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Selma se reúne com Janaina Paschoal para tratar de impeachment de presidente do STF

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

13 Ago 2019 - 18:18

Foto: Assessoria/Podemos

Selma se reúne com Janaina Paschoal para tratar de impeachment de presidente do STF
A senadora mato-grossense Selma Arruda (PSL) se reuniu com a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) para debater o pedido feito por ela, de abertura do processo de impeachment contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. Mais seis senadores estiveram no encontro.

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O grupo pretende pressionar o presidente da casa de leis, David Alcolumbre (DEM-AP), para acatar o pedido de investigação contra o comandante do Supremo.

Além de Selma, também participaram da reunião os senadores Alvaro Dias (Pode-PR), Alessandro Vieira (CD-RS), Eduardo Girão (Pode-CE), Plínio Valério (PSDB-AM) e Styvenson Valentim (Pode-RN) no gabinete do senador Lasier Martins (Pode-RS).

Ao mesmo tempo, o também senador mato-grossense Wellington Fagundes (PL), acompanhado do governador Mauro Mendes (DEM), almoçou com o ministro Toffoli. De acordo com Fagundes, o encontro serviu para “estreitar o diálogo entre todos os Poderes para superar a crise entre as instituições”.

Reprodução/Facebook

O pedido de impeachment foi protocolado por Janaina Paschoal no último dia 30 de julho. Em abril, o senador Alessandro Vieira também havia protocolizado um pedido que inclui também a investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

A solicitação é baseada na suspensão feita por Toffoli em todos os processos judiciais instaurados sem supervisão da Justiça que envolvem dados compartilhados por Coaf e Receita Federal.

Paschoal foi uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Movimento contra o impeachment
 
Durante almoço, o senador Wellington Fagundes (PL), que lidera o bloco parlamentar Vanguarda, fez um alerta para o aumento da tensão social no Brasil e pediu diálogo entre as instituições.
 
“Entendemos que este não é um momento de buscar atrito. Precisamos trazer o entendimento e principalmente o diálogo”, disse o senador, após o almoço. Segundo ele, é importante que os poderes estejam em harmonia na atual conjuntura, porém, ressaltou que é fundamental que as instituições possam dar respostas à sociedade “que se encontra bastante inquieta”.
 
Wellington Fagundes lembrou ao presidente do STF que o momento nacional é crítico, com o aumento do desemprego e a recessão chegando a economia. “A melhor solução para enfrentar isso – ele disse – é dialogando e cada poder cumprindo o seu papel. Tem que votar de forma célere e o Supremo tomar as decisões”.
 
O presidente do Supremo, por sua vez, também fez referência atuação do Ministério Público Federal, em especial da Operação Lava Jato. Toffoli teria defendido que todos os Poderes precisam de um “freio de arrumação”. Outro tema abordado por Toffoli com os senadores, segundo Wellington, diz respeito ao excessivo número de demandas judiciais. Somente no ano passado, o colegiado julgou mais de 14 mil processos. O presidente do STF voltou a defender a ‘desconstitucionalização’, isto é, criar mecanismos alternativos de resolução de conflitos. Ele lembrou que três dias após o Congresso aprovar lei que trata da tabela de frete, o caso foi parar o STF.
 
Além de Fagundes e Simone Tebet, participaram do almoço com o presidente do STF os senadores Jorginho Mello (SC), Zequinha Marinho (PA), Marcos Rogério (RO), Rodrigo Pacheco (MG), Elmano Ferrer (PI), Ângelo Coronel (BA), Chico Rodrigues (RR). Também esteve presente, como convidado, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes.
 
Além de Dias Toffoli, há questionamentos no Senado Federal contra os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Também circula na Casa o pedido para criação da CPI da Lava Toga.

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