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Sexta-feira, 23 de agosto de 2019

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Secretários aproveitam vinda de ministro para discutir retomada de obras do Julio Muller

Da Redação - Érika Oliveira

22 Jul 2019 - 17:31

Foto: Ascom/MPF

Secretários aproveitam vinda de ministro para discutir retomada de obras do Julio Muller
Os secretários de Infraestrutura e de Saúde de Mato Grosso querem aproveitar a visita do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ao Estado para incluir em sua agenda a retomada das obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller, que está parada desde 2016. Até o momento, apenas 10% da obra foi executada e sete anos depois o que se vê no local é um esqueleto abandonado.

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“Não está na pauta do ministro, mas está na pauta do Governo. A Secretaria de Infraestrutura, em conjunto com a de Saúde, já está fazendo o estudo necessário para que num futuro breve essa obra seja retomada”, disse o secretário de Saúde do Estado, Gilberto Figueiredo.

Figueiredo foi anfitrião de Mandetta na tarde desta segunda-feira (22), em Rondonópolis. O ministro tinha entre seus compromissos uma visita na Santa Casa, no Hospital Regional e no campus da Universidade Federal no município.

A programação atende pedido do senador Wellington Fagundes (PR), principal articulador da retomada das obras do Júlio Muller na bancada federal.

Localizado às margens da MT-040 (saída para Santo Antônio do Leverger), o novo hospital universitário foi orçado em R$ 120 milhões. Metade do recurso foi adquirido pela UFMT junto ao Ministério da Educação (MEC) e encontra-se parado em uma conta administrada pelo Governo do Estado.

A obra foi paralisada em 2014, por uma decisão da Sinfra – no então Governo Silval Barbosa - sob a justificativa de que haviam irregularidades no projeto e no terreno onde a unidade está sendo construído. À época, o contrato com o Consórcio Normandia, Phoenix e Edeme foi rescindido.

O Governo anterior chegou a instaurar processo administrativo para apurar se a empresa tinha culpa pela não execução da obra. Atualmente, há uma comissão para estudar a situação do contrato e apontar alternativas para a retomada do serviço. Por enquanto sem soluções, o projeto passa por reformulações junto à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

No início deste ano o Ministério Público Federal abriu um inquérito civil para apurar a suspensão da obra. A investigação surgiu após relatorio da Controladoria Geral da União (CGU) apontar irregularidades no convênio firmado entre a UFMT e o Governo do Estado, através da extinta Secretaria de Cidades (Secid).

Se estivesse funcionando, a estrutura do novo hospital contaria com 250 leitos, 23 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) adulto, 16 UTIs pediátricas, 20 UTIs neonatal, 26 leitos pré-atendimento, além de farmácia, laboratório, seis para cirurgias, clínicas para diversas especialidades, entre outras funções.

1 comentário

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  • Cidadão Matogrossense
    23 Jul 2019 às 08:47

    E vale a pena retomar? Só um amplo e sério estudo de viabilidade, que deveria ter sido feito antes, poderá nos dar a resposta. dependendo dos resultados, sairá mais barato demolir ou redestinar as obras. Que tal, aproveitando a localização, verificar junto ao Exército alguma permuta (lembro que o 44 BIMtz e o próprio 9º BEC estão em áreas centrais hoje impróprias a uso militar). Já pararam para pensar os custos de deslocamento de alunos, professores, pacientes, acompanhantes, servidores, a local tão distante da cidade, por anos a fio? Aliás, fora do perímetro urbano? Custos como esse são imprescindíveis a um bom estudo de viabilidade.

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