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Gaeco cumpre três mandados de prisões contra policiais militares; Coronel tem salvo-conduto

Da Redação - Wesley Santiago

21 Ago 2019 - 07:20

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Gaeco cumpre três mandados de prisões contra policiais militares; Coronel tem salvo-conduto
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21), uma operação com o objetivo de cumprir quatro mandados de prisão contra oficiais da Polícia Militar, em Cuiabá. Por meio de nota, a Polícia Militar informou que instaurou dois procedimentos para apurar o caso, uma sindicância e um inquérito policial militar.

Um dos alvos, o tenente-coronel Marcos Paccola, por meio de decisão do desembargador Sebastião Barbosa, obteve um salvo-conduto. O documento foi expedido durante a madrugada, poucas horas antes da deflagração da ação.

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As informações iniciais apontam para uma suposta venda ilegal de armas por parte dos acusados. De acordo com informações apuradas pela reportagem do Olhar Direto, são alvos o tenente-coronel Marcos Eduardo Paccola, tenente Cleber Ferreira, tenente Thiago Satiro e o tenente-coronel Sada Ribeiro Parreira. O PM Ferreira foi alvo no último dia 25 de junho de uma operação conjunta que levou à prisão envolvidos com um esquema que garantia a entrada de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Segundo consta, os alvos são investigados por um esquema de adulteração de numeração de armamentos na Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio (Salp) dentro do Comando Geral da PM.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual (MPMT), as informações serão divulgadas de forma oficial após o cumprimento dos mandados.

A Polícia Militar se manifestou por meio de nota e garantiu que a Corregedoria da instituição irá acompanhar todos o desenvolvimento da ação, assim como demandas pertinentes. 

"O Comando Geral da Polícia Militar informa que determinou que oficiais da Corregedoria acompanhem e atendam os agentes públicos em todas as solicitações e necessidades no sentido de apurar e esclarecer as denúncias.

Informa ainda que no âmbito militar a Corregedoria está apurando a denúncia de envolvimento de policiais militares no caso desde as primeiras medidas judiciais adotadas e que instaurou dois procedimentos investigatórios, sendo um Inquérito Polícia Militar(IPM) e uma sindicância, ambos estão em tramitação
".

Atualizada às 09h30 e 10h58. Corrigida às 10h57. O tenente-coronel Paccola não foi preso em razão de determinação judicial expedida poucas horas antes da deflagração da ação do Gaeco.

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