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Terça-feira, 17 de setembro de 2019

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Tesouro Direto: dicas para começar a investir já

Da Assessoria

16 Ago 2019 - 15:41

Com mais acesso à informação, os brasileiros estão compreendendo que investir na poupança não é mais bom negócio. Apesar da poupança possuir rendimento fixo, quando o subtraímos da taxa de inflação o saldo pode ser negativo. Há outras soluções para garantir a segurança das reservas financeiras com melhor rentabilidade como os títulos públicos do Tesouro Direto.

Quando se fala em Tesouro Direto, junto aparecem termos como títulos, papeis e algumas siglas que podem assustar à primeira vista. Mas a boa notícia é que tudo é muito mais simples do que parece. Tempos de crise são uma boa hora para desmistificar o medo de investir e garantir uma melhor performance no rendimento das economias.

O Tesouro Direto é um programa do sistema financeiro federal para venda direta de títulos públicos para pessoas físicas. Em outras palavras: investir no Tesouro Direto significa emprestar dinheiro para o Governo e recebê-lo de volta com juros. O programa foi criado para dar a oportunidade a todos de acessar um investimento para aumentar a renda. É possível fazer aportes iniciais com apenas R$ 30.

Rentabilidade e taxas. Os títulos do Tesouro Direto podem apresentar taxas de rentabilidade prefixadas ou pós-fixadas. As taxas envolvidas nesse investimento são a cobrança regressiva do Imposto de Renda (IR), taxa de 0,3% da B3, e IOF para resgate em menos de 30 dias. Mesmo com essas taxas, a rentabilidade do Tesouro Direto ainda é maior que a da Poupança.

Por que o Tesouro Direto é seguro? Para o pequeno investidor, o Tesouro Direto é uma boa opção de investimento de baixo custo e segurança, pois os títulos públicos são os ativos com menor risco em uma economia, em relação aos títulos privados. Isso porque, enquanto outras modalidades de investimentos em renda fixa e a própria poupança são assegurados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF, no caso dos títulos públicos, como a garantia é do governo, não há limite estabelecido. 

Quem pode investir no Tesouro Direto? Qualquer pessoa com CPF pode investir no Tesouro Direto. O ideal é que esse investimento seja feito por meio de uma corretora de valores. Atualmente, ter um cadastro em uma corretora é muito mais fácil do que abrir uma conta no banco. Tudo é feito pela internet com segurança e praticidade.

Perfil do investidor: O Tesouro Direto é ideal para o investidor conservador que deseja alocar recursos para resgate no médio ou longo prazos. É uma excelente opção para quem quer guardar e fazer render dinheiro para uma viagem, comprar um imóvel, carro, garantir estudo dos filhos ou uma aposentadoria mais tranquila, por exemplo.
Os resgates podem ser feitos em até 1 ano, entre 1 e 5 anos, entre 5 e 10 anos e acima de 10 anos.

Títulos do Tesouro Direto prefixados Tesouro Prefixado (LTN): é um título que permite ao investidor saber previamente como se comportará o rendimento do ativo por meio de uma taxa preestabelecida. É indicado para quem deseja deixar o dinheiro rendendo no médio e longo prazo.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F): a vantagem deste título é que o investidor pode resgatar o pagamento dos juros a cada seis meses e até mesmo reinvestir este valor.  A cada rendimento pago, há cobrança de Imposto de Renda (IR) por meio de uma alíquota que segue uma tabela regressiva. Vale a pena usar um simulador para calcular a rentabilidade considerando a taxa do IR.

Pós-fixado Tesouro Selic (LFT): a Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia, calculada pelo Banco Central. A rentabilidade do Tesouro Selic é pós-fixada, ou seja, sua rentabilidade segue a variação desta taxa. Como a taxa Selic varia muito pouco, essa opção é considerada segura para o perfil de investidor mais conservador.
 
Híbridos como o próprio nome sugere, esses títulos mesclam as rentabilidades prefixadas, com taxas predefinidas, e pós-fixadas, dependendo da variação do IPCA.
Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal): este título tem prazos de vencimento maiores e são indicados para quem quer investir a longo prazo. O investidor recebe o valor investido, com os juros prefixados mais a variação da inflação oficial do Brasil (IPCA - Índice de Preços ao Consumidor). Neste caso, também é cobrada uma alíquota do IR, mas o investidor paga apenas uma vez. 

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B): podem ter seus rendimentos resgatados semestralmente. Ideal para quem tem um horizonte de investimento em longo prazo, mas que também quer acessar a renda durante o período do investimento.
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