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Domingo, 22 de setembro de 2019

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Blitzes da ‘Lei Seca’ deverão ser feitas quatro vezes por semana em Cuiabá

Da Redação - Wesley Santiago

25 Ago 2019 - 08:10

Foto: Reprodução

Blitzes da ‘Lei Seca’ deverão ser feitas quatro vezes por semana em Cuiabá
O presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Gustavo Vasconcelos, disse que, em breve, Cuiabá deverá ter até quatro blitzes da Lei Seca por semana. A medida deverá começar a valer quando o novo projeto de lei for aprovado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele permite que policais participem da ação e recebam horas extras por isso. Segundo o gestor, a intenção é que os números sejam parecidos com os do Rio de Janeiro.

Leia mais:
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“Nosso índice de alcoolemia é muito grande. Passamos de 22% para 13%. Isso porque estamos fazendo diversas blitzes. Estamos com o projeto de lei na Assembleia para que os profissionais de folga possam trabalhar na Lei Seca. Com isto, poderemos chegar ao índice de até 5%, como é no Rio de Janeiro. Nossa intenção é chegar a quatro blitzes da ‘Lei Seca’ por semana”, explicou o secretário.
 
Vale lembrar que uma lei, que versava sobre o mesmo assunto, acabou sendo vetada, por conta de uma inconstitucionalidade. Sendo assim, o Detran se reuniu com a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e enviou um novo projeto à Casa de Leis. Ela deverá ser apreciada no próximo mês.
 
Questionado pelo Olhar Direto sobre a reclamação constante de que as ações serviriam apenas para o Estado arrecadar, o presidente afirmou que “cai na blitz e tem o carro removido quem não está certo. Quem está regularizado, não tem problema, segue com sua vida. Fazemos as operações sem causar congestionamento. Quem está errado, tem que responder. Imagina uma pessoa bêbada, que pode acabar com a vida de uma família inteira”.
 
“Não é só multar. Estamos fazendo uma série de atividades educativas nas escolas, para que as crianças eduquem seus pais. Além disto, estamos fazendo a ‘Lei Seca Educativa’. Já fizemos no Choppão, Praça Popular, avenida do CPA. Combinamos com o proprietário, entramos com etilômetro, vamos na mesa e fazemos o bafômetro. Isso serve para a pessoa ver qual penalidade ela poderia receber se fosse pega. Não ficamos esperando na esquina, é uma conscientização”, disse o presidente.
 
Segundo ele, as ações de conscientização são um plano a longo prazo. Por isso, a Lei Seca é de suma importância na hora de reduzir os números. “É comprovado. No Rio de Janeiro a operação chama Lei Seca 24 horas. Existe um batalhão só para isto. O índice lá é de 4% a 5%, muito baixo”.
 
“Queremos chegar a este patamar. Demora um pouco, mas com o acréscimo de quatro operações da Lei Seca por semana, irá melhorar. Poderemos fazer duas no mesmo dia em lugares distintos. Em número de mortes, ano passado, ficamos em terceiro lugar, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. Se dividirmos o numero de mortes pela população, ficamos em primeiro. É o maior índice do país”, finalizou.

Dados

Dados da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), nas 26 operações Lei Seca já realizadas este ano no Estado, revelam que 127 pessoas foram presas em flagrante por dirigirem bêbadas. O levantamento ainda indica que 33,64% das multas aplicadas nestas ações são por embriaguez ao volante.

Segundo os dados da Sesp, nas 26 operações Lei Seca já realizadas este ano no Estado, foram lavrados 1.192 Autos de Infração no Transito (AITs), sendo 317 por direção sob influência de álcool e 84 pelo artigo pela recusa em se submeter a teste de bafômetro.
 
Além disso, 127 pessoas foram presas em flagrante por embriaguez ao volante. Também foram realizados 3.287 testes de alcoolemia, 348 Carteiras Nacional de Habilitação (CNHs) e 313 Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLVs) foram recolhidos, além de 630 veículos removidos.

O condutor que tiver índice de álcool no sangue superior a 0,33 miligramas por litro de ar expelido no momento do teste do bafômetro será preso, pagará multa no valor de R$ 2.934,70 e terá a CNH suspensa, além de responder criminalmente.
 
A operação Lei Seca é coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI-E) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e realizada de forma integrada entre o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), o Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário da Polícia Militar, Delegacia de Delitos de Trânsito (Deletran) da Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros, Politec, Ministério Público do Estado, Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

14 comentários

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  • Ratão
    26 Ago 2019 às 10:04

    Vai fazer blitz lá no mapim e outros bairros não no centro

  • Tamires
    26 Ago 2019 às 07:25

    Aí já é demais. Perderam o bom senso

  • Paulo
    25 Ago 2019 às 23:52

    Temos que nos conscientizar. Se beber não dirija. Hoje temos muita ferramentas pra poder curtir e chegar em casa com segurança.

  • Arigó
    25 Ago 2019 às 17:21

    Excelente trabalho de fiscalização, onde pode evitar bêbados ao volante, bandidos nas ruas e etc... Mesmo sendo importante trabalho, é incrível ver a quantidade de cidadãos que ainda reclamam e são contrários a esse tipo de ação. Vai entender né? Olha inversão de valores!

  • Pedro Arruda do carmo d
    25 Ago 2019 às 14:28

    Posso comprar a vista a máquina?

  • Rafael
    25 Ago 2019 às 13:27

    Concordo com Albert Carlos. Essa função de realizar blitz é do Detran, que inclusive conta com o cargo específico para essa finalidade, mas que o Governo do Estado não quer estruturar corretamente, nomeando-os. Assim os policiais militares estariam fazendo a segurança pública dos cidadãos.

  • eleitor
    25 Ago 2019 às 12:35

    olha vcs viram como foi otimo foi arrecadado uma grana boa e com certeza sera vertido em bem feituria para nossa cidade,policia na rua.

  • Ares
    25 Ago 2019 às 12:29

    Aqui não é muro das lamentações

  • Kellen do CPA
    25 Ago 2019 às 12:29

    Brasileiro é tão corrupto que dirige embriagado e reclama de indústria da multa.

  • Ana Pereira da Silva Oliveira
    25 Ago 2019 às 12:25

    Quanta desinformação. Se tem sete pontos de blitz são 7 pontos de policiamento, seja na área central ou bairros. E outra coisa, não precisa ser servidor público para saber que governo não paga hora extra nem pra polícia. E as blitz não multam ou apreendem carros que estão regulares. Se eu pago imposto, tenho o IPVA em dia, minha CNH em dia, não dirigido embriagado, ou seja, respeito a lei, não faço mais que minha obrigação como cidadão. Todos têm que fazer o mesmo e assim não terão o que temer ao ver uma blitz, ao contrário, devem se sentir mais seguro para transitar pela cidade. Que a cidade seja tomada pelas blitzs!

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