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Domingo, 20 de outubro de 2019

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Assof afirma que militares presos acusados de 'negociar' celulares na PCE faziam trabalho para inteligência da PM

Da Redação - Wesley Santiago

19 Jun 2019 - 10:46

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Assof afirma que militares presos acusados de 'negociar' celulares na PCE faziam trabalho para inteligência da PM
A Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof/MT) informou por meio de nota que os militares presos na última terça-feira (19), durante a ‘Operação Assepsia’, deflagrada após investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) sobre a entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais do Estado, estavam realizando um trabalho para a inteligência da PM e teriam sido pegos por engano.

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Conforme a nota, a Assof só ficou sabendo da prisão através da imprensa e só depois seguiu para a sede da GCCO. Logo depois, a equipe seguiu para o Fórum de Cuiabá, onde verificou que os militares presos se tratavam do Tenente PM Cleber de Souza Ferreira (3º BPM), Subtenente Ricardo de Souza Carvalhaes de Oliveira (ROTAM) e Cabo PM Denizel Moreira dos Santos (ROTAM), todos atuando no serviço de inteligência da Polícia Militar.
 
A representação da Polícia Civil encaminhada à justiça dava conta de que os três militares, em associação com os agentes prisionais, teriam se organizando para fazer adentrar ao Presídio Central do Estado (PCE), um freezer recheado de aparelhos celulares. Como prova do alegado, a GCCO anexou na representação áudios e vídeos do sistema de CFTV do Carumbé, que mostravam os PMs adentrando a unidade prisional e se reunindo com o diretor do presídio e um reeducando.
 
“Em conversa com os militares, verificamos que na verdade, a prisão deles teria ocorrido por um equívoco, pois o que eles teriam ido fazer na unidade prisional era se reunir com o reeducando para colher informações de ações criminosas que estariam prestes a ocorrer em Cuiabá. É importante registrar, que esses militares já atuaram em diversas operações com apreensão de drogas e armas, bem como, na prevenção de assaltos a estabelecimentos comerciais”, diz trecho da nota.
 
Ainda conforme a associação, os militares são considerados profissionais sérios, responsáveis e em suas fichas funcionais não existem registros de desvios de conduta. Segundo o Tenente S. Ferreira, a atuação dele e dos demais policiais militares no caso concreto, era de conhecimento dos seus superiores hierárquicos, tanto no batalhão quanto no comando regional.
 
Por fim, a Assof informa que o Tenente S. Ferreira está recolhido no 3º Batalhão e está sendo acompanhado por um advogado escolhido e contratado por ele e que, apesar de ele não ser associado da ASSOF, continuaremos acompanhando o caso, sempre zelando pelo respeito às prerrogativas e garantias de nossa carreira.
 
Operação
 
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu terça-feira (18) sete mandados de prisão e oito ordens de busca e apreensão, na operação “Assepsia”, deflagrada após investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) sobre a entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais do Estado.
 
Os mandados de prisão foram decretados contra cinco servidores públicos e dois internos da Penitenciária Central do Estado (PCE). As 15 ordens judiciais são pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foram expedidas depois de representação dos delegados e manifestação favorável do Ministério Público Estado, via o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO). O diretor da unidade, o sub-diretor e outros três policiais militares são alvos da ação
 
No dia 6 de junho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram localizados 86 aparelhos celulares, dezenas de carregadores, chips e fones de ouvido. Todo o material estava acondicionado dentro da porta de um freezer, que foi deixado naquela unidade para ser entregue a um dos detentos.
 
Equipes da GCCO estiveram na PCE e verificaram que não havia nenhum registro de entrada ou mesmo informações acerca da entrega do referido eletrodoméstico.  Diante dos fatos e da inconsistência das informações, todos os agentes penitenciários presentes foram conduzidos até a Gerência e questionados sobre os fatos. No mesmo dia, a autoridade policial determinou a apreensão das imagens do circuito interno de monitoramento da unidade, que foram extraídas por meio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
 
Por meio dos depoimentos, da análise das imagens e conteúdo de aparelhos celulares apreendidos e ainda, da realização de diversas diligências, foi possível identificar e comprovar de maneira robusta, que três policiais militares, dentre eles um oficial de carreira, foram os responsáveis pela negociação e entrega do freezer recheado com os celulares.
 
Com a ciência do diretor e do subdiretor da unidade, os militares enviaram o aparelho congelador que era destinado a um dos líderes de uma facção criminosa atuante no Estado.

19 comentários

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  • Ney Alves Da cruz
    03 Jul 2019 às 18:48

    NÃO JULGUEM PARA NAO SEREM JULGADOS...Pela falta de legitimidade da ação, esses policiais poderam pagar o pato...

  • Francisco
    21 Jun 2019 às 09:30

    Quanta baixaria hein gente, comentários maldosos sem o menor conhecimento da causa. Uns só por ter raiva de polícia, outros se aproveitam para destilar sua bílis contra tudo e todos e outros por puro maucaratismo... valha-me Deus e Nosso Senhor Jesus Cristo, tendes pena dos mais fracos de espírito pois eles vão voltar para pagar seus pecados que são muitos a serem pagos somente nesta vida.

  • João pereira
    20 Jun 2019 às 14:34

    Essa Eliane quer ensinar padre a rezar missa, nem te falo meu currículo pra não te decepcionar. Ademais, a respeito do seu comentário de " levantar informações para subsidiar as ações do comando" isso é balela, que os que os agentes escutam a vida inteira quando estão nessa atividade, é como se fosse um discursinnho montado para o cometimento de arbitrariedades. Esse serviço de inteligência deve ficar restrito a investigar o cometimento de crimes por militares e tão somente, e não pode abarcar todo tipo de i investigação, pois não existe legislação que prevê essa competência. Por isso que fala -se tanto em falta de efetivo, pois, existem não só em agências de inteligência mas como eem muitos quartéis centenas de polícias " cozinhando galo" enquanto meia dúzia estão nas ruas segurando o piano sozinhos. Vamos parar de hipocrisia se é bom mais gente pra investigar crimes precisa de regulamentação pra isso , sob pena de ilegalidade de todos os atos praticados.

  • Iara
    19 Jun 2019 às 18:08

    Onde vai parar essa polícia de MT, meu Deus é espaçamento em crianças é envolvida com traficantes da pior qualidade do CV.

  • Roni
    19 Jun 2019 às 15:50

    Por isso que falo , a PM faz mais do que deve a bem da coletividade . Esses juristas de plantão há de concordar que quanto mais pessoas levantado informações subsidiar a PM q prender os infratores da lei e melhor . Claro q cada um tem sua função , porém quando se erra tentando acertar deve ser levar em conta o intuito de ajudar a sociedade que muitas vezes e ingrata ao trabalho do policial . Vejo vcs PMs como heroes que dão a vida pela sociedade em que faço parte e eh mal agradecida . E notório que tem PMs com conduta inapropriadaas e uma memória insignificante , a maioria trabalha no serviço afinco . Além dos PMs não terem muitos direitos que a população comum tem são taxados dessa forma , menosprezados por muitos . Quando em um serviço de levantamento de informações que o beneficiado e agraciado esse não reclama . Imagina se dependesse apenas da pjc para elucidar o casos , seria muitos menos casos ilucidados , não falo q a pjc eh incompetente , ao contrário eles possuem pouca mão de obra . PMs de MT , continuem assim !!!

  • Eliane
    19 Jun 2019 às 14:42

    Acredito eu que o Aliandro e joão pereira precisam estudar um pouco mais para saber que, serviço de inteligência é diferente de investigação! Aqui vai um pequeno norte para os senhores: investigação será devida nos trabalhos para se identificar a autoria de um crime! já o serviço de inteligência se resume em buscar informações para subsidiar a instituição em tomada de decisões! A ASSOF, em nenhum momento se referiu a investigação! Estudem!

  • António Marques
    19 Jun 2019 às 14:33

    essa conversa a pra boi dormir,tem q apurar os fatos mesmo estão com muito lero lero.

  • Hipocresia
    19 Jun 2019 às 14:31

    Muito bonito os comentários abaixo... Mas tais legislações... que ao longo dos anos só foram modificadas para beneficiar criminosos e engessar a segurança publica podem ser consideradas legais mas de longe são legítimas! Quero ver vocês falarem pras vítimas que diariamente tem seus bens recuperados pela PM em um "TRABALHO ILEGAL DE INVESTIGAÇÃO" que o correto seria ficarem sem o bem e aguardarem que a PC faça algo. Isso é pura picuinha de que tem o ego inflado... O importante é que o crime seja combatido e que a sociedade seja protegida.

  • Willian
    19 Jun 2019 às 13:36

    Tá bom. E eu sou o he-man, defendendo o universo, das malvadezas do esqueleto, kkkkk

  • Edmundo
    19 Jun 2019 às 13:34

    Alguma coisa errada nao esta certa!!!!!!

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