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Terça-feira, 24 de setembro de 2019

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UFMT rebate ministro da Educação e diz que verba para pagar energia só foi liberada após o corte

Da Redação - Fabiana Mendes

17 Jul 2019 - 11:53

Foto: Divulgação/Casa Civil

UFMT rebate ministro da Educação e diz que verba para pagar energia só foi liberada após o corte
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) rebateu o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que afirmou ter autorizado o repasse de R$ 4,5 milhões na última quinta-feira (11). Por meio de nota, a Universidade disse, no entanto, que a liberação só aconteceu na terça-feira (16), depois que houve contato com o Ministério da Educação (MEC), solicitando a liberação de recursos financeiros necessários para o pagamento da fatura de energia no valor aproximado de R$ 1,8 milhão.

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O corte no fornecimento da energia elétrica nos cinco campi que compõem a Universidade (Cuiabá, Várzea Grande, Araguaia, Rondonópolis e Sinop), além da Base de Pesquisa do Pantanal e Casa do Estudante, ocorreu por volta das 10 horas da manhã de terça-feira (16). Os alunos se desesperaram e correram contra o tempo para salvar os animais e pesquisas nos laboratórios. No entanto, no Laboratório de Biociências, por exemplo, várias espécies de peixes usadas em pesquisa morreram. Por volta das 17 horas, o fornecimento foi restabelecido.

O MEC, em nota, pontuou que Weintraub tomará as medidas cabíveis tanto administrativas como judiciais para a responsabilização dos envolvidos pela má gestão na UFMT. “O ministro tomou conhecimento da situação na última quinta-feira (11) quando chamou a reitora ao Ministério e autorizou o repasse de R$ 4,5 milhões para que a reitoria da UFMT, nomeada há três anos, quitasse a dívida das contas de luz com a concessionária de Mato Grosso”, diz trecho da nota.

No entanto, o posicionamento da UFMT diz que a liberação só ocorreu após o corte, quando imediatamente um responsável se dirigiu até à Energisa para demonstrar o pagamento da fatura pendente. Com isso, a Energisa comprometeu-se a efetuar a religação da energia elétrica, o que ocorreu no final da tarde.

Por meio de um vídeo publicado no Twitter do deputado federal, José Medeiros (Podemos), Abraham Weintraub disse que a reitora Myrian Serra havia sido indicada pela ex-presidente petista Dilma Rousseff. A professora assumiu a gestão em 2016 e deve permanecer até 2020.

 
Entretanto, ela teve a preferência da comunidade universitária, em consulta informal realizada, em abril do mesmo ano, pelas entidades representativas de professores, técnicos administrativos e estudantes, para assumir a Reitoria. Em junho, o Colégio Eleitoral Especial indicou a professora como primeira da lista tríplice encaminhada ao MEC. Acesse AQUI a regulamentação de eleição da UFMT.

O ministro disse ainda que ficou sabendo da dívida na semana passada, quando, segundo ele, houve a liberação de R$ 4,5 milhões. Conforme noticiado pelo Olhar Direto, no dia cinco, ou seja, há duas semanas, Myrian teria se encontrado com Weintraub. O encontro, além de discutir as contas da instituição, teria como objetivo pedir dinheiro para o pagamento da energia elétrica que poderia ser cortada no mesmo dia, conforme prazo dado pela Concessionária Energisa.
 
Entenda
 
A unidade sofre com o corte de orçamento desde 2014, quando houve a redução da verba de custeio, relacionada às obras e equipamentos do câmpus. No entanto, em março deste ano, o Governo Federal anunciou o bloqueio de 30% na educação superior, que representa R$ 34 milhões para a Universidade.
 
Em entrevista ao Olhar Direto, Myrian Serra adiantou que a UFMT poderia ficar sem os serviços básicos como água e luz, caso o bloqueio não fosse revisto em até 60 dias, situação que não aconteceu.
 
Em maio, Myrian chegou a participar de uma audiência em Brasília, com o ministro da Educação, para debater os impactos do corte no orçamento universitário e outras questões referentes à pasta. Na ocasião, estiveram presente a bancada de deputados federais e senadores de Mato Grosso, além de outros representantes de instituições públicas de ensino superior do estado.

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Encontro aconteceu no dia 29 de maio. Foto: Ministério da Educação. 

No dia 28 de junho, a UFMT informou que foi notificada pela empresa Energisa quanto à possibilidade de interrupção na prestação de serviços por falta de pagamento, mas que, em negociações, conseguiu o adiamento do prazo para a sexta-feira daquela semana. 
 
A UFMT oferece 113 cursos de graduação, sendo 108 presenciais e cinco na modalidade a distância (EaD), em 33 cidades mato-grossenses. São cinco Campus e 28 pólos de EaD. Na pós-graduação, são 66 programas de mestrado e doutorado. A instituição atende 25.435 mil estudantes, distribuídos em todas as regiões de Mato Grosso.

24 comentários

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  • Joana
    18 Jul 2019 às 19:10

    Será que aguentamos 4 anos....Socorro!!!!

  • André
    18 Jul 2019 às 16:01

    O pior de tudo é que tem gente que acredita no que esses indivíduos do bolsonaro falam. São verdadeiros ignorantes. A Myriam foi apoiada por consulta pública por partidos de direita inclusive, tem pretensões de se reeleger, que interesse teria ela em ter a energia cortada? Tentem usar o cérebro antes de acreditar nas mentiras do ministro. Mesmo que se libere o empenho, não é garantia de que haverá recurso disponível. O que paga conta é recurso e não empenho. O processo é burocrático, tem etapas a serem cumpridas. Ora, se o orçamento foi reduzido (por questão ideológica) e já havia dificuldade em pagar, com o corte as coisas melhorariam? Não sejam desonestos intelectual, tentem raciocinar antes de cair na lábia desses dois.

  • Zeca
    18 Jul 2019 às 13:53

    E por que havia quatro contas de 2018 atrasadas? Culpa do ministro, do Bolsonaro?

  • Juca
    18 Jul 2019 às 13:53

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  • Ad
    18 Jul 2019 às 09:38

    Vcs que acha que ela está com a razão tem que saber onde ela gastou o dinheiro já que 4 dessas contas e de 2018 ou vcs que acha que ela está certa de uma explicação a sociedade

  • Elydio H B Santos
    17 Jul 2019 às 23:49

    Eu, não conheço os problemas atuais da Universidade, entretanto com todo respeito aos atuais gestores , sugiro que os mesmos deveriam aconselhar-se com os primeiros reitores para saberem como eles administravam no seu tempo a UFMT, talvez não seria necessário o corte de energia.

  • MARIA TAQUARA
    17 Jul 2019 às 22:04

    eu só acho que o pessoal do ramo da educação deveria largar o nicho e deixar o país se afundar, cada povo tem o que merece

  • Benedita da Silva
    17 Jul 2019 às 15:23

    Seria interessante que houvessem candidaturas avulsas pra reitor. Credenciais basicas bem ao estilo B17, aí todos os problemas seriam resolvidos ja tem um bocado de candidato por aqui. Detalhe das contas atrasadas boa parte sao da gestao de uma candidata a senadora derrotada nas ultimas eleições, ela sabe porque nao quitou os atrasos.

  • Fagner Lemos
    17 Jul 2019 às 15:11

    É só apresentar os relatórios orçamentários e financeiros que a máscara de alguém vai cair. Empenho não significa pagamento, se caso não tiver financeiro.

  • jose a silva
    17 Jul 2019 às 14:42

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