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Domingo, 22 de setembro de 2019

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Sintep acusa governo de descumprir acordo e ameaça nova greve em Mato Grosso

Da Redação - José Lucas Salvani

20 Ago 2019 - 15:16

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Sintep acusa governo de descumprir acordo e ameaça nova greve em Mato Grosso
Os professores da rede pública estadual podem, novamente, paralisar as atividades à partir da próxima quarta-feira (21), caso o pagamento referente aos dias cortados não seja feito. A ameaça partiu do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT). A categoria alega que os valores, programados para serem depositados nesta terça-feira (20), não foram feitos. Após 75 dias, a greve da categoria teve fim na última quarta-feira (14), após assembleia no dia 9.

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O Sintep-MT afirma que os educadores sofreram calote. Um dos professores, segundo a nota, teria entrado em contado com uma técnica da Seduc-MT para saber sobre o que tinha acontecido com o pagamento. A técnica, em resposta, teria sido “deselegante”, e disse que não estaria no órgão para fazer a todo momento folha de pagamento.

Por meio de assessoria, a Seduc-MT informa que o pagamento foi feito e aqueles que não receberam terão o valor restituído no dia 10 de setembro. A pasta aponta que as escolas dos professores que não receberam a remuneração excederam o prazo limite para enviar uma planilha com os nomes daqueles que voltaram às aulas.

Greve dos professores

A greve do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) teve início no dia 27 de maio e foi encerrada no dia 9 de agosto. O movimento visou garantir o cumprimento da lei complementar 510/2013 e melhoria nas 767 escolas espalhadas pelo estado.

"A greve está suspensa, mas não quer dizer que a luta terminou aqui no Estado de Mato Grosso, mesmo porque o ponto principal da Lei 510, não houve um posicionamento efetivo do Governo do Estado. A categoria reafirma que caso o Governo não integralize ou apresente uma proposta até a próxima data base do ano de 2020, nos poderemos ter uma nova greve", destacou o presidente do Sintep, Valdeir Pereira.

A greve chegou ao fim após última proposta do governador Mauro Mendes (DEM) feita na segunda-feira (5). O documento propõe que assim que o Estado voltar aos limites da LRF, todo o espaço fiscal aberto abaixo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL) será usado para a concessão da Revisão Geral Anual (RGA) e dos aumentos remuneratórios aos servidores.

Deste espaço fiscal, 75% será destinado à RGA para todos os servidores públicos e os 25% restantes para os reajustes já concedidos nas leis de carreira – que beneficiariam os profissionais da Educação, Meio Ambiente e Fazenda.

Confira a nota do Sintep-MT na íntegra:

Após a suspensão da greve dos trabalhadores da educação da rede estadual, mediante documento do governo, parte dos educadores são surpreendidos com o calote da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), na restituição do corte de pontos. A Seduc não atende a decisão e promove retaliação a alguns profissionais. Na manhã desta terça-feira (20.08), primeira data para pagamento dos dias cortados, os salários referente aos meses de maio e junho, não foram depositados.

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) denuncia ainda atitude pouco amistosa da equipe da Seduc-MT para prestar os esclarecimentos aos educadores. Em uma das mensagens recebidas pelos profissionais da educação que buscam informações, uma técnica, de “forma deselegante”, respondeu que não estaria no órgão para fazer a todo momento folha de pagamento. Resultado das inúmeras portarias e informações repassadas para as escolas criando confusão e caos. “A Seduc está retaliando os trabalhadores da educação escolhendo quem vai receber ou não”, acredita o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira.

Valdeir Pereira aponta que o governo teve tempo suficiente para gerar a folha, inclusive em parcela única, para restituir aquilo que foi descontado dos trabalhadores da educação. “Problemas até poderiam existir, um ou outro, mas não regra geral”, disse. A expectativa do Sindicato é para que o governo efetue o pagamento ainda hoje ou no máximo amanhã (21) daqueles que não tiveram inclusão na folha complementar. “Caso não ocorra, algumas escolas já estão ameaçando paralisar as atividade novamente a partir de amanhã, quarta-feira”, informa Valdeir.

O documento do governo apontou a restituição dos dias cortados em duas parcelas,a primeira dia 20 de agosto. E, dia 10 de setembro, os valore do mês corrente (agosto) e também restituição de julho. O descumprimento da decisão por parte do governo abala a deliberação definida em Assembleia Geral dos trabalhadores, levando o sindicato a buscar esclarecimentos urgente com o governo, o que deve ocorrer nessa quarta-feira,  numa reunião na Casa Civil.


Confira na íntegra a nota da Seduc-MT:

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa que o pagamento da folha complementar foi feito nesta terça-feira (20.08). Alguns servidores não entraram nessa folha complementar porque a escola não encaminhou para a Seduc, em tempo hábil, ou seja, antes do fechamento dessa folha, a planilha com a relação dos servidores que retornaram da greve. Quem não entrou nessa folha receberá na folha de pagamento do mês de agosto, que é pago em setembro.

15 comentários

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  • Alexandre da Silva
    21 Ago 2019 às 06:57

    Mentira, na sexta dia 9 o governo já havia colocado em seu site o fim da greve com retorno na quarta 14, foi de comum acordo que todos voltassem, não tem essa de planilha. Onde eu trabalho não teve planilha e todos receberam.

  • Reginaldo
    21 Ago 2019 às 06:29

    Sintep está conseguindo perder moral até entre os próprios professores, a adesão e militância está diminuindo ato após ato.

  • Julio Cesar
    20 Ago 2019 às 23:08

    Será que não chega não em ! Tá ruim pede a conta e vem para a iniciativa privada ou o bom e duro mundo real.

  • Cuiabano
    20 Ago 2019 às 22:48

    Exoneração de todos já!!!!!

  • José Leite de Oliveira
    20 Ago 2019 às 22:16

    O Sintep junto ao Foro sindical tem que mover processo no TSE e Pron contra o abuso de poder do governo Mauro Mendes. Ele mentiu para poder ser eleito, isso é crime. Tem que ser processado. Isso não pode acontecer por um governo. Cadê o Ministério Público. Cadê o TJ ninguém vai fazer nada.

  • Ademir
    20 Ago 2019 às 21:01

    Querem Governador ganhar PADs , deem a eles o que merecem, estes militantes pseudo professores!!!!

  • Silas
    20 Ago 2019 às 19:43

    Esse sindicato é pau mandado do PT. Quem perde com este sindicalismo partidário e aparelhado é a própria categoria. Foi por causa disso que não houve avanços na negociação com o governador.

  • Mágdiel
    20 Ago 2019 às 19:42

    Desde o começo da greve o sr. Mauro Mendes tem afirmado para a população por meio da impressa tradicional e mídias sociais que tinha atendido parte das reivindicações dos profissionais da educação, uma dela é o chamamento de 681 aprovados no concurso, o que já foi noticiado pelo governador que não acontecerá mais. Diante disto as outras promessas caem em descréditos, quais seja: 1/3 de férias para os interinos, cronograma de reforma de 400 piores escolas do estado e a garantia do cumprimento dos direitos dos servidores de licença para qualificação bem como a progressão de carreira. Assim também fica duvidoso que haverá confirmação da implementação da RGA nos vencimentos dos servidores se a situação fiscal do estado ajudar. Já que é o próprio estado que produz os dados. A confiança nas palavras do sr. governador foi exaurida no momento em que ele toma a decisão de "arrumar" a casa jogando a conta no colo do servidor público. Durante a campanha ele usou e abusou da retórica demagógica, assim: "quero falar com você servidor público, nenhum dos seus direitos serão tirados, pagaremos a RGA integral" etc. A demagogia foi e é a marca deste governador, com a desculpa de estar cumprindo a legislação tem agido com truculência e passando por cima de todas as regras democráticas, o ponto só

  • Wellinton
    20 Ago 2019 às 18:40

    O governo, quando de seu interesse abriu folha complementar dias depois do fechamento da folha para cortar o ponto dos grevistas. Agora vem com essa desculpa esfarrapada e ainda tem funcionário sem educação e grosseiro para atender os servidores. Parabéns, estão se superando.

  • joao
    20 Ago 2019 às 17:27

    MM ganhou no cansaço. Acabou a greve sem nada a favor dos servidores. A proposta de MM foi a do início da greve até o final da greve, sem arredar o pé de nada. E agora Sintep?

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