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Terça-feira, 15 de junho de 2021

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Mato Grosso teve 427 casos de microcefalia notificados, mas quase metade foi descartada

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Mato Grosso teve 427 casos de microcefalia notificados, mas quase metade foi descartada
Dados do Registro em Emergência de Saúde Pública (Resp) criado pelo do Ministério da Saúde durante período epidêmico do vírus da zika (2015 e 2016) aponta que foram notificados 427 casos de microcefalia, até o ano de 2019, em Mato Grosso, segundo as definições do Protocolo de Vigilância para recém-nascido, natimorto, abortamento ou feto. No entanto, quase metade foram descartados após análise. 

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Dos 141 municípios, 74 já registraram casos, a maioria concentrando na região sul do Estado, principalmente em Rondonópolis (114), Cuiabá (67), Cáceres (58) e em Várzea Grande (28) correspondendo a 62,61% dos casos e os 37,39% restantes com distribuição dispersa nos demais municípios.

Do total de casos notificados, 47,30% foram descartados, 26,69% estão em investigação,18,9% foram confirmados e 5,9% considerados como prováveis casos com alterações congênitas relacionadas ao Zika vírus e/ou seguintes agentes infecciosos: Sífilis, Toxoplasmoses, Rubeola, Citomegalovirus e Herpes vírus (STORCH).

Seis casos foram considerados inconclusivos (1,41%), pois os municípios notificantes não encontraram a família (pais e criança) para realizar a investigação etiológica e concomitante acompanhamento.
 
Casos que evoluíram para óbito 
 
Após atualização das informações dos casos em investigações até a semana epidemiológica (SE) 31 de 2019, 9,36% (40) notificações referem-se a óbitos. Destas 45% (18) correspondem a abortos espontâneos, fetos e natimortos e os 55% (22) a recém nascido e crianças. As notificações concentraram-se no ano de 2016 (36), três em 2017 e uma no mês de abril de 2018.

Conforme as orientações do protocolo do Ministério da Saúde, os casos suspeitos cujo tempo entre o evento e a investigação seja superior a seis meses e não apresentaram evidencias epidemiológicas, clínicas e exames para elucidar devem ser descartados. Desta forma, 55% das notificações de óbitos foram descartadas.
 
Dos casos notificados e investigados, 18,73% (80) foram confirmados com Microcefalia e/ou alterações do SNC. Destes, 51 casos foram por exame de imagem e características clínicas epidemiológicas relacionadas a síndrome congênita da infecção do vírus Zika; 17 confirmados além dos critérios mencionados também por resultado laboratorial positivo para vírus Zika e 08 casos confirmados por amostra positiva de vírus Zika. Nas notificações suspeitas de infecção congênita por outros agentes infecciosos (STORCH) foram confirmadas quatro casos. 

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