    29 Mai 2019 às 14:16

    É ruim termos professores com um bom salário? É a profissão mais nobre de todas porque são os professores que formam todas as outras. Acho que o enfoque deveria ser outro como, há 2 (dois) estados brasileiros valorizando mais os seus professores e por que não ser MT o Estado que melhor remunera os seus professores? Há outros Racking, que talvez Mato Grosso seja campeão ou quase campeão. Temos os deputados estaduais mais caros do Brasil, temos os juízes, promotores de justiça mais caros do Brasil, temos os conselheiros doTCE mais caros do Brasil, temos os procuradores de estado mais caros do país e temos talvez ainda, os vereadores de capitais mais caros do Brasil. Até parece que dar aos nossos professores o melhor salário do Brasil é crime em um país ao que parece, vai ter uma população portando armas de fogo, sem empregos e nenhuma formação técnica e profissional para o setor produtivo. LRF é para os fracos de PODER POLÍTICO, para os servidores públicos do Poder Executivo, incuindo OS NOSSOS PROFESSORES e suas ESCOLAS ABANDONADAS E ESQUECIDAS!!! Infelizmente esse é o contexto. ??????????

  • Edegar Belz
    29 Mai 2019 às 14:13

    Quando a coisa é pública a formação de preços é racionalmente impossível. E é por isso que vemos distorções bizarras como essas. Como recursos são escassos, se os salários são altos obviamente vai faltar recursos para a estrutura das escolas. O correto é privatizar todas as escolas. Desta forma haverá estímulos de mercado para que se preste melhores serviços por menores preços, tendo o consumidor (pais e alunos) como quem define o preço justo a ser pago. Num ambiente de livre mercado, em vez de salários tabelados, os melhores profissionais poderão ganhar muito mais do que ganham atualmente, enquanto que profissionais que produzem pouco naturalmente ganharão menos.

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