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Quarta-feira, 18 de setembro de 2019

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Professores terão de cumprir 42 dias de reposição de aulas e ano letivo termina em fevereiro de 2020

Da Redação - José Lucas Salvani

12 Ago 2019 - 17:22

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Professores terão de cumprir 42 dias de reposição de aulas e ano letivo termina em fevereiro de 2020
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) irá propor às escolas o fim do ano letivo de 2019 para meados de 15 de fevereiro de 2020, contando as 42 reposições de dias letivos. Desta forma, o ano letivo de 2020 para as grevistas teria início em março. A proposta será encaminhada nesta semana às unidades educacionais do estado. A greve dos servidores da educação será encerrada no dia 14 de agosto, após 75 dias de protestos. 

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Apesar da finalização do ano prevista para fevereiro, o calendário de reposição será feito pelas próprias escolas junto aos Conselhos Deliberativos da Comunidade Escolar (CDCE), que passarão a minuta desse calendário às assessorias pedagógicas para validação e homologação da Secretaria de Estado de Educação.

“É importante ressaltar que a Seduc não está inerte diante de todo esse processo. Encaminharemos às unidades escolares um documento orientativo e uma proposta de calendário para reposição dos 42 dias letivos”, explicou a secretária, lembrando que dos 75 dias de paralisação, 33 são de sábados, domingos e feriados, o que não conta como dia letivo.

As escolas estaduais que não aderiram a greve terão um calendário diferente, com o início do ano letivo em fevereiro. Já para as escolas que foram grevistas a previsão para início letivo no próximo ano fica marcado para o dia 23 de março.

Quanto aos salários dos servidores que tiveram o ponto cortado, o Governo do Estado fará o pagamento dos dias de reposição referente aos meses de maio e de junho em uma folha complementar no dia 20 de agosto. Os salários dos meses de julho e agosto serão acrescentados na folha de agosto, que será paga no dia 10 de setembro.  

Greve dos professores

A greve do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) teve início no dia 27 de maio. O movimento visou garantir o cumprimento da lei complementar 510/2013 e melhoria nas escolas. 

"A greve está suspensa, mas não quer dizer que a luta terminou aqui no Estado de Mato Grosso, mesmo porque o ponto principal da Lei 510, não houve um posicionamento efetivo do Governo do Estado. A categoria reafirma que caso o Governo não integralize ou apresente uma proposta até a próxima data base do ano de 2020, nos poderemos ter uma nova greve", destacou o presidente do Sintep, Valdeir Pereira.

A greve chegou ao fim após última proposta do governador Mauro Mendes (DEM) feita na segunda-feira (5). O documento propõe que assim que o Estado voltar aos limites da LRF, todo o espaço fiscal aberto abaixo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL) será usado para a concessão da Revisão Geral Anual (RGA) e dos aumentos remuneratórios aos servidores.

Deste espaço fiscal, 75% será destinado à RGA para todos os servidores públicos e os 25% restantes para os reajustes já concedidos nas leis de carreira – que beneficiariam os profissionais da Educação, Meio Ambiente e Fazenda.

15 comentários

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  • GILDETE GÓIS CUNHA
    14 Ago 2019 às 09:56

    Continuando.... Diante desses dois sistemas diferente de ensino.... Imagine os alunos do fundamental nas séries finais fazendo uma avaliação aplicada pelo governo... Os bons e comprometidos da sala serão, infelizmente, ter suas notas suprimidas por aqueles que não estão nem aí para o ensino. E o professor, como bem tem mostrado a fala de muitos, serão julgados como os vilões dessa história. Esquecem que o governo, a secretaria de educação quando moldam um sistema de ensino, não levam em conta a continuidade do mesmo... Não levam em conta a realidade social onde está inserida aquela escola... E é óbvio que no meio de bons profissionais há aquela que não tem comprometimento com a educação, como acontece em qualquer profissão. Mas, é bom lembrar que sem a educação não haveria qualquer outra profissão. É dessa verdade que se entende que deveria ser ela a mais bem remunerada, pois se você quer um médico, um engenheiro ou um advogado na família porque acredita que são melhores remunerados, lembre-se que isso só pide ocorrer porque teve um professor para ajudá-lo a se preparar para conquistar esse sonho.

  • GILDETE GÓIS CUNHA
    14 Ago 2019 às 09:42

    Temos uma educação na contra mão do ensino. Enquanto que no ensino fundamental os alunos não podem ser reprovados, os alunos do ensino médio começam a enxergar a realidade da reprovação por falta do conhecimento somente depois de reprovarem a primeira vez. Ocorre que os alunos do ensino fundamental sabem que não poderão ser reprovados por não alcançar nota ou não ter conhecimento do conteúdo. E acredite quanto mais velho, menor o interesse na aprendizagem, e convencer um adolescente da necessidade do aprendizado sem a intervenção direta dos pais é muito difícil. Assim, a educação no ensino fundamental contribui para que alunos mais comprometidos tenham esse interesse minado ao perceber que alguns de seus colegas de turma, que não apresentam qualquer esforço no aprendizado os acompanhem nas séries posteriores. E somente fará a real diferença no ensino médio que requer do aluno comprometimento por parte dele. Nesse contexto é que os professores são afrontados por alunos e pais quando são cobrados de suas obrigações. Diante dessa distância que há entre ensino médio e ensino fundamental, é que chegam tantos alunos ao ensino médio sem ter os conhecimentos necessários para cursar o ensino médio. Nessa realidade os professores perdem, como cobrar de crianças e adolescentes, que os pais

  • Flor
    14 Ago 2019 às 08:39

    Zeca você é um imbecil! Não sou professora, mas me afinizo com a causa deles. Acha que é fácil para os professores, que TAMBÉM são pais e mães de família, ficar sem salário? Acha que é fácil trabalhar em um local caindo aos pedaços, com falta de material, crianças que muitas vezes sofrem mais em casa por falta de amor e cuidado dos pais, e ter os direitos conquistados cortados por uma desculpa esfarrapada de que não há verba? Greve é direito conquistado, se você quer viajar com seus filhos no final do ano coloque em uma escola particular! Só pensa no seu próprio umbigo!!!! Não vi ninguém reclamando quando os alunos estavam em casa durante a greve não vi ninguém apoiando os professores também. Mas quando fala em reposição de aula (a ÚNICA classe que tem que repor quando faz greve) aí vem o mimimi!!!! Conheça um pouco mais da realidade da Educação antes de falar asneira.

  • Zeca
    13 Ago 2019 às 10:41

    Por causa dessa gente é que os alunos e seus pais sofrerão as mais severas punições de não terem férias, nem poderem viajar para visitar parentes, ou mesmo passa o fim do ano no sítio do avô, etc. Os pais de alunos deviam entrar na justiça para pedir a demissão dos causadores dessa greve injusta, ilegal e simplesmente política que só trouxe prejuízo ao estado à população.

  • Hernan Doners
    13 Ago 2019 às 08:52

    Que saudades, desse prédio!! Ele foi nosso um dia...!! Ele foi tomado, pelo governador da época, deforma trucolenta,fomos despejados. Ele foi planejado para nos abrigar. Foi todo construido com recursos Internacional , (Bird),não tinha recurso do estado. Hoje estamos num casarão antigo,e insalubre no bairro Boa Esterança. Mas mesmo assim, graças a pujanças de seu quadro de servidores, não deixamos de prestar bons serviços,aos pequenos e mini produtores. Hoje querem nos destruir de vez. O que fizemos, aos politicos para sermos tão odiandos. A EMPAER-Mt,pede socorro. Abracem essa causa,nossos trabalhos,é social. Mas infelizmente,isso parece não ter valor, para muitos politicos.Não sou politico,tão pouco sindicalista.Mas um conhecedor da causa.

  • Ademir
    13 Ago 2019 às 08:41

    Que humilhação para os comuniiistas pseudo professores que conseguem ter o terceiro melhor salário do país e tem a penúltima posição de péssima educação no Brasil, estes merecem sim, PADs para todos estes que nada fazem e querem mordomia, mamatas e pouco trabalho!!!

  • cidão
    13 Ago 2019 às 08:27

    Só quem se ferrou ai foram os alunos porque os professores tinham que ir trabalhar mesmo nesse período, porque ficar no colégio planejando aula pro ano seguinte é que não iriam né.

  • Rosalvo de Campos Gonçalves Junior
    13 Ago 2019 às 08:25

    Não estão pensando nos alunos, que não tem culpa da greve que alguns já tinha um planejamento de férias com a família deveria repor aulas com trabalhos , exercícios em casa e aulas no sábado ou uma aula a mais durante a semana.

  • Gladston
    13 Ago 2019 às 07:19

    Mais uma "vitória" do sintep e uma derrota pros alunos, pais, família e sociedade em geral, no mesmo pacote! Parabéns petralhada pela "conquista".

  • Agnaldo William Zulli
    12 Ago 2019 às 22:43

    Eu não recebi portanto não sou obrigado a repor.

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