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Segunda-feira, 14 de outubro de 2019

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Após decisão de manutenção de greve, Sintep vai à Justiça contra corte de pontos

Da Redação - Thaís Fávaro/ Da Reportagem Local - José Lucas Salvani

10 Jun 2019 - 17:18

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Após decisão de manutenção de greve, Sintep vai à Justiça contra corte de pontos
O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) realizou, na tarde desta segunda-feira (10), nova assembleia geral e deliberou pela manutenção do protesto iniciado em 27 de maio enquanto o Governo do Estado não apresentar propostas que respondam os anseios da categoria. Além disso, os profissionais da educação afirmaram que irão acionar à Justiça contra o corte de ponto dos servidores que aderiram ao movimento. O Estado possui um total de 767 escolas que atendem a 390 mil alunos.

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O presidente do Sintep em Mato Grosso, Valdeir Pereira, afirmou durante a tarde  que o Governo não apresentou justificativas suficientes para encerrar o movimento grevista. “O documento oficio 73 de 2019 apresenta uma série de problemas porque ele não assegura em nenhum momento o cumprimento das nossas pautas, tais quais, a dobra do poder de compra, a garantia do chamamento do concurso publico e a resolução em relação aos habilitados para as vagas livres que ainda constam aqui na educação do Estado, mas apresenta e reafirma todas as ameaças. Nesse sentido, o conselho de representantes apontou para a necessidade de que nessa assembleia nos apresentássemos alguns dos encaminhamentos que estão sendo feitos pela nossa assessoria jurídica”, diz.
 


A coordenadora da escola Juares Rodrigues, Mônica Santos Silva, defende que a greve é a única saída para que os profissionais consigam ter seus direitos cumpridos. “Na verdade ninguém gosta de uma greve. A greve desestabiliza muitas coisas, porque ela se torna desnecessária quando o responsável por governar, no caso o Mauro Mendes, decidir avacalhar de fato a situação, que é o que ele tem feito. Ele tá descumprindo todas as promessas que ele fez na época eleitoral. Uma vez que ele descumpre, ele legítima essa necessidade da greve”, diz.



“A assembleia vê que é a mesma avaliação e portanto aponta a greve por tempo indeterminado aqui no Estado de Mato Grosso até que o governo apresente um documento que avance nos pontos do cumprimento da Lei 510, que é a Lei da dobra do poder de compra, do concurso publico. É um governo que terá uma marca que é cumprir a constituição do Estado. A greve que nós estamos hoje aqui no Estado é uma greve para cobrar cumprimento de legislação que já foram aprovadas que no caso da lei 510, ela já vinha da sua vigência desde 2013 e no Estado de Mato Grosso não é nenhuma novidade”, afirma o presidente.
 
Valdeir afirma ainda que os servidores que tiveram seus pontos cortados, deverão apresentar os holerites e movimentações bancárias dos últimos dois meses comprovando o desconto, para que possam assim acionar à Justiça. “Você não apaga fogo jogando gasolina em cima e o governo fez isso, isso inflamou ainda mais a categoria de maneira que não há uma possível suspensão da greve sem a questão da negociação do ponto, é possível que a categoria ainda não retorne. O que nós buscamos é que o governo entenda que a greve aqui no estado de Mato Grosso ela é fato e não é com a pressão que está sendo colocado que ele vai conseguir, precisa negociar e apresentar propostas”, ressalta.



Para o presidente o corte no ponto prejudica principalmente os alunos, já que a reposição da aula deixa de ser obrigatória. “A partir do momento que o governo cortou o ponto, ele está desobrigando as pessoas a cumprirem qualquer sacrifício em relação a qualquer tipo de calendário letivo. Os profissionais vão voltar e cumprir a sua jornada normal, caso o governo não reponha o ponto é possível que o ano letivo de 2019 possa terminar no ano civil de 2020”.  
 
A categoria cobra do Governo o cumprimento da Lei 510/2013; pela convocação dos aprovados no Concurso Público 2017, além da infraestrutura para mais de 400 escolas. 
 

47 comentários

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  • Orfeu
    13 Jun 2019 às 11:29

    Professores deveriam dizer que tem professor ganha 20 mil reais que tem plano de carreira ajuda custo hora atividades. Que tem categoria A B C D e que salário aumenta todo ano se tiver doutorado salário vai pra mais vinte mil

  • Orfeu
    13 Jun 2019 às 11:15

    Professores deveriam falar pra população que tem professor efetivo ganhando 20 mil reais, e que tem categoria A B C D e plano carreira salário sobe continuamente quem paga isso Grosso da população. Paga esses supersalarios acorda povo

  • Cuiabano burro
    12 Jun 2019 às 11:41

    Pode abrir concurso a vontade, com esse salário lixo, ninguém vai querer ser professor mais.

  • Glauber
    12 Jun 2019 às 11:40

    Não recebe, não tem aula.

  • Orfeu
    11 Jun 2019 às 14:44

    Todo ano greve desses sindicalistas atrás de grana

  • Alisson
    11 Jun 2019 às 11:42

    Que Deus abençoe a alma dessas sociedade decadente. Nem os professores eles respeitam mais. Amém.

  • Maia
    11 Jun 2019 às 11:40

    Enquanto professores forem maltratados pela sociedade, essa país não terá futuro.

  • Wilsons
    11 Jun 2019 às 11:39

    Aposto que é tudo pau desesperado, que não aguenta mais o filho malcriado em casa. Povo de MT ama corrupto, por isso protege governo. Coloquem o filho de vcs na escola particular então.

  • Glauber
    11 Jun 2019 às 11:37

    Tomara que sejam demitidos mesmo, e quem tenha que dar aula no lugar deles, sejam vcs bando de ignorantes. Se tem greve é pq o governo é podre, não cumpre com as leis. Alias MT grosso tá quebrado pra quem? Maior produtor de produtos agrícolas do mundo. Ainda defendem o governo, sociedade medíocre. Ninguém aqui se indigna com a corrupção e das benesses praticadas pelo governo. Povo de MT merece o pior, espero que os melhores professores vão embora, fiquem só os lixos.

  • Cidadã de bem
    11 Jun 2019 às 10:47

    A greve não é ilegal, pois cumpre a lei. O corte promovido pelo MM é um recurso arbitrário. Já que não houve critério. Servidor que ganha mais com menos desconto etc. As pessoas contra a greve deveriam ir nas escolas, deveriam ver como um professor tira dinheiro do bolso pra comprar papel pra imprimir prova etc. Sem auxílio nenhum. O aluno é prejudicado com greve? Marca uma reunião de entrega de notas e conta quantos país vão. As pessoas NÃO estão preocupadas com o desenvolvimento dos filhos (pouquíssimos estão). Quem está irregular é o governo, não os profissionais. Acorda povo. Não vejo ninguém indignado com renúncias fiscais do estado de MT.

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