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Terça-feira, 12 de novembro de 2019

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Governo deve começar a chamar aprovados da Educação e mantém corte de grevistas

Da Redação - Wesley Santiago/Da Reportagem Local - Thaís Favaro

17 Jun 2019 - 17:07

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Governo deve começar a chamar aprovados da Educação e mantém corte de grevistas
O secretário adjunto de Educação, Alan Resende Porto, disse nesta segunda-feira (17) que o governo deve começar a chamar os aprovados no concurso da Educação a partir do próximo mês. Porém, voltou a pontuar que as condições financeiras do Estado não permitem ‘dar o braço a torcer’ frente às reivindicações da categoria. Além disto, voltou a afirmar que os pontos dos grevistas seguirão sendo cortados.

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“O diálogo existe desde antes da greve. Estamos acima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 49%. Não temos condições de dar o reajuste por conta do cumprimento da lei. Temos a pauta do Reajuste Geral Anual (RGA) e também da infraestrutura, em que disponibilizamos um calendário de reformas de acordo com a nossa situação financeira”, disse o secretário.
 
Entre os avanços apontados, o secretário adjunto destaca o pagamento de um terço de férias, que conforme o gestor, nunca havia sido pago. “Temos a questão do concurso público. Editamos uma portaria na Secretaria de Educação (Seduc), vimos o que temos de vagas livres, em um trabalho feito junto com o Ministério Público Estadual (MPMT) e a partir de julho estaremos discutindo para chamar os servidores que passaram no concurso para preenchimento destas vagas”.
 
O secretário pontuou que o corte de ponto continuará acontecendo para os servidores que não estejam cumprindo a sua carga horária. Segundo ele, neste momento, 45 das escolas estão em greve, 46% não e 9% de forma parcial.
 
“Com o momento econômico que o pais vive, não da para prever o que vai acontecer daqui seis meses. Tínhamos expectativa do PIB brasileiro crescer 1,5% mas cresceu meio. Não da para apresentar uma proposta se depois não vai dar para cumprir”, finalizou.

O governador Mauro Mendes (DEM) afastou qualquer possibilidade de atender as reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), em greve desde o dia 27 de maio, e adiantou às categorias que sinalizam paralisar suas atividades que o posicionamento do Governo se estende a todos os demais servidores.

Invocando mais uma vez o estouro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), hoje em 61%, o democrata afirmou que só haveria condições de conceder aumento caso o Estado criasse novas alternativas de receita, citando como exemplo a instituição de novos impostos.

“Se eu der o aumento para os salários, quem vai pagar isto é o cidadão. Tudo o que o Governo faz, quem paga é o cidadão, através dos impostos. Se eu aumentar a despesa, terei que cobrar mais. Pergunto ao cidadão: vocês estão a fim de pagar impostos para que eu dê mais aumento de salário para os servidores no Estado de Mato Grosso?", argumentou o governado, na manhã desta segunda-feira (17).

Questionado se teme uma greve geral nos moldes da realizada durante o Governo Pedro Taques, Mendes comparou a situação às manifestações da última sexta-feira (14), que mobilizou trabalhadores de todo o país. Para o governador, os protestos não têm força por falta de apelo social.

“Vi um comentário sobre greve [em outras secretarias]. E na sexta-feira, falou-se que teria uma grande greve geral, mas 90% dos trabalhadores desempenharam sua função normalmente. Sempre com muito respeito, vamos dialogar e falar a verdade. Não adianta, não temos condições de dar aumento. O que nós podíamos fazer era dialogar com os servidores e isto fizemos. Falamos francamente, disse que eu não ia fazer o que o Estado não tem legalidade e condições para fazer. Não posso ver outra alternativa a não ser esperar que os professores entendam isto. A cada semana, escolas abortam o processo de greve. Isto mostra que boa parte dos servidores está entendendo o que estamos dizendo”, finalizou.

7 comentários

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  • Moacir
    19 Jun 2019 às 14:03

    Vai chamar? e o ano que vem , quando esses aderirem greves? Pague o servidor em dias, com as RGA s devidas e não pagas. Depois o senhorzinho convoca quem quer.

  • Descrente
    18 Jun 2019 às 15:13

    Continuando com o corte de pontos quem será penalizados serão os alunos,pois,os profissionais não serão mais obrigado a repor

  • Kesso
    18 Jun 2019 às 07:51

    Opa, finalmente algo digno do pagamento dos nossos impostos... desemprego está aí para mostrar que greve é coisa de oportunista petralhas.

  • joaoderondonopolis
    18 Jun 2019 às 07:01

    MM só não resolveu a greve da educação porque não quis. Basta repassar aos poderes e o MP a bagatela de 30% a menor, incluindo o MP.

  • Gustavo
    17 Jun 2019 às 23:40

    Quem insistir nesta greve irracional vai ficar sem salário e certamente passará fome. Os únicos que estão despreocupados é a pelegada do sindicato que recebe todo apoio financeiro do partido dos tranqueiras.

  • EDEGAR
    17 Jun 2019 às 18:47

    MANDA FISCALIZAR SECRETARIO QUE TEM ESCOLAS EM OS PROFESSORES ESTÃO INDO ASSINAR PONTO, MAS OS ALUNOS ESTÃO EM CASA. MOTIVO NÃO DESCONTAR DO SALARIO.

  • PAULO DA EDUCAÇÃO
    17 Jun 2019 às 18:22

    ISSO AI TEM QUE CHAMAR TODOS OS HOMOLOGADOS DO CONCURSO PÚBLICO DA SEDUC TEM MILHARES DE CONTRATADOS E VAGAS DISPONÍVEIS DEIXADOS PELOS NOMEADOS ISSO AI EDUCAÇÃO PRECISA DE SERVIDORES PÚBLICOS EFETIVOS PARA CONTRIBUIR PARA A PREVIDÊNCIA ESTADUAL QUE ESTÁ QUASE FALIDA..

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