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2.2 milhões de m³

Mauro Mendes firma sociedade com governo boliviano para reativar termelétrica em Cuiabá

27 Jun 2019 - 15:32

Da Reportagem Local - Érika Oliveira / Da Redação - Isabela Mercuri

Foto: Governo da Bolívia

Mauro Mendes e o Ministro Luis Fernández, na visita que o governador fez à Bolívia

Mauro Mendes e o Ministro Luis Fernández, na visita que o governador fez à Bolívia

O governador Mauro Mendes (DEM) realiza, na tarde desta quinta-feira (27), mais uma reunião com o ministro de Hidrocarburos da Bolívia, Luis Sánchez, desta vez no Palácio Paiaguás, em Mato Grosso. Os dois países deram mais um passo para viabilizar a sociedade entre a MT Gás e a Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB), empresa pública boliviana, com o objetivo de comercializar e distribuir gás natural, GLP, GNL e fertilizantes. A ideia é, também, reativar a termelétrica de Cuiabá.

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Segundo o governador, a opção pela sociedade é feita porque, desta forma, o governo boliviano teria ainda mais interesse no mercado brasileiro. “Eles seriam sócios nossos, isso é muito comum entre países e empresas, e nós teríamos, em primeiro lugar, a segurança, de que não haveria mais interrupção, porque eles estariam ganhando vendendo gás para essa empresa, e ganhando junto conosco nessa empresa que temos gás aqui”.

O fornecimento do gás natural (GNV) a Mato Grosso foi interrompido em 2018 e, desde então, o duto que liga a Bolívia até Cuiabá está parado com 5 milhões de metros cúbicos do produto armazenados. Isto aconteceu porque a empresa proprietária do gasoduto, a Gás Ocidente Mato Grosso (GOM), não renovou o contrato de transporte.

“Já existe no Brasil uma mudança do marco regulatório do gás. A Petrobrás está sendo forçada a mudar suas atitudes. Existe uma perspectiva de que a partir de 2026 o Brasil tenha uma grande oferta, nos poços do pré sal, de gás natural, e a Bolívia, como é nossa vizinha, e temos um gasoduto chegando aqui... Por isso faz muito sentido para eles e para nós criarmos essa parceria. Porque mesmo que tenha abundancia de gás em toda região sul e sudeste, dificilmente vai se construir outro gasoduto para vir de lá e chegar aqui. O único caminho, mecanismo, para chegar aqui é este”, completou Mauro.

Luís Sanchez também explicou que existem diversos benefícios da sociedade. “Serão preços muito competitivos de gás, de GLP, de fertilizantes, e nós queremos introduzir nosso gás não somente nas revendas, mas ao comércio, indústria... então vemos que com o MT Gás podemos fazer uma grande parceria”.

A próxima reunião entre os representantes dos dois países será daqui a quinze dias. Durante este tempo, serão analisados os termos técnicos e econômicos da possível soceidade. “Teremos uma termelétrica em Cuiabá que produz 2.2 milhões de metros cúbicos... e teremos que criar um mercado de confiabilidade para este gás”, finalizou o ministro.

No início do ano, o governador Mauro Mendes solicitou à Petrobrás que o MT Gás fosse liberado para comprar o GNV da Bolívia de forma direta. Na época, o chefe do Executivo explicou que a medida tinha como objetivo garantir o retorno da geração térmica, a estabilidade e a confiabilidade no abastecimento do gás no Estado.
 
No último dia 30 de maio ele esteve na Bolívia para dar início às tratativas da comercialização do gás boliviano e do fornecimento de ureia - fertilizante usado nas plantações de soja, de cana de açúcar e que também serve para alimentar o gado - em solo mato-grossense. Durante encontro com o presidente Evo Morales, o chefe do Executivo assinou um termo de desenvolvimento de mercado com o Governo boliviano.
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