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Quarta-feira, 17 de julho de 2019

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Sem proposta, servidores da educação decidem manter greve e partem para protesto em avenida; veja vídeo

Da Redação - Wesley Santiago

10 Jun 2019 - 14:15

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Sem proposta, servidores da educação decidem manter greve e partem para protesto em avenida; veja vídeo
O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) realizou, na tarde desta segunda-feira (10), assembleia geral dos profissionais da educação da rede estadual, na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. Em pouco mais de uma hora de reunião, os servidores decidiram manter a greve por tempo indeterminado. "O que encerra greve é proposta", disse presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira, sobre a decisão.

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Após a plenária, os servidores partiranm para ato público unificado com participação do Fórum Sindical. Os grevistas percorrerão a Avenida Mato Grosso até a Prainha (Tenente Coronel Duarte), parando na Praça Alencastro, centro de Cuiabá.

A mobilização, segundo o sindicato, será mais um alerta à população para aquilo que  os grevistas classificam como falta de compromisso do governo Mauro Mendes com os servidores públicos, o que, segundo eles, prejudica a sociedade.



"Os educadores da rede estadual estão em greve há três semanas, apontam a continuidade do movimento paredista por melhores condições de trabalhos, infraestrutura da escolas – hoje a maior parte sucateada - e por cumprimento das leis de carreira e salarial, que impactam diretamente na qualidade e manutenção da Escola Pública e Gratuita", diz trecho da nota emitida pelo sindicato.

Os dirigentes levarão para a discussão na Assembleia da rede estadual, a manutenção da greve. O sindicato ainda pontua que a decisão deliberada durante o Conselho de Representantes com a participação de 93 municípios, apresenta a insatisfação de milhares de profissionais contra o descaso e tentativa de terrorismo implementada pelo governador Mauro Mendes.

Na terça-feira (04), em nota, o governador Mauro Mendes (DEM) defendeu que, caso atenda as exigências do movimento grevista, faltará dinheiro para merenda e investimentos nas escolas.

No documento, o governo demonstra que é essencial o retorno aos limites de gastos com pessoal de acordo com o que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal (49%), para que seja possível que os reajustes possam ser novamente concedidos.

O governo ainda apresentou vários cenários que evidenciam a possibilidade ou não da concessão do reajuste, conforme o comportamento da receita e da despesa com pessoal para os próximos anos.

Impasse com o governo

Segundo a Secretaria de Gestão, quanto as pautas apresentadas existem impeditivos legais como a Emenda Constitucional 81/2017 (PEC dos Gastos), que instituiu o Regime de Recuperação Fiscal, a Lei 614/2019 que estabeleceu normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e a Lei Federal 101/2000 (LRF), que define em 49% da Receita Corrente Líquida o limite com gastos de
pessoal.

O último relatório emitido pela Secretaria de Fazenda, do 3º quadrimestre de 2018, aponta que o Estado gastou 57,89% da RCL com despesa de pessoal. Além disso, o Estado passa por uma de suas piores crises financeiras com um déficit acumulado na ordem de R$ 3,5 bilhões.

Em recente entrevista, o governador declarou que o valor pago aos profissionais de educação no Estado é o terceiro melhor no país, mas no ranking nacional que avalia o desempenho entre as demais unidades federativas, o Estado está na 21ª colocação. Segundo o governador, os dados são incompatíveis.

 

14 comentários

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  • DOM BOSCO MUITO FRACO
    11 Jun 2019 às 16:53

    NA DOM BOSCO DE V. GRANDE O ENSINO MUITO FRAQUINHO, DEVERIAM SER AVALIADOS POIS AS CRIANÇAS ES~TAO SENDO PREJUDICADAS DEMAIS AINDA MAIS AGORA COM A GREVE !!

  • Paulo
    10 Jun 2019 às 23:13

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  • Paolo
    10 Jun 2019 às 18:00

    CORTA O PONTO GOVERNADOR.

  • fabio
    10 Jun 2019 às 17:25

    Professores alienados políticos, vivem no cabresto do Sintep que só pensa em beneficio próprio. Todos os ex presidentes do Sintep vivaram políticos. Essas greves sempre são deflagadas em ano que antecede as eleições, sempre pensado na visibilidade dada aos que pensam em se lançar nas próximas eleições. Sindicado é o câncer que acaba com os trabalhadores no Brasil.

  • João
    10 Jun 2019 às 17:07

    Greve Fraca! Senhor presidente, enquanto vcs ficam aí brigando no momento errado. O salário ja veio com desconto, o próximo mês o desconto será ainda maior... Será que não tem noção de que com essa greve quem vai sair perdendo é somente vcs e os aluno?? Presidente mau instruído e muuuuuuuito pouco assessorado, tanto politicamente, quanto Juridicamente. Até agora só vi viés politico nessa greve.

  • Rodney
    10 Jun 2019 às 16:28

    Mais uma vez o Sintep radicaliza e usa a categoria como massa de manobra numa greve de conotação eleitoreira. Infelizmente a grande maioria da categoria não percebe que está sendo ludibriada por esses pelegos que perderam a mamata no governo federal e estadual. Quem vai sofrer as consequências desta greve política será a categoria que terá o ponto cortado, inclusive com o aval do STF que já decidiu que o corte é legal.

  • TEMIJONAKARA
    10 Jun 2019 às 16:22

    Greve puramente vermelha, só esperando o final do mês para ver o facão de MM fazer estrago no contracheque.

  • Poconeano
    10 Jun 2019 às 16:15

    Olha o M.M. querendo enterrar sua carreira política como fez o Pedrinho Malvadeza. Vai pagar pra ver? Não demora outras carreiras se juntam pra manifestar e babau governo...

  • joaoderondonopolis
    10 Jun 2019 às 15:59

    Parabéns servidores da educação pela excelente decisão de continuar com a greve.

  • Mulher ma
    10 Jun 2019 às 15:59

    Os pais tambem nao sao obrigados a ir sabado pra encher carga horaria de professor e esse receber. Se entraram em greve problema de vcs. Nao acho justo essa greve nem um pouco. Vamos ficar refem ate terminar esse maldito dias letivos. Ja recebem de graca? Querem mais o que?

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